{"id":51293,"date":"2017-11-28T07:25:35","date_gmt":"2017-11-28T10:25:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=51293"},"modified":"2017-11-28T07:25:35","modified_gmt":"2017-11-28T10:25:35","slug":"viver-com-menos-que-o-minimo-e-ainda-pagar-contribuicao-complementar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=51293","title":{"rendered":"Viver com menos que o m\u00ednimo e ainda pagar contribui\u00e7\u00e3o complementar?"},"content":{"rendered":"<div class=\"imagem-box imagem-box-3\">\n<address>Ricardo Medeiros \/ A Gazeta<\/address>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"\" src=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/reforma116248.jpg\" alt=\"\u00a0\" \/><\/div>\n<h2 id=\"link_lead\" style=\"text-align: justify;\">O retrocesso provocado pela reforma trabalhista fica cada dia mais vis\u00edvel. Nesta segunda (27), a Receita Federal teve que anunciar as regras para a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos trabalhadores que ir\u00e3o receber menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo, algo que agora \u00e9 permitido. A explica\u00e7\u00e3o veio em linha com as demais a\u00e7\u00f5es do governo antipovo: j\u00e1 penalizados com um sal\u00e1rio que n\u00e3o chega nem ao piso nacional, esses empregados ainda ter\u00e3o que pagar do pr\u00f3prio bolso uma contribui\u00e7\u00e3o complementar.<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO sal\u00e1rio m\u00ednimo hoje est\u00e1 fixado em R$ 937, apesar de o Dieese calcular que, para viver, um brasileiro precisaria de R$ 3.754,16. Mesmo assim, a reforma trabalhista implementada pelo governo Michel Temer abriu a possibilidade de empregados receberem valor mensal inferior ao sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso do trabalho intermitente, situa\u00e7\u00e3o em que\u00a0o funcion\u00e1rio, mesmo que registrado, pode ser chamado para exercer fun\u00e7\u00f5es ou prestar servi\u00e7os de forma espor\u00e1dica, recebendo remunera\u00e7\u00e3o por horas ou dias trabalhados, ainda que o montante seja inferior ao piso nacional.<\/p>\n<p>Ocorre que a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria desses trabalhadores seria menor que aquela necess\u00e1ria para que esse m\u00eas seja considerado na conta do tempo para requerer a aposentadoria no futuro.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o encontrada pela Receita, na pr\u00e1tica, impedir\u00e1 a aposentadoria desses funcion\u00e1rios. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, tais trabalhadores poder\u00e3o pagar, do pr\u00f3prio bolso, a diferen\u00e7a para que a contribui\u00e7\u00e3o chegue, pelo menos, ao valor de um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Isso mesmo: para que aquele\u00a0m\u00eas entre na conta do tempo para requerer o benef\u00edcio,\u00a0o contribuinte dever\u00e1 recolher al\u00edquota de 8% de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a diferen\u00e7a entre o que recebeu e o sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>O esclarecimento foi feito pela Receita no Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo (ADI) n\u00ba 6, publicado na edi\u00e7\u00e3o desta segunda do Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. \u201cN\u00e3o ser\u00e1 computado como tempo de contribui\u00e7\u00e3o para fins previdenci\u00e1rios, inclusive para manuten\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de segurado do Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) e cumprimento de prazo de car\u00eancia para concess\u00e3o de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, o m\u00eas em que a remunera\u00e7\u00e3o recebida pelo segurado tenha sido inferior ao sal\u00e1rio m\u00ednimo mensal e n\u00e3o tenha sido efetuado o recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria complementar prevista no caput\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>O ato declarat\u00f3rio ainda estabelece as condi\u00e7\u00f5es para o pagamento desse complemento, que j\u00e1 era previsto para o caso do contribuinte individual:\u00a0\u201cO recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria prevista no caput dever\u00e1 ser efetuado pelo pr\u00f3prio segurado at\u00e9 o dia 20 (vinte) do m\u00eas seguinte ao da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 a reforma trabalhista inviabilizando n\u00e3o s\u00f3 a dignidade do trabalhador da ativa, como tamb\u00e9m o seu descanso, ao fim da vida laboral. Ou algu\u00e9m realmente acha que um trabalhador que recebe menos que um sal\u00e1rio m\u00ednimo vai conseguir tirar algum centavo de seu or\u00e7amento para complementar a sua contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Portal Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Medeiros \/ A Gazeta O retrocesso provocado pela reforma trabalhista fica cada dia mais vis\u00edvel. 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