{"id":7314,"date":"2014-04-24T08:21:14","date_gmt":"2014-04-24T11:21:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=7314"},"modified":"2014-04-24T08:21:14","modified_gmt":"2014-04-24T11:21:14","slug":"a-grande-escola-revolucionaria-de-cuba-foi-a-participacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=7314","title":{"rendered":"\u201cA grande escola revolucion\u00e1ria de Cuba foi a participa\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<h2>O professor, escritor, cientista pol\u00edtico e ex-ministro da Cultura de Cuba, Abel Prieto, esteve no Brasil neste m\u00eas para participar da 2\u00aa Bienal do Livro e Leitura, em Bras\u00edlia, e tamb\u00e9m do encontro da Rede de Artistas e Intelectuais em Defesa da Humanidade, no Rio. Prieto concedeu uma entrevista exclusiva ao\u00a0<b>Vermelho<\/b>, onde fala dos desafios enfrentados no atual per\u00edodo de abertura comercial cubana e do futuro da integra\u00e7\u00e3o latino-americana.<\/p>\n<p>Por\u00a0Sheila Fonseca, especial para o<b>\u00a0Vermelho<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<address>Daniel Planel\/Ag\u00eancia Ponto de Equil\u00edbrio Imagens<\/address>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Segundo o ex-ministro da Cultura de Cuba, a integra\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas acontecer\u00e1 atrav\u00e9s da cultura.\" src=\"http:\/\/imagem.vermelho.org.br\/biblioteca\/abel_prieto_-_creditos_da_foto_daniel_planel_-_159907.jpg\" \/>Segundo o ex-ministro da Cultura de Cuba, a integra\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas acontecer\u00e1 atrav\u00e9s da cultura.<\/div>\n<p>\u201cSe realmente se pretende construir na Am\u00e9rica Latina uma alian\u00e7a que perdure, ligada por afetos, rela\u00e7\u00f5es reais e di\u00e1logo, a cultura tem que estar presente\u201d. Essa \u00e9 a ideia central que d\u00e1 o tom \u00e0 entrevista e define em boa parte o legado pol\u00edtico e sociocultural de Abel Prieto.<\/p>\n<p>Formado em Literatura Hisp\u00e2nica pela Universidade de Havana, ocupou o cargo de ministro da Cultura de Cuba por 15 anos, de 1997 a 2012, implementando em sua gest\u00e3o a amplia\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo cultural com pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. Prieto tamb\u00e9m foi diretor do Editorial Letras Cubanas e presidente da Uni\u00e3o de Escritores e Artistas de Cuba, antes de tornar-se ministro. \u00c9 autor dos romances \u201c<i>Los bitongos y los guapo<\/i>s\u201d (1980), \u201c<i>Noche de s\u00e1bad<\/i><i>o<\/i>\u201d (1989) e \u201c<i>El vuelo del gato<\/i>\u201d (1999). Atualmente ocupa o cargo consultivo de assessor do presidente Ra\u00fal Castro.<\/p>\n<p>Bem-humorado, carism\u00e1tico e de discurso otimista, Prieto fala de quest\u00f5es relevantes para o Brasil, como o desenvolvimento do projeto de integra\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da Rede de Artistas e Intelectuais em Defesa da Humanidade e faz uma previs\u00e3o: \u201cPrevejo, no futuro, uma Cuba em que o consumo n\u00e3o esteja associado \u00e0 ideia de felicidade.\u201d<\/p>\n<p><b>Vermelho: A Revolu\u00e7\u00e3o Cubana sempre atribuiu como um dos elementos centrais a quest\u00e3o do fortalecimento da cultura popular como resgate da identidade do povo cubano, num sentido abrangente. As manobras externas buscando a desestabiliza\u00e7\u00e3o desse modelo sociocultural e sociopol\u00edtico cubano foram as mais diversas desde o in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o. O fil\u00f3sofo e ativista pol\u00edtico Noam Chomsky chegou a afirmar certa vez que &#8220;Cuba foi v\u00edtima de mais terrorismo que qualquer outro pa\u00eds do mundo&#8221;. Na opini\u00e3o do senhor, em meio \u00e0 quest\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas t\u00e3o extremas, como embargos que Cuba vivencia, o que se conseguiu consolidar da cultura popular cubana, de forma a ter um papel protagonista na defini\u00e7\u00e3o da identidade do pa\u00eds?