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Lugar de bandido é na cadeia ou na cova, ou não?

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Promotora de Planaltina interpõe recursos contra decisões que autorizaram soltura de presos

Fachada da sede das Promotoria de Justiça de Planaltina

Fachada da sede das Promotoria de Justiça de Planaltina

A promotora de Justiça Michelle Martins Moura interpôs oito recursos contra decisões do juiz da vara criminal de Planaltina de Goiás que revogaram a prisão de alguns réus, sob o argumento de que não existiriam mais motivos para que eles permanecessem presos. Em outros casos, houve o relaxamento da prisão por entender que teria ocorrido excesso de prazo para a conclusão da instrução criminal.

Segundo esclareceu a promotora, nas ações penais relativas a esses casos apuram-se crimes de latrocínio, formação de quadrilha, porte ilegal de arma fogo, homicídios qualificados (um deles diz respeito a uma ré que matou uma menina de 15 anos; outro, a uma tentativa de homicídio qualificada); roubo praticado com emprego de arma de fogo, restrição da liberdade da vítima e concurso de agentes e, ainda, corrupção de menores.

Uma das argumentações do juiz Carlos Gustavo Fernandes de Morais para a soltura, em um caso em que o réu é acusado pelos crimes de roubo e corrupção de menores, é de que, “analisando detidamente o feito, vejo que o requerente (réu) não responde a outros processos e, por isso, não é possível concluir que sua liberdade põe em risco a ordem pública”.

Em um dos recursos propostos pela promotora, ela defende que: “Em vez da esperança de o Estado cumprir a sua promessa de oferecer à sociedade a pacificação social, a população recebe em contraprestação a sensação de impunidade e o retorno ao seu convívio daqueles que semearam a desgraça entre os seus semelhantes”. Em outro, ela cita que a prisão para garantia da ordem pública não se destina apenas a proteger o processo penal, mas também à proteção da própria comunidade.

Além desses recursos, a promotora garantiu que, na medida em que os processos continuarem a chegar para ciência das decisões, ela recorrerá das decisões, na esperança de que o juiz reconsidere e decrete as prisões novamente, ou o Tribunal de Justiça as reforme. (Texto: Cristina Rosa – foto: João Sérgio / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)