{"id":76490,"date":"2022-12-07T07:22:49","date_gmt":"2022-12-07T10:22:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=76490"},"modified":"2022-12-07T07:22:49","modified_gmt":"2022-12-07T10:22:49","slug":"por-que-os-estados-unidos-querem-impedir-a-ascensao-da-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=76490","title":{"rendered":"Por que os Estados Unidos querem impedir a ascens\u00e3o da China?"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>Por que os Estados Unidos querem impedir a ascens\u00e3o da China?<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como pot\u00eancia global em fase declinante, os Estados Unidos representam hoje um risco crescente \u00e0 paz mundial<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vermelho.org.br\/colunista\/luis-antonio-paulino\/\">Luis Ant\u00f4nio Paulino<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo Portal Vermelho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post--image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/chinaeua.jpg?fit=800%2C419&amp;ssl=1\" \/><\/div>\n<p>Ocorreu em novembro<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2022\/11\/14\/xi-jinping-e-joe-biden-se-encontram-pela-primeira-vez\/\">\u00a0o primeiro encontro pessoal entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, depois que foi eleito, e o presidente da China, Xi Jinping,<\/a>\u00a0\u00e0 margem da c\u00fapula do G20, em Bali, na Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>A considerar o que disse o presidente americano, poder\u00edamos supor que a atitude agressiva dos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China, que se tornou a marca registrada do governo Trump e que teve continuidade nos primeiros dois anos do governo Biden, poderia estar, finalmente, arrefecendo, com as rela\u00e7\u00f5es entre os pa\u00edses entrando em uma nova fase, sen\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o, pelo menos de conviv\u00eancia civilizada.<\/p>\n<p>Depois de se encontrar com Xi Jinping, Joe Biden fez o poss\u00edvel para pintar uma imagem otimista das rela\u00e7\u00f5es EUA-China. \u201cComo l\u00edderes de nossas duas na\u00e7\u00f5es\u201d, disse ele, \u201ccompartilhamos a responsabilidade de mostrar que a China e os Estados Unidos podem administrar nossas diferen\u00e7as, impedir que a competi\u00e7\u00e3o se transforme em um conflito e encontrar maneiras de trabalhar juntos em quest\u00f5es globais urgentes que requerem nossa coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatua.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, contudo, nas medidas tomadas pelo governo Biden nas \u00faltimas semanas, nada que indique que as rela\u00e7\u00f5es bilaterais entre Estados Unidos e China caminhem em tal dire\u00e7\u00e3o. Muito pelo contr\u00e1rio.\u00a0 A verdade \u00e9 que a rela\u00e7\u00e3o EUA-China est\u00e1 em seu ponto mais baixo desde que estabeleceram rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas em 1979 e s\u00f3 tende a piorar. E grande parte da culpa por isso \u00e9 do governo Biden, cujas medidas tomadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China nas \u00faltimas semanas s\u00e3o ainda mais agressivas que aquelas adotadas por Trump. Apesar do discurso apaziguador de Biden, s\u00e3o medidas que apenas se toma contra pa\u00edses com os quais se pretende em breve entrar em guerra.<\/p>\n<p>No \u00faltimo m\u00eas de outubro, o presidente Biden baixou uma nova ordem executiva elevando as restri\u00e7\u00f5es \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es para a China de microprocessadores avan\u00e7ados e equipamentos para sua produ\u00e7\u00e3o \u00e0 en\u00e9sima pot\u00eancia. Medidas que, no governo Trump, tinham sido tomadas pontualmente contra algumas empresas chinesas como a Huawei e a ZTE, com o objetivo de impedir o avan\u00e7o da China nas tecnologias relacionadas \u00e0 Internet 5G, foram agora generalizadas para todas as empresas chinesas em todos os setores.