UEG lança edital de abertura do concurso para professores de Direito e Medicina

Universidade Estadual de Goiás (UEG) torna público o Edital de abertura do concurso público para o cargo de docente de ensino superior destinado ao provimento de vagas para os cursos de Direito e Medicina.

São ofertadas 39 vagas para quem possui título a partir de especialista. Desse total, 14 vagas são destinadas ao curso de Medicina de Itumbiara e 25 aos cursos de Direito das cidades de Aparecida de Goiânia, Iporá, Morrinhos, Palmeiras de Goiás, Pires do Rio e Uruaçu. Confira o quadro de vagas.

As cargas horárias são de 10, 20, 30 e 40 horas semanais.

O concurso será realizado em cinco etapas:

1ª etapa – avaliação dos candidatos com deficiência pela equipe multiprofissional, exclusiva aos candidatos com deficiência.
2ª etapa – prova objetiva
3ª etapa – prova dissertativa
4ª etapa – prova didática
5ª etapa – avaliação de títulos e produção científica.

Todas as etapas, conforme as datas do cronograma do edital, serão realizadas nas cidades de Aparecida de Goiânia e/ou Itumbiara.

Inscrição e taxa
Os candidatos terão de 5 a 8 de janeiro de 2018 para solicitar a isenção da taxa de inscrição.

O período para se inscrever no concurso vai de 19 de janeiro a 19 de fevereiro, no site do Núcleo de Seleção da UEG. O valor da taxa de inscrição é 250 reais.

Os procedimentos de inscrição bem como o cronograma, os requisitos exigidos, a documentação necessária e demais disposições estão disponíveis no Edital.

Cadastro reserva
O edital do concurso também prevê formação de cadastro de reserva na classe II do quadro de carreira Docente de Ensino Superior da UEG 2017, de acordo com a oferta de vagas.

O resultado final do concurso será divulgado no dia 29 de junho de 2018.

(Adriana Rodrigues | CeCom|UEG)

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Em Pires do Rio, Marconi anuncia criação de terceiro curso de Direito no interior em dois dias

Governador Marconi Perillo em solenidade em Pires do Rio. Foto Humberto SilvaGovernador Marconi Perillo em solenidade em Pires do Rio. Foto Humberto Silva

O governador Marconi Perillo anunciou em Pires do Rio, na noite desta terça-feira, dia 12, a criação do terceiro curso de Direito em unidades da Universidade Estadual de Goiás (UEG) no interior em dois dias. No início da semana, o curso chegou a Palmeiras de Goiás e nesta terça-feira, além de Pires do Rio, foi anunciada também em Morrinhos. Marconi implantou o curso de Medicina na UEG de Itumbiara.

Marconi cumprimentou a direção, os professores e demais servidores do campus por mais esta conquista e garantiu que a UEG estará destinada a ser cada dia maior, com mais cursos e novos campus. “A UEG é um espaço de transformação criado para todos os goianos”, afirmou.

O governador reportou a 1983 o seu desejo e luta para que a cidade tivesse um curso universitário. Naquela época, ainda um liderança partidária jovem, uniu-se a políticos tradicionais na luta por uma universidade para a cidade. “Quis o destino que coubesse a mim, quase 20 anos depois, unir o curso que ajudamos a trazer para Pires do Rio à UEG que criamos no início do meu primeiro governo”, recordou.

Dizendo-se feliz com os rumos que a universidade tomou nos 18 anos de sua criação, Marconi destacou a sua função social de combater as desigualdades regionais, promover o desenvolvimento e a melhoria da educação básica. “Na época, apenas 27% dos professores do ensino fundamental tinham curso superior. Coube a UEG dar-lhes formação. Ela também deu luz aos que não sabiam escrever, através do programa Vagalume de combate ao analfabetismo que também nasceu de uma iniciativa de nosso governo”, lembrou.

Marconi garantiu que a UEG tem a possibilidade de garantir o seu bom funcionamento “porque lá atrás tivemos a visão de vincular, no Orçamento Geral do Estado, recursos para custear a universidade”. “O governo está obrigado a gastar todos os anos os recursos que garantem a continuidade dos cursos e a manutenção das unidades”, disse.

