{"id":68242,"date":"2019-06-14T10:51:39","date_gmt":"2019-06-14T13:51:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=68242"},"modified":"2019-06-14T10:51:39","modified_gmt":"2019-06-14T13:51:39","slug":"sete-paralisacoes-que-marcaram-a-historia-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=68242","title":{"rendered":"Sete paralisa\u00e7\u00f5es que marcaram a hist\u00f3ria do Brasil"},"content":{"rendered":"<div>Gente boa do Blog, a luta continua!<\/div>\n<div class=\"bg-light\">\n<div class=\"content\">\n<div class=\"box box-forthree\">\n<article class=\"gallery  container single\">\n<div class=\"\">\n<header class=\"single-header\">\n<div align=\"right\"><a> <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/img\/fonte_mais.jpg\" border=\"0\" \/><\/a> <a> <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/img\/fonte_menos.jpg\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/noticias.php?id_secao=8\"> Movimentos<\/a><\/p>\n<h1>Sete paralisa\u00e7\u00f5es que marcaram a hist\u00f3ria do Brasil<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<\/div>\n<h2 class=\"single-subtitle\">Com a Previd\u00eancia Social amea\u00e7ada pela proposta de reforma do governo Bolsonaro , o Brasil realiza mais uma Greve Geral. A \u00faltima aconteceu no dia 28 de abril de 2017, e pretendia barrar a reforma trabalhista e a reforma da Previd\u00eancia, ainda nos moldes do governo de Michel Temer. Antes dessas, outras mobiliza\u00e7\u00f5es nacionais marcaram a hist\u00f3ria.\u00a0Neste especial, o <i>Brasil de Fato<\/i> resgatou a hist\u00f3ria das principais greves de trabalhadoras e trabalhadores presenciadas pelo pa\u00eds.<\/h2>\n<div class=\"box-imagem-topo\">\n<address>\u00a0<\/address>\n<p><a href=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/greve132473.jpg\" rel=\"shadowbox[gb]\"> <img decoding=\"async\" title=\"\u00a0\" src=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/greve132473.jpg\" alt=\"\u00a0\" \/> <\/a><\/div>\n<div id=\"txt_home\" class=\"htmlchars\">\n<div><b>A PRIMEIRA GREVE GERAL<\/b>\n<\/div>\n<p>As paralisa\u00e7\u00f5es de 1917 tiveram in\u00edcio em duas f\u00e1bricas t\u00eaxteis do Cotonif\u00edcio Rodolfo Crespi, na Mooca, bairro da cidade de S\u00e3o Paulo. Foram motivadas pelas m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de trabalho, comuns entre a classe oper\u00e1ria brasileira, e pelo aumento do custo de vida.<\/p>\n<p>Com a Primeira Guerra Mundial, produtos brasileiros passaram a ser exportados para pa\u00edses da Tr\u00edplice Entente, ao mesmo tempo em que a oferta de alimentos no pa\u00eds era reduzida. Este cen\u00e1rio provocou o aumento dos pre\u00e7os e intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Outro estopim para a generaliza\u00e7\u00e3o das paralisa\u00e7\u00f5es foi a morte do jovem militante anarquista espanhol Jos\u00e9 Martinez, em S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s a repress\u00e3o da cavalaria a um protesto oper\u00e1rio na porta da f\u00e1brica Mari\u00e2ngela, no bairro do Br\u00e1s. Milhares de pessoas acompanharam o corpo de Martinez at\u00e9 o sepultamento.<\/p>\n<p>A greve se espalhou pela capital paulista at\u00e9 chegar ao Rio de Janeiro e Porto Alegre. Armaz\u00e9ns foram saqueados e ve\u00edculos incendiados.