{"id":64296,"date":"2019-01-10T07:43:48","date_gmt":"2019-01-10T10:43:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=64296"},"modified":"2019-01-10T07:43:48","modified_gmt":"2019-01-10T10:43:48","slug":"o-desespero-se-acumula-na-fronteira-do-mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=64296","title":{"rendered":"O desespero se acumula na fronteira do M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"single-subtitle\">\u00a0Milhares de pessoas esperam no norte do M\u00e9xico para chegar aos Estados Unidos. O endurecimento da pol\u00edtica imigrat\u00f3ria de Trump evidencia as car\u00eancias nas \u00e1reas fronteiri\u00e7as do lado mexicano e p\u00f5e \u00e0 prova a capacidade de resposta do Governo de L\u00f3pez Obrador.<\/p>\n<p>Por Javier Lafuente, do El Pais<\/h2>\n<div class=\"box-imagem-topo\">\n<address>Foto: Hector Guerrero<\/address>\n<p><a href=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/mexico1128345.jpg\" rel=\"shadowbox[gb]\"><img decoding=\"async\" title=\"\u00a0\" src=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/mexico1128345.jpg\" alt=\"\u00a0\" \/><\/a><\/div>\n<div id=\"txt_home\" class=\"htmlchars\" style=\"text-align: justify;\">A resigna\u00e7\u00e3o convive com a desesperan\u00e7a e flerta com desespero na fronteira entre o M\u00e9xico e os Estados Unidos. O endurecimento da pol\u00edtica de imigra\u00e7\u00e3o de Donald Trump amea\u00e7a sobrecarregar o lado mexicano, onde est\u00e1 se formando uma crise humanit\u00e1ria que p\u00f5e \u00e0 prova o Governo de L\u00f3pez Obrador. Milhares de pessoas aguardam para solicitar os tr\u00e2mites de asilo nos Estados Unidos, um processo cada vez mais lento. A espera em territ\u00f3rio mexicano, abrigos saturados e o ass\u00e9dio das m\u00e1fias que levam as pessoas ilegalmente para o outro lado mostraram que, apesar de n\u00e3o ser um fen\u00f4meno novo, as car\u00eancias e as necessidades das comunidades fronteiri\u00e7as s\u00e3o enormes, incluindo Tijuana, constru\u00edda, pode-se dizer, com peda\u00e7os de distintas p\u00e1trias.<\/p>\n<p>Reina Espinosa chegou a San Luis Rio Colorado &#8220;sem querer querendo&#8221;. Acabou ficando nesta localidade do Estado mexicano de Sonora, na fronteira com o Estado do Arizona, como poderia ter feito em qualquer outro ponto dos mais de 3 mil quil\u00f4metros que separam os dois pa\u00edses. A \u00fanica coisa de que esta mulher de 32 anos tinha certeza h\u00e1 cerca de um m\u00eas e meio, quando se agarrou o filho, de sete anos, \u00e9 que precisava abandonar Honduras. O bairro Rivera Hern\u00e1ndez, em San Pedro Sula, de onde n\u00e3o se sai, se foge: da viol\u00eancia, das amea\u00e7as das gangues. Fuja para chegar \u00e0 fronteira norte do M\u00e9xico. Aonde, era o de menos. Como, tamb\u00e9m n\u00e3o importava muito. &#8220;Pouco a pouco&#8221;, pela frente havia um m\u00eas de caminh\u00f5es, \u00f4nibus, roubo de dinheiro &#8230; Com a \u00fanica companhia conhecida do filho, uma amiga e a filha dela. H\u00e1 tr\u00eas semanas, descansa as costas no muro que a separa, segundo acredita, de uma vida melhor.<\/p>\n<p>Junto com Espinosa e seu filho, h\u00e1 outras 200 pessoas, na maioria fam\u00edlias com filhos. Quase todos s\u00e3o mexicanos, das regi\u00f5es mais pobres e afetados pela viol\u00eancia, mas tamb\u00e9m guatemaltecos, hondurenhos e cubanos. Todos esperam que os guardas de fronteira os chamem para iniciar os procedimentos de asilo nos Estados Unidos. Um procedimento eterno. Todos os dias, com sorte, seis ou sete pessoas s\u00e3o recebidas do outro lado. Em dezembro, com a chegada da caravana de imigrantes centro-americanos no norte do M\u00e9xico, Trump ordenou o refor\u00e7o da seguran\u00e7a na fronteira. Foi um golpe psicol\u00f3gico para aqueles que esperam para atravessar. Na passagem de San Luis Rio Colorado (M\u00e9xico) para San Luis Arizona (EUA), as autoridades cobriram o muro existente e os primeiros metros de solo dos EUA com arame farpado.