O reitor da UEG, Haroldo Reimer, disse que o governador Marconi Perillo “tem mantido olhar zeloso” para instituição e que por isso ela tem transformado e induzido o desenvolvimento do Estado. “A UEG nasceu grande e com uma demanda, uma marca própria: a formação de professores, e hoje tem o maior número de cursos de licenciatura para formação de professores do Brasil”, disse Reimer.

Ao reiterar a qualidade do ensino da universidade, o reitor disse que diversas escolas que tiveram os melhores desempenhos no Ideb têm professores formados na universidade. Citou que, em Campos Belos, na região Nordeste de Goiás, a escola que teve o maior Ideb do Estado tem 100% dos professores formados na UEG. “A UEG tem trabalho transformador e indutor de desenvolvimento do Estado”, disse Haroldo Reimer.

Um outro dado apresentado pelo reitor e que atesta o excelente nível do ensino ofertado pela UEG diz respeito ao curso de medicina veterinária do campus de São Luis de Montes Belos. Segundo Haroldo Reimer, o primeiro vestibular apresentou uma concorrência de 57 candidatos por vaga, “a maior entre todas as universidades brasileiras para curso similar”.

O reitor fez questão de atribuir a determinação do governador Marconi Perillo grande parte do sucesso alcançado pela UEG nesses 18 anos de atividade. Ressaltou que a universidade está mantendo todos os programas em andamento.

“Isso não acontece com passe de mágica. Mas, quando se tem um gestor no executivo que entende que a educação é ferramenta importante para a transformação da sociedade, com ouvidos atentos e disposto a fazer dentro de suas possibilidades, as coisas acontecem mais facilmente”.

ASCOM – Gabinete de Imprensa da Governadoria

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Ação quer responsabilizar ex-presidente da Alego e funcionário fantasma por improbidade

Servidor fantasma e contratante são acionados pelo MP

Servidor fantasma e contratante são acionados pelo MP

A promotora de Justiça Villis Marra propôs ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Catalão e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Jardel Sebba, e o vereador de Catalão Leonardo Costa Bueno, contratado durante a gestão de Jardel como funcionário fantasma do Legislativo estadual.

Investigação do MP foi iniciada neste ano, a partir da notícia de que Leonardo teria afirmado em uma emissora de rádio que ele havia sido contratado por Jardel, quando ele era presidente da Alego, para ocupar cargo comissionado sem, no entanto, nunca ter comparecido em seu local de trabalho. Nessa época, o político estaria rompido politicamente com Jardel Sebba e por isso teria declarado publicamente a situação de funcionário fantasma.

O MP, portanto, solicitou informações funcionais de Leonardo à Alego, que informou que ele não constava como servidor da Casa. Em suas declarações, Leonardo afirmou ter trabalhado no Legislativo estadual de 2007 a 2010, lotado na extensão do gabinete do então deputado Jardel Sebba, na cidade de Catalão, supostamente desempenhando atividades diversas e que, esporadicamente, comparecia em reuniões na Alego. Afirmou ainda possuir vínculo partidário, profissional e de amizade com o político, demonstrando ter superado o rompimento entre eles.

Novos pedidos de informações foram feitos à Alego que, desta vez, confirmou que ele trabalhou no local, entre 2007 e 2011, ocupando diversos cargos comissionados, com remuneração que variou entre R$ 1 mil a R$ 5.900,00, o que chegaria a um total de quase R$ 80 mil. Ele, conforme atestado pelo órgão empregador, teria ainda recebido mais R$ 100.560,00 de gratificações nesse período.

Posteriormente, foi encaminhado o dossiê funcional do servidor, informado registro de frequência apenas entre 2009 e 2011, ainda assim sem nenhum documento comprobatório. O inquérito retornou à 78ª Promotoria de Justiça, por conexão à uma outra ação civil pública por ato de improbidade contra Jardel Sebba exatamente pela prática de contratar funcionários fantasma. Essa ação foi movida contra ele e outras 34 pessoas, que receberam sem trabalhar.