<\/p>\n<p>As ligas oper\u00e1rias e o Comit\u00ea de Defesa Prolet\u00e1ria, de maioria anarquista e socialista, coordenaram todo esse movimento, reivindicando, entre outras pautas, a aboli\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o do trabalho de menores de 14 anos, o fim dos turnos noturnos para mulheres e menores de 18 anos, jornada de trabalho de oito horas, e aumento salarial. Estima-se que cerca de 43.800 trabalhadores tenham aderido ao movimento, somente em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<div><b>GREVE DOS 300 MIL<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/sintaema_sp_02132475.png\" rel=\"shadowbox[gb]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/sintaema_sp_02132475.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"365\" \/><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<p>Em 1953, essa mobiliza\u00e7\u00e3o marcou um momento importante para o sindicalismo brasileiro. Assim como em 1917, o movimento tamb\u00e9m come\u00e7ou nas f\u00e1bricas de tecido, em S\u00e3o Paulo, a partir do an\u00fancio de greve dos oper\u00e1rios da f\u00e1brica de tecidos Matarazzo.<\/p>\n<p>Com a chegada de Get\u00falio Vargas ao poder, os trabalhadores enxergavam um momento prop\u00edcio para a organiza\u00e7\u00e3o sindical. O principal estopim dessa greve hist\u00f3rica foi o aumento consider\u00e1vel do custo de vida nos anos anteriores, e o baixo aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>No dia 18 de mar\u00e7o, uma passeata chamada de \u201cPanela Vazia\u201d reuniu 60 mil pessoas no centro da cidade, em um trajeto da Pra\u00e7a da S\u00e9 at\u00e9 a sede do governo do estado. Uma semana depois, 300 mil trabalhadores do setor t\u00eaxtil, vidraceiros, metal\u00fargicos, gr\u00e1ficos e marceneiros cruzaram os bra\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cAs greves gerais sempre colocaram o governo em quest\u00e3o, por ser um movimento de conjunto da classe trabalhadora, al\u00e9m da pauta econ\u00f4mica, que via de regra detonava a mobiliza\u00e7\u00e3o e a prepara\u00e7\u00e3o das greves gerais. Ela acabava tendo um impacto pol\u00edtico muito grande\u201d, afirma o dirigente da CUT Turra.<\/p>\n<p>Com muitos sindicatos atrelados \u00e0 estrutura corporativista, os trabalhadores passaram a se organizar em \u201ccomit\u00eas de empresas\u201d, formando posteriormente uma Comiss\u00e3o Intersindical, mudando a organiza\u00e7\u00e3o sindical e deixando de lado a estrutura anterior, aparelhada pelo Estado.<\/p>\n<p>Apesar de 400 grevistas terem sido demitidos ap\u00f3s o fim da greve, os trabalhadores conseguiram 32% de aumento salarial e a indica\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Goulart, que futuramente seria eleito presidente, para o minist\u00e9rio do trabalho do governo Vargas.<\/p>\n<div><b>METAL\u00daRGICOS PARAM O ABC PAULISTA<\/b><\/div>\n<p>No ano de 1979, a regi\u00e3o do ABC, em S\u00e3o Paulo, foi palco de greve de 200 mil metal\u00fargicos. Iniciada no dia 13 de mar\u00e7o, foi organizada por tr\u00eas sindicatos da regi\u00e3o e durou duas semanas.<\/p>\n<p>Ind\u00fastrias automobil\u00edsticas estrangeiras como a Volks, Mercedes-Benz, Scania e Ford, e outras empresas da regi\u00e3o, foram totalmente paralisadas, apesar da repress\u00e3o por parte da ditadura militar. Essa mobiliza\u00e7\u00e3o foi o motor para outras categorias deflagrarem greve contra o arrocho salarial praticado pelo regime, relembra Julio Turra. Na \u00e9poca presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva discursou para 60 mil pessoas no est\u00e1dio municipal Vila Euclides, em S\u00e3o Bernardo do Campo.