<\/b><br \/>\n<i>Abel Prieto: O campo da pol\u00edtica educacional e cultural sempre foram prioridades, pois s\u00e3o pilares da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana. Fidel dizia que uma revolu\u00e7\u00e3o somente pode ser filha da cultura e das ideias. Ent\u00e3o houve um trabalho muito duro, um processo de descoloniza\u00e7\u00e3o, de resgate da cultura popular, folcl\u00f3rica e de valoriza\u00e7\u00e3o da cultura africana, que havia sido oprimida, perseguida atrav\u00e9s dos anos, desde a coloniza\u00e7\u00e3o espanhola. Criou-se ainda nos anos 1960, o Conjunto Folcl\u00f3rico Nacional, que foi muito importante, foi um marco nesse processo de resgate cultural. Express\u00f5es da religiosidade africana, subestimadas pela igreja (cat\u00f3lica), come\u00e7aram a ser valorizadas nesta \u00e9poca atrav\u00e9s da consci\u00eancia revolucion\u00e1ria, permitindo que novos valores fossem surgindo e se consolidando em Cuba. Investiu-se tamb\u00e9m como pol\u00edtica na alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos, fazendo um trabalho duro para tirar o povo da ignor\u00e2ncia. Criamos a \u201c<\/i>Casa de Las Am\u00e9ricas<i>\u201d, que foi um divisor de \u00e1guas na pol\u00edtica cultural cubana, logo no inicio da revolu\u00e7\u00e3o. Buscamos um projeto de valoriza\u00e7\u00e3o da nossa cultura, da cultura popular, mas nunca de maneira simplificadora. A grande escola revolucion\u00e1ria foi a participa\u00e7\u00e3o. O que permitiu que a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana pudesse avan\u00e7ar, ter \u00eaxito e persistir at\u00e9 os dias de hoje, foi esse trabalho de resgate do nosso patrim\u00f4nio cultural e a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 cultura.<\/i><\/p>\n<p><b>Qual o impacto cultural do bloqueio norte-americano a Cuba? O senhor acredita na possibilidade de estarmos nos aproximando do fim desse bloqueio?<\/b><br \/>\nO bloqueio limita de muitas formas. H\u00e1 o impacto pol\u00edtico, social, econ\u00f4mico. Na cultura, limita os artistas, os escritores, porque os EUA s\u00e3o o principal mercado consumidor de arte. Ent\u00e3o isso limita economicamente. E perde-se de ambos os lados, os m\u00fasicos, escritores, artistas pl\u00e1sticos deixam de se apresentar em um mercado consumidor e os EUA, por sua vez, ficam privados da riqueza da cultura cubana. Eu creio que sem o embargo as escolas de arte teriam mais recursos, poder\u00edamos investir mais. Recentemente o presidente norte-americano, Barack Obama, concedeu uma autoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 artistas cubanos para se apresentarem nos EUA. Mas \u00e9 uma autoriza\u00e7\u00e3o muito prec\u00e1ria, muito limitada, porque \u00e9 em car\u00e1ter acad\u00eamico e n\u00e3o remunerado. Os artistas seriam liberados para se apresentarem em eventos espec\u00edficos e n\u00e3o poderiam receber por seu trabalho. \u00c9 dif\u00edcil fazer previs\u00f5es sobre o fim do embargo. Obama tem sido perseguidor implac\u00e1vel, talvez at\u00e9 pior do que a gest\u00e3o Bush.<\/p>\n<p>Como exemplo, recentemente houve uma pol\u00eamica com um medicamento patenteado cubano chamado Heberprot-P. Esse medicamento tem a\u00e7\u00e3o \u00fanica no mundo, ele trata de feridas, \u00falceras nos p\u00e9s causadas pelo diabetes, que s\u00e3o respons\u00e1veis por amputa\u00e7\u00f5es. O Heberprot-p \u00e9 o medicamento com melhor resposta na cicatriza\u00e7\u00e3o dessas feridas. E em decorr\u00eancia do bloqueio o rem\u00e9dio n\u00e3o podia ser comercializado nos EUA, deixando de beneficiar os cidad\u00e3os norte-americanos. Penso que para o fim do bloqueio falta um ato de valentia pol\u00edtica.<\/p>\n<p><b>O senhor acha que Cuba tem sido bem sucedida no seu modelo educacional e cultural? E qual a leitura cr\u00edtica o senhor faz? No que e como pode melhorar?<\/b><br \/>\nSem d\u00favida teve melhora na qualidade da educa\u00e7\u00e3o. Creio que o que se pode fazer para melhorar \u00e9 investir na melhora da qualidade dos professores. Cem por cento da popula\u00e7\u00e3o cubana hoje pode estudar. Somos um povo instru\u00eddo, mas n\u00e3o somos um povo culto. Acho importante o investimento na forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica de valores e conduta.