“Jardel Sebba usou o cargo de presidente da Alego de maneira abusiva e imoral, contratando diversos parentes e correligionários para ocuparem cargos comissionados sem que nenhum prestasse qualquer atividade de interesse público ou fossem obrigados a comparecer regularmente ao local de trabalho, sendo exigido deles apenas que votassem e fizessem campanha política”, avalia a promotora. (Cristiani Honório / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

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Acordo prevê pagamento à vista para poupadores que receberão até R$ 5 mil

O acordo assinado hoje (12) entre poupadores e bancos relativo à correção de aplicações na poupança durante a entrada em vigor dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 2 (1991) prevê pagamento à vista para poupadores que tenham até R$ 5 mil a receber. Já os que tem saldo entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, receberão em três parcelas sendo uma à vista e duas semestrais. A partir de R$ 10 mil, o pagamento será feito em uma parcela à vista e quatro semestrais. A correção para os pagamentos semestrais será feita pelo IPC-A.

O acordo também prevê descontos para poupadores que receberão quantia superior a R$ 5 mil. O deságio varia conforme o saldo e começa em 8% para aqueles que receberão entre R$ 5mil e R$ 10 mil; 14% para os que receberão na faixa de R$ 10 mil a R$ 20 mil; e 19%  para investidores que têm direito a receber mais de R$ 20 mil.

O acordo, que foi mediado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e teve supervisão do Banco Central (BC), é considerado o maior da história e deve encerrar mais de um milhão de processos judiciais. Segundo a AGU, o plano Collor 1 ficou de fora do acordo pois as partes entenderam que há inexistência de direito a qualquer pagamento.

Para evitar filas e fraudes, os poupadores com direito a receber a correção não precisarão ir até os bancos, já que o pagamento será feito em conta-corrente ou por meio de depósito judicial.

Prazo

Negociado entre o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Frente Brasileira dos Poupadores (Febrapo) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) há mais de duas décadas, o acordo sobre o ressarcimento de perdas de planos econômicos prevê prazo máximo de três anos para parcelamento dos valores a serem recebidos pelos poupadores.

Em nota, a AGU informou que terão direito à reparação financeira todos aqueles que ingressaram com ações coletivas e individuais para cobrar das instituições financeiras os valores referentes às correções. “No caso das individuais, poupadores ou herdeiros que acionaram a Justiça dentro do prazo prescricional (20 anos da edição de cada plano) também poderão receber os valores”, informa a nota.

Pagamento

Os pagamentos, ainda de acordo como a AGU, serão feitos de acordo com as faixas de valor a receber. “Antes de começarem a ser feitos os pagamentos, é preciso que o STF [Supremo Tribunal Federal] homologue o acordo e os poupadores se inscrevam em plataforma digital que ainda será criada. O acesso a esse sistema será feito pelos advogados dos beneficiados”, informou a AGU.

O calendário de pagamento levará em conta também a idade dos poupadores, de forma que as pessoas com mais idade tenham prioridade. A adesão será dividia em 11 lotes, separados de acordo com o ano de nascimento dos poupadores.

Também poderão aderir os poupadores que, com base em ações civis públicas, entraram com execução de sentença coletiva até 31 de dezembro de 2016, dentro do prazo prescricional de cinco anos.

Segundo a AGU, aderiram ao acordo os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Brasil (BB). Outras instituições financeiras também poderão aderir no prazo de até 90 dias.

Agência Brasil

 

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Com Temer, investimento público é o menor desde 1995

 

Os investimentos dos governos central, estadual e municipal e das empresas estatais totalizaram R$127,2 bilhões, em valores acumulados em 12 meses, até junho deste ano, pouco menos da metade do patamar de 2014, corrigido pela inflação. Com o corte nos investimentos, fica difícil saber de onde virá o tão alardeado crescimento.

“A taxa de investimentos públicos alcançou o auge do período histórico recente, de 4,6% do PIB, em 2010. No final de 2014 a taxa já havia retroagido para 3,9% do PIB. A partir daí, inicia-se uma queda mais pronunciada, quando, no breve período de dois anos e meio, a taxa de investimento caiu praticamente pela metade”, diz o estudo.

Cerca de 30% dos investimentos foram realizados pelas empresas estatais (R$ 45,6 bilhões) e o restante, R$ 81,6 bilhões, pelo governo geral. O governo municipal foi o que mais investiu, com emprego de R$ 30,4 bilhões.

