Das urnas às ruas, juventude mobiliza o Brasil pela democracia e soberania
Das urnas às ruas, juventude mobiliza o Brasil pela democracia e soberania
Atos da UNE e Ubes celebram a vitória de Lula, denunciam a violência contra os povos indígenas e reafirmam a mobilização popular em defesa dos direitos sociais.
por Barbara Luz
Publicado originalmente pelo Portal Vermelho
Foto: reprodução/Ubes Oficial
Estudantes voltaram às ruas de diferentes regiões do Brasil neste domingo (1º), uma semana após a reeleição do presidente Lula (PT), para celebrar a vitória nas urnas e defender a democracia. Organizadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), as manifestações do movimento “Brasil com S” reuniram universitários, secundaristas e movimentos sociais em atos de apoio a Lula, críticas ao golpismo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e defesa da soberania nacional.
As mobilizações ocorreram em 11 estados e no Distrito Federal, com manifestações contra a atuação dos Estados Unidos nas eleições brasileiras e denúncias de violência contra os povos indígenas. Inicialmente planejados para comemorar a vitória eleitoral, os atos ganharam também caráter de resistência às tentativas de questionar o resultado das urnas.
UNE e Ubes reafirmam mobilização popular
A presidenta da UNE, Bianca Borges, destacou que a participação política da juventude não terminou com a eleição. Em entrevista ao UOL, afirmou que os estudantes continuarão organizados para defender a democracia e cobrar avanços nas políticas educacionais. “Essa é uma lição muito importante, que nos manterá nas ruas. Para quem tem dúvida, a gente não está disposto a voltar para casa”, declarou Bianca.https://www.instagram.com/reel/DfND1TDoXOF/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=810&rd=https%3A%2F%2Fvermelho.org.br&rp=%2F2026%2F11%2F01%2Fdas-urnas-as-ruas-juventude-mobiliza-o-brasil-pela-democracia-e-soberania%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A2195.600000023842%2C%22ls%22%3A1994%2C%22le%22%3A2013.2000000476837%7D
Roberta Pontes, presidenta da Ubes, também celebrou a mobilização nacional e destacou o papel dos secundaristas na construção de um novo projeto de país. “Hoje os estudantes de todos os cantos do país ocuparam as ruas para celebrar a nossa democracia, a vida e a vitória do nosso querido presidente Lula! Nosso tsunami da esperança seguirá nas ruas para defender o projeto nacional de desenvolvimento e de Brasil que nós queremos! Com o Lula, lutaremos por uma nova escola Brasil”, afirmou.
A mobilização dá continuidade à jornada estudantil que ganhou força entre os dois turnos. Segundo Bianca, pelo menos 200 manifestações tiveram participação da UNE nesse período.
Em São Paulo, defesa da soberania e dos povos indígenas
Na capital paulista, estudantes ocuparam a Praça Roosevelt com bandeiras e cartazes em defesa da democracia. O ato reuniu representantes de movimentos sociais, lideranças indígenas e parlamentares.
Integrantes do povo Guarani do Jaraguá denunciaram episódios de violência contra comunidades indígenas, especialmente em Mato Grosso do Sul. O deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) também participou da manifestação.
A UNE reforçou as reivindicações dos manifestantes. “Brasil com S de Soberania! Ocupamos as ruas de São Paulo em defesa da nossa democracia e contra o extermínio dos povos indígenas! O nosso povo é soberano e precisa ser protegido! Seguimos firmes na luta contra violência e qualquer tentativa de golpe”, publicou a entidade.
Defesa da vida dos povos indígenas ganha força nas manifestações
A defesa da vida e dos direitos dos povos indígenas também vai ganhando mais visibilidade. Em meio às mobilizações pela democracia, estudantes e movimentos sociais denunciaram a violência contra comunidades indígenas, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde conflitos territoriais e ataques aos povos originários continuam sendo motivo de preocupação. Em São Paulo, integrantes do povo Guarani do Jaraguá participaram da manifestação e reforçaram a necessidade de proteção das comunidades e de seus territórios.https://www.instagram.com/reel/DfNN4qwID4K/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=810&rd=https%3A%2F%2Fvermelho.org.br&rp=%2F2026%2F11%2F01%2Fdas-urnas-as-ruas-juventude-mobiliza-o-brasil-pela-democracia-e-soberania%2F#%7B%22ci%22%3A1%2C%22os%22%3A2197.899999976158%2C%22ls%22%3A1994%2C%22le%22%3A2013.2000000476837%7D
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Nas redes sociais, a UNE manifestou solidariedade aos povos originários e reforçou a urgência de combater a violência. “Hoje a luta é pela vida dos povos indígenas! Não podemos tolerar o que está acontecendo! Nossa luta é em defesa dos povos indígenas e de todo povo brasileiro! Democracia sempre!”, escreveu.