<\/p>\n<p>A greve foi considerada ilegal pela Justi\u00e7a ap\u00f3s pedido da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), que por sua vez afirmou que n\u00e3o concederia reajuste acima dos 44% combinado com a Federa\u00e7\u00e3o dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Paulo. A paralisa\u00e7\u00e3o, no entanto, persistiu utilizando o fundo de greve criado pelos trabalhadores para receber doa\u00e7\u00f5es de alimentos.<\/p>\n<p>Cerca de 80 mil metal\u00fargicos decidiram manter a mobiliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 que o reajuste fosse aceito, e a greve se alastrou por outras cidades industriais. No est\u00e1dio Vila Eucl\u00eddes, houve uma assembleia com a presen\u00e7a do bispo de S\u00e3o Bernardo, dom Claudio Hummes, que rezou com os trabalhadores o \u201cPai Nosso\u201d.<\/p>\n<p>Menos de uma semana ap\u00f3s o in\u00edcio da paralisa\u00e7\u00e3o, milhares de policiais militares ocuparam S\u00e3o Bernardo, e tropas de choque, cavalaria e c\u00e3es foram usados para reprimir os trabalhadores. Ap\u00f3s 10 dias, Murilo Macedo, ent\u00e3o ministro do trabalho, determinou interven\u00e7\u00e3o federal nos tr\u00eas sindicatos, o que transferiu as reuni\u00f5es dos sindicatos para a casa paroquial da Igreja Matriz de S\u00e3o Bernardo, cedida por dom Claudio, que d\u00e9cadas mais tarde se transformaria em arcebispo de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Depois de duas semanas, , por sugest\u00e3o de Lula, a greve foi suspensa por 45 dias por conta da repress\u00e3o. A suspens\u00e3o, no entanto, n\u00e3o diminuiu a mobiliza\u00e7\u00e3o da categoria e as reuni\u00f5es continuaram \u00e0s escuras na matriz. Exemplo disso foi a manifesta\u00e7\u00e3o do dia 1\u00ba de Maio, que reuniu 150 mil pessoas no est\u00e1dio de Vila Euclides.<\/p>\n<p>Mesmo a reivindica\u00e7\u00e3o inicial de reajuste tendo sido de 73%, a \u00faltima assembleia ao fim do per\u00edodo de 45 dias aprovou uma proposta de 63%, o que p\u00f4s fim \u00e0 greve, com o saldo de amplia\u00e7\u00e3o da capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do movimento sindical metal\u00fargico. A interven\u00e7\u00e3o federal foi suspensa e, no dia 18 de maio, a diretoria eleita reassumiu o sindicato.<\/p>\n<div>PETROLEIROS ENCABE\u00c7AM GREVE CONTRA DECRETO DA DITADURA<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/sintaema_sp_04132476.png\" rel=\"shadowbox[gb]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/sintaema_sp_04132476.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"365\" \/><\/a>\n<\/div>\n<p>No dia 21 de junho de 1983, os petroleiros brasileiros deflagraram a greve da categoria ao parar a produ\u00e7\u00e3o da Refinaria Landulfo Alves (RLAM), em Mataripe (BA), e a Refinaria Planalto (REPLAN) em Campinas (SP). A greve foi o pontap\u00e9 para a cria\u00e7\u00e3o da CUT, cerca de um m\u00eas depois.<\/p>\n<p>O ano ainda era de ditadura militar, mas o contexto pol\u00edtico favoreceu a execu\u00e7\u00e3o da greve, com a crise econ\u00f4mica do governo de Jo\u00e3o Figueiredo, e a eleva\u00e7\u00e3o dos juros para conter a infla\u00e7\u00e3o por determina\u00e7\u00e3o do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), al\u00e9m do corte de despesas e do Decreto-Lei 2.025, que extinguiu benef\u00edcios de empresas estatais.