<\/p>\n<p>Apesar de os imigrantes estarem em solo mexicano, pediram-lhes que se mudassem para n\u00e3o serem confundidos com os moradores que entram e saem diariamente de modo legal. Desde ent\u00e3o, improvisaram um acampamento. Do muro pendem lonas de pl\u00e1stico que cobrem os colch\u00f5es onde dormem e se abrigam de baixas temperaturas. Neste domingo de manh\u00e3, o sol aliviou um pouco a noite anterior. Cerca de 60 pessoas, na maioria mulheres com filhos, foram transferidas para um albergue. Os assistentes sociais imploraram a elas, que resistiram por medo de perder seu n\u00famero na lista improvisada e que ningu\u00e9m sabe muito bem quem administra.<\/p>\n<p>\u00c9 o mesmo albergue para onde h\u00e1 algumas semanas levaram cerca de trinta imigrantes que tentaram atravessar o rio Colorado e quase congelaram. O lugar est\u00e1 acondicionado, mas tem um limite, admite seu administrador. Se todos os que esperam diante do muro pedissem para ficar l\u00e1, n\u00e3o seria poss\u00edvel. Se repetir-se o fen\u00f4meno da caravana \u2013 h\u00e1 uma com previs\u00e3o de deixar Honduras no dia 15 \u2013, a cidade transbordar\u00e1. &#8220;Nenhum ponto na fronteira est\u00e1 preparado para receber um fluxo de pessoas como ocorreu em novembro, nem mesmo Tijuana. O Estado est\u00e1 transbordando porque est\u00e1 sendo gerada uma popula\u00e7\u00e3o flutuante que no momento n\u00e3o d\u00e1 para quantificar&#8221;, diz Eunice Rend\u00f3n, da Agenda Migrante.<\/p>\n<p>No pulm\u00e3o econ\u00f4mico e capital do Estado da Baixa Calif\u00f3rnia, a situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nada agrad\u00e1vel. Altagracia Tamayo recebeu 370 membros da caravana em seu albergue em Mexicali, chamado La Posada del Migrante. &#8220;S\u00e3o pessoas deslocadas, que n\u00e3o param para pensar no custo de suas vidas&#8221;, ressalta. At\u00e9 ent\u00e3o, tinha 176 mexicanos alojados. Hoje, os 30 quartos \u2013 metade para homens e a outra para mulheres \u2013 est\u00e3o cheios. A ajuda, n\u00e3o s\u00f3 econ\u00f4mica, \u00e9 escassa. H\u00e1 dias em que tem dificuldades para comprar comida. &#8220;Quem quiser ficar tem que ser \u00fatil, encontrar trabalho e regularizar sua situa\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico&#8221;, diz esta mulher, que n\u00e3o consegue evitar o choro quando lembra que muitos de seus compatriotas n\u00e3o quiseram colaborar com a chegada dos centro-americanos &#8220;por causa da imagem ruim de uns poucos&#8221;.<\/p>\n<p>Edwin Hern\u00e1ndez levou muito a s\u00e9rio as regras de Tamayo. Hondurenho de 20 anos, deixou seu pa\u00eds porque queria sentir a adrenalina do La Bestia, o trem que transporta milhares de imigrantes pelo M\u00e9xico at\u00e9 a fronteira norte. Com isso entrou em confronto com a m\u00e3e e os irm\u00e3os. N\u00e3o tem not\u00edcias deles desde que se juntou \u00e0 caravana. Chegou com os demais centro-americanos a Veracruz e l\u00e1 ele cumpriu seu desejo. Entrou no trem e constatou que aquilo tinha sido um absurdo, &#8220;perigoso demais&#8221;, e voltou para a caravana. Quer chegar nos EUA e se reunir com o pai, mas no momento vai regularizar sua situa\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico. De pular o muro n\u00e3o quer ouvir falar. &#8220;Tenho medo que me prendam e que eu perca todos os meus direitos. Disseram-me que poderia me ferrar com alguns anos na pris\u00e3o ou ser devolvido a Honduras. Voc\u00ea sabe se \u00e9 f\u00e1cil eu conseguir os documentos?