A presença da pauta indígena nas manifestações ampliou o significado político do “Brasil com S”, associando a defesa da soberania à proteção daqueles que historicamente resistem à violência, à expulsão de seus territórios e à negação de direitos. Para o movimento estudantil, a democracia defendida nas ruas também precisa garantir a vida, a dignidade e os direitos constitucionais dos povos originários.
Jandira destaca vitória antifascista e protagonismo da juventude
No Rio de Janeiro, a mobilização aconteceu nas proximidades da Candelária. A deputada federal reeleita Jandira Feghali (PCdoB-RJ) participou do ato e destacou a dimensão política e internacional da vitória de Lula.
“É muito bom estar na rua com vocês, na comemoração daquela vitória sofrida, mas nós viramos o símbolo antifascista no mundo. O nosso L, o nosso L hoje é o símbolo da luta antifascista no mundo inteiro”, declarou.https://www.instagram.com/reel/DfNq4WSRyjV/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=810&rd=https%3A%2F%2Fvermelho.org.br&rp=%2F2026%2F11%2F01%2Fdas-urnas-as-ruas-juventude-mobiliza-o-brasil-pela-democracia-e-soberania%2F#%7B%22ci%22%3A2%2C%22os%22%3A2200%2C%22ls%22%3A1994%2C%22le%22%3A2013.2000000476837%7D
Para Jandira, a mobilização popular foi decisiva para enfrentar a extrema direita e deve continuar durante o novo mandato presidencial, especialmente diante da composição conservadora do Congresso Nacional.
“Mas a gente sabe que com o que Lula vai enfrentar e com o Congresso que a gente tem, a rua será fundamental para a gente poder avançar”, afirmou.
A parlamentar também ressaltou o protagonismo histórico do movimento estudantil nas lutas democráticas brasileiras. “Em todos os momentos do Brasil, a juventude protagonizou as grandes mobilizações e manifestações, particularmente a juventude estudantil.”
Jandira defendeu que essa organização alcance também trabalhadores e moradores das periferias, articulando a participação popular às disputas por direitos e desenvolvimento nacional. “E nós vamos continuar no Congresso e nas ruas pra gente somar energia e fazer avançar o Brasil”, afirmou.
Ao falar sobre soberania nacional, a deputada foi direta ao relacionar a vitória de Lula com a pressão estrangeria: “Nós mostramos ao mundo que nós não somos quintal de ninguém”, destacou.
Das urnas às ruas, a luta continua
O lema “Brasil com S” faz referência à carta divulgada por Flávio Bolsonaro após sua derrota eleitoral. No documento, o senador utilizou um brasão com a inscrição “Estados Unidos do Brazil” e se apresentou como “verdadeiro presidente eleito”, expressão posteriormente substituída por “líder do Brasil”.
Com Lula reeleito, UNE e Ubes defendem a continuidade da mobilização popular para assegurar o respeito ao resultado eleitoral e avançar em reivindicações como investimentos na educação, permanência estudantil, transporte gratuito e desenvolvimento nacional.
A jornada de manifestações segue nos próximos dias. Nesta segunda-feira (2), estudantes voltam às ruas em Salvador (BA), com concentração marcada para as 9h, no Morro do Cristo. Na quarta-feira (4), está previsto um novo ato em Brasília (DF), ainda sem horário e local confirmados.
Para Jandira, o desafio agora é manter a organização construída durante a campanha. A parlamentar defendeu a participação da juventude nas entidades, nos partidos políticos e nas mobilizações sociais, para que a vitória eleitoral se traduza em avanços concretos.
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com agências
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Brasil com S, Jandira Feghali, Lula, movimento estudantil,, povos indígenas, Ubes, une
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Jornalista
