O PT, o PSDB e o PSB, os três principais partidos que vão disputar a Presidência em outubro, devem gastar R$ 500 milhões com a campanha eleitoral deste ano.
A soma representa quase o dobro do valor investido em 2010, que foi de R$ 266 milhões. Na época, a maior parte do valor arrecadado – até quase 90% – veio de empresas e de grandes empreiteiras.
Este ano, corre no plenário do Supremo Tribunal Federal uma votação sobre a proibição de doações privadas às campanhas, o que poderia acabar com arrecadações milionárias. O texto foi aprovado por seis a um na Corte. No entanto, ainda não foi colocado em pratica porque o ministro Gilmar Mendes pediu vistas e suspendeu a sessão.
Os partidos criticam a medida, mas já estudam recorrer à militância para arcar com os gastos. José Américo Dias, secretário nacional de Comunicação do PT, defende que a decisão só entre em vigor em 2016, mas afirma que partido vai acatar a legislação de qualquer forma. “Acho que ela estimularia o caixa dois. Fazer valer para este ano seria um casuísmo”, disse.
Brasil 247
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