\u201d, pergunta rapidamente antes de ir para a loja onde come\u00e7ou a trabalhar, embora ainda n\u00e3o saiba quanto v\u00e3o lhe pagar. \u00c9 seu segundo emprego no M\u00e9xico. No primeiro, como carpinteiro, seu chefe lhe deu 100 pesos (19 reais) depois de deixar 10 camas prontas. Recusou. &#8220;O que fa\u00e7o com esse dinheiro? Ele me desrespeitou.\u201d<\/p>\n<p>O outro muro que se ergue sobre o M\u00e9xico \u00e9 o da desconfian\u00e7a. Os centro-americanos que optaram por trabalhar se viram em condi\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis. O Governo de Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador prepara medidas para o controle do fluxo de 200.000 centro-americanos que atravessam o pa\u00eds a cada ano, como investimentos em obras p\u00fablicas para criar postos de trabalho, especialmente no sul. Nenhum imigrante parece ter ouvido falar desses planos e, quando algu\u00e9m comenta, respondem com incredulidade.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Suazo, de 55 anos, que se apresenta como mestre de obras, diz que ganhava 25 d\u00f3lares por hora nos EUA, onde coordenava v\u00e1rias equipes de oper\u00e1rios. Viveu l\u00e1 por quase 20 anos, at\u00e9 que, h\u00e1 tr\u00eas, retornou a Honduras para enterrar \u201co velhinho\u201d. Quis ficar trabalhando no seu pa\u00eds. \u201cAbri um neg\u00f3cio de roupas, mas os mareros [membros das quadrilhas] me ferraram\u201d, conta. No M\u00e9xico, tentou a sorte numa f\u00e1brica. Ofereceram-lhe 200 pesos (38 reais) por dia. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para nada\u201d, resigna-se, enquanto come ao sol um tamal e um prato de arroz que acabam de preparar no albergue. \u201cO pessoal j\u00e1 est\u00e1 cansado destas casas tamb\u00e9m, parecem uma cadeia\u201d, diz, percorrendo com o olhar o im\u00f3vel, pintado de rosa e com janelas de madeira no andar de cima. Mas Tamayo n\u00e3o tem dinheiro para outra coisa.<\/p>\n<p>Nem todos optam por esperar o longo processo necess\u00e1rio para poder seguir rumo ao norte. \u201cA inten\u00e7\u00e3o da maioria \u00e9 ir para os EUA, n\u00e3o ficar no M\u00e9xico. Se as restri\u00e7\u00f5es forem maiores, vai ficar mais caro cruzar, e ser\u00e1 um neg\u00f3cio muito tentador para os polleros [as m\u00e1fias]\u201d, alerta Eunice Rend\u00f3n. Os riscos s\u00e3o infinitos. Jacqueline, guatemalteca de 19 anos e gr\u00e1vida de oito meses, tentou pular a cerca que separa Mexicali de Calexico (nos EUA) depois de viajar por um m\u00eas saindo de Jutiapa, sua cidade na Guatemala, at\u00e9 o norte do M\u00e9xico. Queria se juntar ao seu marido, que cruzou h\u00e1 algum tempo com sua filha pequena. \u201cAlgu\u00e9m\u201d \u2013 n\u00e3o especifica quem \u2013 a acompanhou at\u00e9 um lugar onde armou uma escada para que ela subisse. J\u00e1 estava l\u00e1 em cima quando teve medo de pular a cerca. O guia saiu correndo, e ela foi socorrida por funcion\u00e1rios migrat\u00f3rios do M\u00e9xico. Agora enfrenta a amea\u00e7a de deporta\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o se importa. \u201cN\u00e3o quero voltar a tentar, foi um erro\u201d, diz, tr\u00eamula e quase sussurrando, com os olhos vidrados. \u201cChega\u201d, insiste, enquanto promete que ficar\u00e1 na Guatemala, onde dar\u00e1 \u00e0 luz sua segunda filha, Britney Esperanza.