Observatório Copernicus confirmou o que já vinha se desenhando: ano será o primeiro a superar o limite de 1,5°C de aquecimento em relação ao período pré-industrial
Publicado pelo Portal Vermelho
A menos de um mês de seu fim, já é certo que 2024 terminará com um dado alarmante: o ano será o mais quente da humanidade. De janeiro a novembro, as temperaturas médias globais foram 0,72º acima da média registrada de 1991 a 2020. Será, ainda, o primeiro a superar o limite de 1,5°C de aquecimento em relação ao período pré-industrial, usado como parâmetro para o Acordo de Paris.
Essa média foi a maior já registrada nesse período e 0,14°C superior ao mesmo intervalo do ano passado. As informações foram confirmadas pelo Observatório Copernicus, da União Europeia.
“Há uma certeza de que 2024 será o ano mais quente da história”, comunicou o observatório, após verificar que novembro foi o segundo mais quente já registrado.
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Com uma temperatura média global 1,62º mais quente do que o normal, novembro foi marcado por uma série de tufões devastadores na Ásia e pela continuidade de secas históricas no sul da África e da Amazônia, por exemplo.
Neste ano, o Brasil enfrentou os dois extremos. Alguns casos mais emblemáticos foram as chuvas excessivas que inundaram boa parte do Rio Grande do Sul e a forte seca que atingiu estados da Amazônia, região tradicionalmente úmida.
Embora não seja exatamente uma novidade, considerando que cientistas já vinham alertando para isso há meses, a constatação é mais um sinal de alerta quanto às condições extremas que o mundo enfrenta e à necessidade de, especialmente os países mais desenvolvidos, tomarem medidas radicais e rápidas a respeito, o que não vem ocorrendo.
Uma das metas do Acordo de Paris, de 2015, até hoje ignorado por boa parte das nações mais ricas, tinha como objetivo conter o aquecimento, de maneira que ficasse abaixo de 2°C, além de continuar buscando o limite de 1,5°C.
Quase dez anos depois, o aquecimento global já está em 1,3º e o limite estipulado em 2015 poderá ser atingido entre 2030 e 2035, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês).
Com agências
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