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, 35 entidades sindicais e associa\u00e7\u00f5es de funcion\u00e1rios p\u00fablicos decidiram por decretar greve, incluindo, al\u00e9m dos petroleiros da RLAM e da REPLAN, trabalhadores do Rio Grande do Sul, Par\u00e1, Minas Gerais, Cubat\u00e3o (SP) e Duque de Caxias (RJ). Tiveram apoio de diversos setores da sociedade, como estudantes, partidos de esquerda, a Ordem dos Advogados Brasileiros (OAB) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI).<\/p>\n<p>O governo recuou inicialmente, mas pouco tempo depois, no dia 29 de junho, baixou o decreto 2.036, que cortava direitos de funcion\u00e1rios das estatais, como o abono de f\u00e9rias, promo\u00e7\u00f5es, aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o e transporte, sal\u00e1rio adicional anual e participa\u00e7\u00e3o nos lucros.<\/p>\n<p>No dia 5 de julho, o turno noturno da REPLAN parou contra o arrocho salarial, a manipula\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Concurso P\u00fablico (INPC), o Decreto-Lei 2.036, o entreguismo governamental e o acordo com o FMI, o que culminou em interven\u00e7\u00f5es do governo. A greve atingiu tamb\u00e9m a RLAM, metal\u00fargicos, qu\u00edmicos e trabalhadores do transporte do ABC paulista.<\/p>\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o foi duramente reprimida pelo regime militar, resultando na interven\u00e7\u00e3o nos sindicatos dos metal\u00fargicos em S\u00e3o Bernardo do Campo (SP) e Diadema (SP) e no sindicato dos petroleiros em Mataripe e de Campinas. Em Paul\u00ednia (SP) 153 foram demitidos, e 205 em Mataripe. No dia 11 de julho, a greve foi cessada.<\/p>\n<div><b>\u201cFORA DAQUI, FMI\u201d<br \/>\n<\/b><\/div>\n<p>No dia 21 de julho, 2 milh\u00f5es de trabalhadores de 35 categorias cruzaram os bra\u00e7os novamente contra o agravamento do arrocho salarial, agora pelo Decreto-Lei 2.045. O decreto estabelecia que os reajustes de todas as faixas salariais seriam limitadas a 80% da varia\u00e7\u00e3o do \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o (INPC). Empresas \u201ccom insufici\u00eancia econ\u00f4mica\u201d poderiam fazer reajustes ainda menores. Foi a terceira medida de arrocho desde o acordo com o FMI.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o do ABC paulista mais uma vez concentrou as paralisa\u00e7\u00f5es, junto com a cidade de S\u00e3o Paulo. Em SP, o governo decretou interven\u00e7\u00e3o nos sindicatos dos banc\u00e1rios e metrovi\u00e1rios e a pol\u00edcia reprimiu as manifesta\u00e7\u00f5es. No Rio de Janeiro, 50 mil pessoas se reuniram contra o FMI. Houve protestos tamb\u00e9m em Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador. Mais de 300 pessoas foram presas.<\/p>\n<div><b>FRACASSO DO PLANO CRUZADO<br \/>\n<\/b><\/div>\n<p>O Plano Cruzado, lan\u00e7ado em 1986 pelo governo de Jos\u00e9 Sarney (MDB), e Dilson Funaro, ministro da Fazenda, encheu a popula\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a com a promessa de congelamento de pre\u00e7os a fim de diminuir a infla\u00e7\u00e3o. O otimismo gerado provocou uma diminui\u00e7\u00e3o na for\u00e7a dos sindicatos e uma vota\u00e7\u00e3o massiva no PMDB naquele ano, que elegeu 22 governadores nos 23 Estados e quase dois ter\u00e7os da C\u00e2mara dos deputados e do Senado.<\/p>\n<p>O Plano, contudo, n\u00e3o se sustentou, e as mercadorias come\u00e7aram a sumir das prateleiras, mercados paralelos surgiram, importa\u00e7\u00f5es aumentaram, reservas cambiais foram esgotadas e a infla\u00e7\u00e3o voltou a disparar. Surge, ent\u00e3o, o Plano Cruzado 2, e com ele a Greve Geral que paralisou 25 milh\u00f5es de trabalhadores, segundo a CUT, em todos os estados, no dia 12 de dezembro.