<\/p>\n<p>Os salvadorenhos Jos\u00e9 Alexander e Wilma Miranda, ambos de 23 anos, sabem bem o que \u00e9 tentar pular a cerca e fracassar. Na noite do ano novo esse casal tentou, com seu filho de quatro anos, atravessar o muro que separa Tijuana de San Diego, na Calif\u00f3rnia. Foram repelidos com gases lacrimog\u00eaneos pelos agentes fronteiri\u00e7os. \u00c9 a segunda vez que isso acontece. H\u00e1 diferentes vers\u00f5es sobre o que ocorreu na \u00faltima tentativa. As autoridades mexicanas e alguns migrantes afirmam que ativistas norte-americanos do BAMN (sigla em ingl\u00eas do grupo Por Qualquer Meio Necess\u00e1rio) os ajudaram e estimularam a saltar, para assim visibilizar a crueldade das pol\u00edticas repressivas de Trump.<\/p>\n<p>As autoridades migrat\u00f3rias mexicanas alegam que a maioria dos migrantes vindos na caravana solicitou o visto humanit\u00e1rio. Ao todo, 2.200 foram concedidos desde o final de novembro, segundo cifras oficiais. As mesmas fontes indicam que 1.500 pessoas tentaram entrar ilegalmente nos EUA, e que 1.300 foram deportadas ou retornaram voluntariamente a seus pa\u00edses.<\/p>\n<p>Pelo menos mil centro-americanos que chegaram na caravana \u2013 incluindo o casal salvadorenho \u2013 vivem hoje em Barretal, um albergue a 20 minutos de carro do centro de Tijuana. Outras centenas de migrantes foram se alojando em casas, e h\u00e1 tamb\u00e9m os que est\u00e3o dispersos por cerca de outras 20 institui\u00e7\u00f5es desta cidade mexicana, que \u00e9 a localidade fronteiri\u00e7a por excel\u00eancia no M\u00e9xico, constru\u00edda, pode-se dizer, por peda\u00e7os de diferentes p\u00e1trias.<\/p>\n<p>Alguns tamb\u00e9m vivem temporariamente em dep\u00f3sitos cedidos por moradores, mas come\u00e7aram a causar problemas. No \u00faltimo fim de semana, as autoridades tentaram desalojar um desses lugares, onde havia 150 migrantes. A presen\u00e7a de ativistas norte-americanos, do BAMN e de outras organiza\u00e7\u00f5es com mais prest\u00edgio, permitiu que durante v\u00e1rias horas n\u00e3o houvesse o uso da for\u00e7a. As autoridades argumentaram problemas de insalubridade, poss\u00edveis focos de enfermidades, mas para os inquilinos tratava-se apenas de uma demonstra\u00e7\u00e3o de racismo.<\/p>\n<p>\u201cTem gente que n\u00e3o nos quer aqui\u201d, admite Claudia Hern\u00e1ndez, uma hondurenha de 29 anos, junto \u00e0 sua filha Angelina Julieth, de seis. Ela tem apenas um colchonete para as duas, uma barraca e uma mochila na qual carrega seus poucos pertences. Nega com a cabe\u00e7a quando perguntada sobre a possibilidade de retornar ao seu pa\u00eds. \u201cFui embora porque testemunhei um assassinato. Meu meio-irm\u00e3o era policial, quis deixar a corpora\u00e7\u00e3o, e o mataram. Disseram-me que se eu denunciasse fariam o mesmo comigo. Como vou voltar?\u201d Optou por solicitar asilo, mas n\u00e3o tem certeza sobre os procedimentos a cumprir. \u201cDeram-me um n\u00famero, o 1702. Acho longo demais. O que fa\u00e7o enquanto espero tanto tempo?\u201d<\/p>\n<p>Fonte: El Pais<\/p>\n<ul id=\"ferramentas\"><\/ul>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Milhares de pessoas esperam no norte do M\u00e9xico para chegar aos Estados Unidos. O endurecimento da pol\u00edtica imigrat\u00f3ria de Trump<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-64296","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/64296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=64296"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/64296\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64297,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/64296\/revisions\/64297"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=64296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=64296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=64296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}