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COM FOCO NO PÚBLICO JOVEM, CAMPANHA LANÇADA PELO MPGO QUER CONSCIENTIZAR SOBRE OS RISCOS À SAÚDE E ILEGALIDADE DO CIGARRO ELETRÔNICO

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COM FOCO NO PÚBLICO JOVEM, CAMPANHA LANÇADA PELO MPGO QUER CONSCIENTIZAR SOBRE OS RISCOS À SAÚDE E ILEGALIDADE DO CIGARRO ELETRÔNICO

Campanha foi detalhada em evento com participação de instituições parceiras

Informar e conscientizar o público jovem sobre os riscos à saúde e alertar sobre a ilegalidade do uso do cigarro eletrônico – com esse objetivo, o Ministério Público de Goiás (MPGO) lançou nesta quinta-feira (15/9), na sede da instituição, a campanha Tá Ligado? Desliga! O evento contou com a participação de representantes de diversos órgãos parceiros, que vão ajudar a disseminar a mensagem da campanha: Secretarias Estaduais de Educação e de Saúde, Conselho Estadual de Educação, Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e Procon Goiás.

Iniciativa da promotora de Justiça Andréia Zanon Marques Junqueira, de Petrolina de Goiás, a campanha foi institucionalizada pela Subprocuradoria-Geral para Assuntos Institucionais, por meio da Coordenadoria de Projetos Institucionais e da Área da Infância, Juventude e Educação, e produzida pelo Núcleo de Publicidade e Marketing da Assessoria de Comunicação Social. A demanda pelo conteúdo também atendeu à solicitação da promotora de Justiça Marlene Nunes Freitas Bueno, da 87ª Promotoria de Goiânia.

Para alcançar os jovens, foi concebido um personagem, um youtuber fictício, BrunEx, que, em conteúdos publicitários que utilizam a linguagem voltada para esse público, procura esclarecer sobre os riscos à saúde provocados pelo cigarro eletrônico e também chama a atenção para a ilegalidade desses dispositivos. Parte do material produzido é focada também nos pais e em quem comercializa esses produtos.  

Na apresentação da campanha, que intercalou a programação do evento, foram exibidos os três vídeos principais (confira abaixo), que subsidiam os conteúdos produzidos para outras plataformas, e que já estão disponíveis no YouTube (acesse aqui). O material da campanha engloba ainda material impresso (cartazes e banners), spots de rádio e cards (imagem com informações resumidas e relevantes) para redes sociais.

Importância das parcerias para a campanha é ressaltada por procurador-geral

Ao fazer o lançamento da iniciativa, o procurador-geral de Justiça Aylton Flávio Vechi salientou a importância de se cuidar desse tema. “Essa questão tem afetado muito aos jovens. Então, percebemos a necessidade de uma ação e uma reação do Ministério Público e de todas as instituições, poderes e órgãos que tenham atuação tanto na área da saúde quanto na área da educação e ainda na defesa do consumidor”, enfatizou.

Neste sentido, ele reforçou a relevância de uma atuação articulada e em parceria, para alcançar resultados mais eficazes. “Juntos, temos como construir soluções, com instrumentos preventivos, repressivos. Juntos, conseguimos fazer melhor. Temos que reconhecer que a transversalidade dos temas que tratamos exige que somemos todos os esforços”, sublinhou. Ele enalteceu ainda e destacou seu orgulho pela qualidade da campanha produzida.

A força e o impacto das parcerias para a campanha também foram ressaltados pela subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Laura Maria Ferreira Bueno. “O que queríamos ouvir aqui era o compromisso dos parceiros”, ponderou. Ao explicar por que o MP assumiu a articulação da campanha, ela pontuou o papel constitucional da instituição, de defesa da criança e de defesa da saúde; a sua capilaridade e capacidade de mobilização, e a credibilidade. Mas sustentou que o MP não consegue divulgar essa mensagem sozinho: “Não adianta lançar uma campanha boa como essa se não tiver a parceria das instituições. A multiplicação dela é essencial para avançarmos”. Para a subprocuradora, a iniciativa tem o potencial de ser referência para o País.

Promotora reforçou a preocupação com o público jovem

Coordenadora de Projetos Institucionais do MP, Sandra Mara Garbelini destacou a preocupação na concepção da campanha em tentar reverter o falso ar de legalidade que perpassa a ideia do uso do cigarro eletrônico, apesar de decisão de 2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir a venda de cigarros eletrônicos no Brasil e que foi mantida em junho. Ela explicou ainda como foi concebida a campanha e seu foco no público jovem, a partir da percepção da disseminação desse tipo de dispositivo entre esse público, inclusive em ambiente escolar ou nas proximidades de escolas.