Em termos nominais (sem correção da inflação), foi o menor nível desde 2009, quando foram investidos R$ 133,9 bilhões. O auge foi alcançado em 2014, com R$ 228 bilhões.

Já quando considerado o efeito da inflação, o resultado indica um retrocesso ainda maior. “Quando os valores são corrigidos pelo IPCA, os investimentos públicos caíram mais do que pela metade entre 2014 e 2017, de R$ 276,0 bilhões para R$ 127,2 bilhões, e neste último ano alcançou patamares semelhantes aos de 2006 e de 1998, quando foram investidos respectivamente R$ 129,8 bilhões e R$ 128,3 bilhões”, aponta a instituição.

 Do Portal Vermelho

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É chocante mas o jogo não acaba em 24 de janeiro

Ricardo Stuckert

A corrida do TRF-4 para condenar Lula é chocante porque explicita um alinhamento despudorado do Judiciário com as forças politicas, econômicas e midiáticas empenhadas em barrar sua candidatura. Porque escancara a estratégia do tapetão, de garantir a eleição de um preposto do golpe pela exclusão de Lula, hoje líder isolado nas pesquisas, com o dobro das intenções de voto do segundo colocado. Passaram-se apenas 42 dias entre a condenação de Sergio Moro e a emissão do voto do relator no tribunal de apelação . E pouco mais de uma semana depois, a data do julgamento é marcada.  Mas surpreendente não é a decisão do TRF-4, de antecipar para 24 de janeiro  o julgamento de seu recurso contra a sentença de Moro, furando a fila de processos e atropelando o recesso. Os que deram o golpe não iriam mesmo conformar-se com um retorno de Lula à Presidência  depois de tudo o que fizeram para encerrar o ciclo dos governos petistas.  Mas o jogo vai além de Lula e não termina em 24 de janeiro.

Haverá ainda jogo jurídico, pois mesmo com Lula condenado e esgotados os recursos na segunda instância antes de agosto , ele pode reabrir a batalha judicial, nos tribunais superiores, quando tentar registrar sua candidatura e ela for indeferida.  Poderá concorrer sub judice, como fizeram muitos prefeitos em 2016, com  toda a carga de incerteza que isso traria para a disputa.

E haverá jogo político-eleitoral, pois a disputa real não será entre Lula e os outros, mas entre as forças golpistas e as que se opuseram ao golpe.  Se Lula for impedido de encarnar, para o eleitorado, a repulsa ao golpe, ao governo desastroso de Temer, a suas reformas e a seu entreguismo, a seu fisiologismo,  outro nome do PT ou da centro-esquerda cumprirá este papel, tendo Lula como cabo eleitoral.   E não será difícil derrotar o candidato do retrocesso que a população já decifrou, sofre na pele  e rejeita, embora não proteste por uma série de razões. Entre elas, a inibição que paralisa todos aqueles que se deixaram enganar, bateram panelas e pediram o impeachment de Dilma.  Estão todos se guardando para quando a eleição chegar.

O que não sabemos é se ela chegará,  pois  se tiver havido o golpe do impedimento de Lula, outras patranhas poderão ser cometidas para garantir o resultado desejado. Ninguém deve se iludir.   Depois de terem se apossado do Estado e do governo sem o voto e o consentimento popular, eles não terão limites na escaramuça para conservá-lo. Se for preciso, mandam as aparências que ainda restam às favas e escancaram o Estado de Exceção.

Brasil 247

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Oposição altera MP do Trilhão e texto volta à Câmara

Agência Senado

Com protestos da oposição, MP é aprovada com alterações e volta à CâmaraCom protestos da oposição, MP é aprovada com alterações e volta à Câmara

Apesar da aprovação, o governo sofreu um baque, pois o texto foi alterado pelos parlamentares, obrigando que o projeto retorne à Câmara dos Deputados para reavaliação. A alteração ameaça a matéria, cuja validade – por se tratar de medida provisória – expira na próxima sexta-feira (15).

A sessão foi uma verdadeira batalha. Os senadores da oposição não deram trégua ao governo e quatro questões de ordem foram apresentadas contra a matéria. Os senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), foram os que se pronunciaram contra a medida, denunciado a entrega o patrimônio e das riquezas nacionais, como o pré-sal, às multinacionais estrangerias em detrimento do chamado conteúdo nacional.