<\/p>\n<p><b>Cuba se situa na regi\u00e3o do Caribe, que, tradicionalmente possui forte ascend\u00eancia da cultura norte-americana. O senhor acha que a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana teve \u00eaxito no distanciamento e resgate cultural. Ou a ascend\u00eancia americana ainda persiste?<br \/>\n<\/b>Em Cuba fomentamos o sentimento anti-imperialista, mas n\u00e3o antiamericano. H\u00e1 diferen\u00e7a. Publicamos autores como Edgard Allan Poe, mantemos um Museu da Casa de Hemingway, onde o escritor norte-americano Ernest Hemingway morou. Ent\u00e3o h\u00e1 a valoriza\u00e7\u00e3o da nossa cultura, mas respeito pela cultura de qualidade estrangeira. Mas hoje ainda h\u00e1 uma influ\u00eancia da cultura americana. Atrav\u00e9s das emissoras de l\u00edngua espanhola, se consome seriados de baixa qualidade, sem senso cr\u00edtico,<i>\u00a0reality shows<\/i>, programas culturalmente med\u00edocres. A maneira de combater isso \u00e9 buscar informar os jovens, para que eles tenham refer\u00eancias e discernimento. Como diz Fidel, \u201cser culto \u00e9 a \u00fanica maneira de ser livre\u201d. \u00c9 o que buscamos.<\/p>\n<p><b>Em sua opini\u00e3o a juventude cubana de hoje \u00e9 politizada? Ou o senhor acha que houve uma despolitiza\u00e7\u00e3o? O jovem cubano se preocupa com a manuten\u00e7\u00e3o do modelo pol\u00edtico e cultural de Cuba? H\u00e1 esse desejo na juventude?<\/b><br \/>\nN\u00e3o se pode generalizar. Pode-se dizer que hoje h\u00e1 uma vanguarda na juventude cubana. De jovens que leem muito, que escrevem, que produzem pensamento e s\u00e3o politizados. Uma parcela da juventude ativa, que debate e que est\u00e1 bem comprometida em levar adiante o projeto revolucion\u00e1rio cubano. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 segmentos de nossa juventude que se deixam ganhar por esse tipo de mensagem superficial, trazida pela TV, por enlatados, pela internet e por outros meios. E o caminho para se combater isso n\u00e3o \u00e9 a censura, \u00e9 o fortalecimento da cultura nacional. A sociedade cubana \u00e9 mais heterogenia que as outras. H\u00e1 a quest\u00e3o do emprego como uma preocupa\u00e7\u00e3o da juventude, que est\u00e1 buscando trabalho em profiss\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o as profiss\u00f5es das quais se formaram. Acho que tem que se escutar o jovem. Eu prefiro um jovem cr\u00edtico.<\/p>\n<p><b>O senhor foi ministro da Cultura por 15 anos. Qual foi o projeto cultural implementado por Cuba na sua gest\u00e3o?<\/b><br \/>\nO que fiz foi s\u00f3 dar continuidade. Armando Hart, que foi ministro da educa\u00e7\u00e3o de Cuba, respons\u00e1vel pelo programa de alfabetiza\u00e7\u00e3o, de erradica\u00e7\u00e3o do analfabetismo, foi que iniciou tudo isso e fez um trabalho insuper\u00e1vel para os artistas. Temos como meta a democratiza\u00e7\u00e3o da cultura sem concess\u00f5es. Fomentamos o acesso \u00e0 cultura. Na literatura, Don Quixote, de Cervantes, foi considerado um marco, com prensagem de 500 mil exemplares, e era vendido em bancas, por 1 peso na d\u00e9cada de 1960. N\u00e3o adotamos uma pol\u00edtica cultural \u201cchauvinista\u201d apesar da necessidade de resgate da nossa cultura. Criamos a Universidade para Todos, dentre outros programas de democratiza\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 fazer alian\u00e7a com a vanguarda art\u00edstica.<\/p>\n<p><b>Recentemente, em junho de 2013, o senhor deu uma declara\u00e7\u00e3o na confer\u00eancia do\u00a0<i>Centro Cultural de la Cooperaci\u00f3n<\/i>, na Argentina, onde afirmou que \u201ca integra\u00e7\u00e3o de nossas Am\u00e9ricas, se n\u00e3o for cultural, n\u00e3o haver\u00e1 integra\u00e7\u00e3o. Pode haver integra\u00e7\u00e3o comercial, tratados de grande transcend\u00eancia, mas todo esse conjunto de a\u00e7\u00f5es termina sendo revers\u00edvel sem uma plataforma de integra\u00e7\u00e3o cultural. Sem esse respaldo (cultural) a integra\u00e7\u00e3o \u00e9 fr\u00e1gil\u201d. Qual a integra\u00e7\u00e3o, o di\u00e1logo cultural entre Cuba e a Am\u00e9rica Latina hoje? Fale-me sobre a Rede de Artistas e Intelectuais em Defesa da Humanidade.