A necessidade de alertar os adolescentes sobre os riscos do produto também foi pontuada pela promotora Andréia Zanon ao explicar o que a levou a demandar a campanha. Como revelou, um dos “insights” que teve foi a percepção do comportamento do público jovem, a partir do acompanhamento tanto do seu filho adolescente quanto de alunos em portas de escolas de Petrolina de Goiás e do município de Santa Rosa. A partir disso, relatou, passou a pesquisar melhor o assunto e se informar sobre o que era o cigarro eletrônico, o que a levou a descobrir os males que causava e, mais ainda, a facilidade de aquisição dos dispositivos.

Isso me despertou enquanto promotora de Justiça, para nosso papel social e constitucional, de atuação do Ministério Público não só na defesa da criança e do adolescente, mas também da saúde. E que era preciso fazer uma conscientização, partindo do princípio de que muitos não têm conhecimento sobre a questão”, detalhou.

Andréia Zanon destacou ainda a ideia da campanha de levar a mensagem para as famílias, de ser um ponto de diálogo entre pais e filhos. “Espero que possamos engajar e ter um olhar atento para realmente conscientizar esse público”, enfatizou.

Coordenadora destacou necessidade de debate do tema nas escolas

Coordenadora da Área da Infância, Juventude e Educação do MP, Cristiane Marques de Souza enfatizou a necessidade de se disseminar a campanha em ambiente escolar. “A grande força da prevenção está na informação. E temos um espaço que, além de vivenciar o problema e concentrar o público-alvo, tem toda a logística para o empoderamento das discussões sobre o tema, que é a escola”, observou. Segundo explicou, a ideia é que, com esse material, as escolas, dentro do seu planejamento pedagógico, desenvolvam ações que vão tratar do tema e não apenas com os alunos, mas com toda a comunidade escolar, incluindo as famílias.

Em uma participação virtual, o promotor de Justiça Daniel Parreira, que está respondendo atualmente pela Promotoria de Petrolina de Goiás, informou sobre medidas que já estão planejadas na comarca e que serão deflagradas a partir do lançamento da campanha para garantir o acompanhamento das ações de combate ao cigarro eletrônico. Ele também enfatizou a importância da participação das instituições parceiras para que a mobilização seja efetiva. 

Vídeos da campanha trazem personagem youtuber

A apresentação da campanha e as explicações sobre sua concepção, sobre os conceitos envolvidos em seu mote – Tá Ligado? Desliga! – e o detalhamento dos conteúdos produzidos foram feitos pela chefe do Núcleo de Publicidade e Marketing da Ascom, Uiara Machado, e pela estagiária de pós-graduação em Marketing, Ana Paula Veroneze. Elas esclareceram a ideia do uso do personagem do youtuber fictício que protagoniza os vídeos e os outros materiais, por sua conexão com o contexto vivenciado por jovens e adolescentes.  

O chefe da Ascom, Pedro Palazzo, ressaltou o foco preventivo da campanha e seu potencial de disseminação. Ele também informou as instituições parceiras sobre a disponibilidade dos conteúdos e destacou a importância de comunicação dos resultados para ampliar o engajamento da campanha.

Também tiveram falas no evento o gerente de Segurança Escolar da Secretaria Estadual de Educação, capitão Marcus Vinícius Batista; o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Yves Mauro Ternes; a superintendente de Vigilância em Saúde do Estado de Goiás, Flúvia Amorim, e o presidente do Conselho Estadual de Educação, Flávio Roberto de Castro.

Ao comentar a parceria com o MP na campanha, o superintendente do Procon Goiás, Levy Rafael Cornélio, fez uma apresentação de fotos e vídeos que registram ações de fiscalização contra o comércio de cigarros eletrônicos, com imagens de produtos apreendidos. Ele explicou também alguns dos esquemas utilizados nesse comércio ilegal para tentar ludibriar as ações fiscalizatórias, como o uso de paredes falsas para esconder os produtos. 

O evento de lançamento contou ainda com a participação por videoconferência de representantes dos municípios de Petrolina de Goiás e Santa Rosa.

(Texto: Ana Cristina Arruda – Fotos: João Sérgio/Assessoria de Comunicação Social do MPGO)

Blog do Mamede

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