“O valor, o montante da renúncia fiscal e do perdão de dívidas contemplados nessa medida provisória – e ela não só prevê renúncia fiscal daqui para frente, ela perdoa dívidas – significa duas reformas da Previdência”, denunciou a senadora Vanessa. “E não há exagero nisso, não há inverdade nessa observação. O que existe é manipulação de dados por parte do governo federal para tentar esconder a verdade”, rechaçou.

A senadora Vanessa lembrou ainda que o governo não conquistou o amplo apoio dos parlamentares à proposta e destacou que na fase de discussão da MP, apenas o senador Fernando Bezerra Coelho (ex-PSB e agora no PMDB-PE) se pronunciou em defesa da matéria, quando o regimento permite cinco discursos contra e cinco a favor o conteúdo da proposição em debate.

“Essa é uma sinalização de que o Plenário do Senado Federal ou não domina inteiramente a medida provisória, ou é contrário a ela”, afirmou Vanessa.

A senadora destacou que a MP do Trilhão apenas concede benefícios tributários aos carteis de petróleo. “Enquanto a economia que querem fazer com a reforma da Previdência atinge o montante de R$ 436 bilhões em 20 anos, o impacto fiscal desta medida provisória é de R$ 1 trilhão em 25 anos. Assim, tiram do mais pobre, daquele que ganha um salário mínimo e que trabalha a vida inteira sonhando com uma aposentadoria de um salário mínimo, para dar para quem? Para as grandes petroleiras internacionais”, condenou Vanessa.

A medida de Temer literalmente entrega a exploração de petróleo às empresas estrangeiras, que terão mais atuação nos campos de petróleo brasileiros do que a própria Petrobras, maior petroleira do mundo entre as empresas de capital aberta.

LDO

Nas questões de ordem apresentadas durante a sessão, os senadores da oposição apontaram que o texto previa a suspensão do pagamento dos tributos até 2040, o que viola a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que diz que as medidas provisórias que resultem em renúncia em razão de incentivo fiscal deverão conter cláusula de vigência de, no máximo, cinco anos.

“A LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] diz o seguinte: você só pode conceder renúncia por, no máximo, cinco anos. Isso está expresso na LDO. O texto da medida provisória veio correto, com cinco anos, só que foi ampliado pelo relator até 2040. Não sustenta! A LDO é clara! Por isso, requeiro o arquivamento da Medida Provisória 795″, observou Lindbergh, referindo-se ao deputado Júlio Lopes (PP-RJ), que inseriu no texto original da MP a prorrogação de benefício fiscal até 2040.

Até o líder de governo, Romero Jucá (PMDB-RR), reconheceu a irregularidade e apresentou uma emenda para limitar a cinco anos os incentivos. Eunício aproveitou para reclamar do fato de o Senado ter que analisar e votar medidas provisórias encaminhadas pelo governo às pressas devido a um curto prazo até o vencimento.

“A Câmara que se responsabilize pelo que incluiu no texto. E, se quiser incluir indevidamente, ferindo a LDO, não é problema do Senado nem dos senadores. A responsabilidade ficará com quem incluiu e com quem aprovou […] Deixo público aqui que discordo desse procedimento de chegar MP aqui de última hora. No ano que vem, não terei tolerância”, retrucou Eunício, lavando as mãos.

Tramitação

Com a alteração e o retorno da MP à Câmara, líderes da base aliada tiveram que mexer no cronograma de votações do plenário nesta semana, que já estava apertado por conta da tentativa de votar a reforma da Previdência. Os governistas vão tentar analisar o texto nesta quarta-feira (13), a dois dias do fim do prazo de validade.

Os senadores da oposição acreditam que há possibilidade de derrubar o projeto, uma vez que o prazo expira na sexta-feira (15). “A luta continua, essa não é uma questão nem partidária, é uma questão nacional”, afirmou o senador Roberto Requião (PMDB-PR).

“Eu espero que a Câmara consiga de fato barrar essa medida lá, ou então que não dê tempo, para que assim a gente consiga frear esse ímpeto de entregar as riquezas nacionais”, comentou Gleisi.