<br \/>\n<\/b>H\u00e1 de fato um esfor\u00e7o de alian\u00e7a cultural. Se realmente se pretende construir na Am\u00e9rica Latina uma alian\u00e7a que perdure, ligada por afetos, rela\u00e7\u00f5es reais e di\u00e1logo, a cultura tem que estar presente. Os programas de alian\u00e7a foram exitosos pela rede de distribui\u00e7\u00e3o de troca cultural. H\u00e1 algum tempo, junto com representantes da Venezuela, Bol\u00edvia, podemos dizer que existia um F\u00f3rum de Ministros sobre o tema de alian\u00e7as e distribui\u00e7\u00e3o cultural na Am\u00e9rica Latina, mas muito se falava, muito se discutia e em pouco resultava. Quando Cuba foi expulsa da OEA todos romperam, menos o M\u00e9xico. Um ato de justi\u00e7a po\u00e9tica. Hoje a Am\u00e9rica mudou muito e h\u00e1 melhores condi\u00e7\u00f5es para o di\u00e1logo. A Rede de Artistas e Intelectuais \u00e9 um caminho. H\u00e1 um desafio tremendo, sei que poder haver trai\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 um passo extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p><b>O que o senhor acha da transi\u00e7\u00e3o de abertura que Cuba passa no momento, na atual gest\u00e3o de Ra\u00fal Castro. H\u00e1 receio por parte de analistas pol\u00edticos, de que a abertura pol\u00edtica culmine em uma volta ao capitalismo. O senhor acha que h\u00e1 de fato essa possibilidade? Quais os impactos disso j\u00e1 podem ser vistos na identidade cultural Cubana?<\/b><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 nenhuma possibilidade de que Cuba regresse ao capitalismo. Nos documentos est\u00e3o estabelecidos os princ\u00edpios do pa\u00eds se mant\u00e9m na m\u00e3o do Estado. As mudan\u00e7as dizem respeito \u00e0 gest\u00e3o de n\u00e3o estatais; n\u00e3o se fala de privatiza\u00e7\u00e3o. Cuba n\u00e3o permite latif\u00fandio. O conceito de privatiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 exclu\u00eddo como pol\u00edtica. Absolutamente. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma alternativa de retorno ao capitalismo. Estamos arrendando terras \u00e0s cooperativas e fam\u00edlias, e os camponeses t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de fazer a terra produzir, por\u00e9m, a propriedade permanece sendo do Estado e de todo o povo cubano. Ningu\u00e9m vai ficar desamparado. A sa\u00fade gratuita para todos se mant\u00e9m reduzidos os \u00edndices de mortalidade infantil. Fazemos uma medi\u00e7\u00e3o de peso todas \u00e0s crian\u00e7as, para calcular os \u00edndices de nutri\u00e7\u00e3o e termos uma estat\u00edstica. As fam\u00edlias com crian\u00e7as abaixo do peso recebem aux\u00edlio e s\u00e3o amparadas pelo Estado. Quantas trag\u00e9dias se escondem atr\u00e1s de estat\u00edsticas? O acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o gratuita se mant\u00e9m. A valoriza\u00e7\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o da cultura continua sendo um elemento central e inegoci\u00e1vel.<\/p>\n<p><b>Por \u00faltimo, muito obrigada pela entrevista. Eu vejo que o senhor tem uma vis\u00e3o otimista. Como o senhor v\u00ea o futuro de Cuba para daqui a dez anos?\u00a0<\/b><br \/>\nN\u00e3o sou muito bom em futurologia&#8230; Mas prevejo uma Cuba socialista e soberana. Mais eficiente e mais produtiva. Com uma vida cultural intensa e diversificada. Uma Cuba com um sistema educacional eficiente, que transmite valores morais e \u00e9ticos elevados. Que n\u00e3o dependa de petr\u00f3leo, que possua uma economia renovada. Uma Cuba onde o consumo n\u00e3o esteja associado \u00e0 felicidade. Que nosso modelo futuro tenha um componente de felicidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portal Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor, escritor, cientista pol\u00edtico e ex-ministro da Cultura de Cuba, Abel Prieto, esteve no Brasil neste m\u00eas para participar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7314","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7314"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7314\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7315,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7314\/revisions\/7315"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}