<\/p>\n<p>As medidas do Plano Cruzado 2 fizeram os pre\u00e7os voltarem a subir, aumentando a arrecada\u00e7\u00e3o de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O ajuste salarial passaria a depender de um gatilho, disparado apenas quando a infla\u00e7\u00e3o atingisse 20%. Os \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, eram \u201cajustados\u201d a fim de evitar o disparo.<\/p>\n<div><b>TRABALHADORES EM DEFESA DA CLT<br \/>\n<\/b><\/div>\n<p>A fim de flexibilizar a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) protocolou o Projeto de Lei (PL) 5483, em 2001, que pretendia permitir que o negociado prevalecesse sobre o legislado nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Isto \u00e9, o governo pretendia que acordos ou conven\u00e7\u00f5es coletivas pudessem garantir aos trabalhadores menos direitos do que os previstos pela CLT.<\/p>\n<p>A medida culminou em uma vig\u00edlia em Bras\u00edlia, como conta Julio Turra, dirigente da CUT, e em uma paralisa\u00e7\u00e3o que envolveu 12 milh\u00f5es de trabalhadores, no dia 21 de mar\u00e7o de 2002.<\/p>\n<p>A PL foi arquivada na \u00e9poca. Anos depois, em 2017, a proposta de FHC seria incorporada pela reforma trabalhista do presidente em exerc\u00edcio, Michel Temer (MDB).<\/p>\n<div><b>FORA TEMER!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/sintaema_sp_07132478.png\" rel=\"shadowbox[gb]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/admin\/arquivos\/biblioteca\/sintaema_sp_07132478.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"365\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<p>Uma das pautas m\u00e1ximas de Michel Temer, ap\u00f3s o golpe parlamentar que destituiu Dilma Rousseff (PT) em 2016, era a aprova\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista e da reforma da Previd\u00eancia, que posteriormente serviu como base para a atual proposta de Bolsonaro e Paulo Guedes. Na \u00e9poca, o recha\u00e7o popular \u00e0s propostas de Temer geraram uma mobiliza\u00e7\u00e3o massiva, passados exatos 100 anos da primeira Greve Geral do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A greve foi articulada conjuntamente por diversas centrais sindicais, movimentos populares, partidos de esquerda e centro-esquerda, sendo apoiada tamb\u00e9m por setores progressistas da Igreja Cat\u00f3lica. Foram registradas paralisa\u00e7\u00f5es em 150 cidades e 40 milh\u00f5es de trabalhadores de diversos setores n\u00e3o trabalharam no dia 28 de abril, caracterizando a maior Greve Geral do Brasil at\u00e9 o momento. Al\u00e9m do \u201cn\u00e3o\u201d \u00e0s reformas, bandeiras como \u201cFora Temer\u201d e \u201cDiretas J\u00e1\u201d tamb\u00e9m foram levantadas.<\/p>\n<p>A reforma trabalhista seria aprovada no legislativo e sancionada no dia 13 de julho de 2017, alterando significativamente a CLT e permitindo que a negocia\u00e7\u00e3o entre patr\u00f5es e trabalhadores prevale\u00e7a sobre a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 a reforma da Previd\u00eancia foi barrada. Mas voltou \u00e0 pauta como carro chefe do governo Bolsonaro. O governo federal e a c\u00fapula do presidente concentram todas as for\u00e7as na aprova\u00e7\u00e3o da medida, mas t\u00eam encontrado dificuldade de articula\u00e7\u00e3o no Congresso. E resist\u00eancia nas ruas.<\/p>\n<p><i>Brasil de Fato<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gente boa do Blog, a luta continua! 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