Portal Vermelho

 

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Oposição obstruirá sessões para impedir votação da Previdência

Richard Silva/PCdoB na Câmara

 

“A partir de agora, vamos fazer obstrução total. Inclusive em sessões do Congresso. Se eles não recuarem, não vamos deixar nem votar o Orçamento [de 2018]”, informou o líder da Minoria, José Guimarães (PT-CE).

A orientação é não marcar presença no Plenário para não garantir o quórum necessário para votação. A estratégia será mantida até que o governo desista de pautar a Reforma da Previdência. Nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou que colocaria o tema em discussão esta semana para votar a PEC 287 até o dia 19.

Líder do PCdoB na Câmara, a deputada Alice Portugal (BA) rebateu ainda os argumentos utilizados pelo governo para tentar conseguir apoio à proposta. Em sua propaganda, Temer e sua equipe econômica têm tentando vender a ideia de combate a privilégios e preservação do direito do trabalhador. “É tudo mentira! Essa reforma não ataca privilégios, ela penaliza os trabalhadores. Temer gasta milhões em propaganda para mentir. Servidor já paga 14%, trabalhadores rurais não ficaram de fora. Enquanto isso, empresários circularam livremente nesta tarde na Câmara para comprar votos a favor desta reforma”, denunciou.

O pedido de Temer a empresários já havia sido noticiado mais cedo. “A ideia é afastar do deputado o temor de que o trabalhador será prejudicado”, disse o empresário Fernando Figueiredo, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Enquanto isso, no hall da Taquigrafia da Câmara, um dos acessos ao Salão Verde, um grupo de agricultores entrou no oitavo dia de greve de fome contra a Reforma da Previdência. “Essa luta simbólica está se espalhando pelo país. Já temos notícias de pessoas em alguns estados que já aderiram à greve de fome. Olha a que ponto o trabalhador precisou chegar. Por isso, vamos obstruir os trabalhados para garantir a votação da Previdência seja suspensa ou derrotada”, disse Jandira Feghali.

PC do B da Câmara

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Principais notícias do dia…

manchetes-dia

O Popular

Órgãos ambientais se mobilizam em busca da onça do Mendanha.

Diário da Manhã

MPGO recomenda volta da meia passagem e regularização do passe livre estudantil.

Zero Hora

RS pode registrar temperaturas de quase 40º C nesta semana.

Estado de Minas

PF cumpre mandatos judiciais na Câmara dos Deputados.

O Estadão

Com previdência em dúvida, Temer quer votar reforma tributária em 2018.

O Globo

PF faz buscas na Câmara.

Folha de São Paulo

Perícias indicam superfaturamento que Odebrecht nega em sua delação.

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Hoje na História…

hoje

1577
Francis Drake parte de Plymouth, Inglaterra, para uma viagem ao redor do mundo.
1642
O navegador holandês Abel Tasman descobre o grupo de ilhas do sul do Pacífico ganharia o nome de Nova Zelândia.
1838
Começa no Maranhão a revolução chamada Balaiada, guerra civil que sacode a província do Maranhão de 1838 a 1841.
1967
O rei Constantino II, da Grécia, rebela-se contra a junta militar e marcha de Larissa em direção a Atenas, à frente de contingentes armados.
1968
O governo federal baixa o Ato Institucional nº 5 e o Ato Complementar n° 38, decretando o recesso do Congresso.
1978
A intensificação da greve na indústria petrolífera leva o Irã a reduzir drasticamente a produção e o refino de petróleo.
1988
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o líder da OLP, Yasser Arafat, convida Israel a participar de uma reunião internacional de paz para o Oriente Médio.
1991
Um incêndio iniciado no segundo andar do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro destrói uma área de 500 metros quadrados do setor A.
1994
Depois de dez ataques de tubarões a surfistas em 1994, a prefeitura de Recife interdita a praia de Boa Viagem para a prática do surfe.
2003
Após oito meses de buscas, militares americanos prendem o ex-ditador do Iraque, Saddam Hussein.
2009
MANIFESTANTE AGRIDE PRESIDENTE ITALIANO SILVIO BERLUSCONI EM MILÃO.
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