<\/p>\n<p>Como observou Dani Rodrik em artigo publicado no site Project Syndicate (10\/11), Biden foi muito mais longe do que seu antecessor, Donald Trump, que tinha como alvo empresas individuais como a Huawei. As novas medidas s\u00e3o surpreendentes em sua ambi\u00e7\u00e3o, visando nada menos que impedir a ascens\u00e3o da China como uma pot\u00eancia de alta tecnologia. Segundo Rodrik, \u201ca estrat\u00e9gia de Biden tem quatro partes inter-relacionadas, observando todos os n\u00edveis da cadeia de abastecimento. Os objetivos s\u00e3o negar o acesso da ind\u00fastria chinesa de intelig\u00eancia artificial a chips de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o; impedir a China de projetar e produzir chips de IA em casa, restringindo o acesso ao software de design de chips dos EUA e aos equipamentos de fabrica\u00e7\u00e3o de semicondutores fabricados nos EUA; e bloquear a produ\u00e7\u00e3o chinesa de seu pr\u00f3prio equipamento de fabrica\u00e7\u00e3o de semicondutores, impedindo o fornecimento de componentes americanos\u201d.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-584467\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/china-1.jpg?resize=1000%2C887&amp;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/china-1.jpg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/www.vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/china-1.jpg?resize=300%2C266&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/china-1.jpg?resize=768%2C681&amp;ssl=1 768w\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"585\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>As proibi\u00e7\u00f5es se estendem n\u00e3o apenas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de chips semicondutores e equipamentos dos EUA, mas tamb\u00e9m a quaisquer chips avan\u00e7ados fabricados com equipamentos americanos. Elas visam tamb\u00e9m \u201cpessoas dos EUA\u201d, significando n\u00e3o apenas cidad\u00e3os americanos, mas tamb\u00e9m portadores de\u00a0<em>green card<\/em>, o que significa que n\u00e3o s\u00f3 americanos, mas muitos naturais da China ou outros pa\u00edses com cidadania ou\u00a0<em>green card<\/em>\u00a0americano, est\u00e3o proibidos de trabalhar para empresas chinesas de alta tecnologia.<\/p>\n<p>Como resultado, empresas de Taiwan \u00e0 Coreia do Sul e \u00e0 Holanda agora est\u00e3o tentando quantificar sua exposi\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o falar daquelas nos EUA e na China. Muitas empresas chinesas j\u00e1 est\u00e3o sendo obrigadas a dispensar empregados americanos e muitos chineses precisam escolher entre ficar com o\u00a0<em>green card<\/em>\u00a0ou trabalhar para alguma empresa chinesa de alta tecnologia. Conforme informou o Financial Times (23\/10), \u201cA fabricante de chips chinesa Yangtze Memory Technologies Corp pediu aos funcion\u00e1rios americanos em cargos de tecnologia importantes que sa\u00edssem, enquanto se apressa para cumprir os novos controles de exporta\u00e7\u00e3o dos EUA que est\u00e3o atrapalhando a ind\u00fastria de chips do pa\u00eds. Quatro pessoas pr\u00f3ximas \u00e0 empresa disseram que n\u00e3o est\u00e1 claro quantos cidad\u00e3os americanos e detentores de\u00a0<em>green card<\/em>\u00a0seriam for\u00e7ados a deixar a YMTC, mas que v\u00e1rios na China j\u00e1 haviam deixado a produtora de chips de mem\u00f3ria\u201d. Trata-se de uma verdadeira declara\u00e7\u00e3o de guerra por meio do uso massivo de san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, cujo objetivo \u00e9 matar no nascedouro qualquer pretens\u00e3o chinesa de se tornar uma pot\u00eancia tecnol\u00f3gica no s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p>Apesar de a justificativa de tais medidas fazer men\u00e7\u00e3o ao poss\u00edvel uso militar pela China dessas tecnologias, as verdadeiras raz\u00f5es podem ser encontradas no documento que atualizou a estrat\u00e9gia de defesa nacional da China. Nele se l\u00ea que as preocupa\u00e7\u00f5es com a China n\u00e3o decorrem propriamente de alguma amea\u00e7a direta que o pa\u00eds represente para a seguran\u00e7a dos Estados Unidos, mas ao fato de os chineses estarem querendo reformar a ordem internacional a seu favor. Ou seja, o que preocupa os Estados Unidos n\u00e3o \u00e9 a sua seguran\u00e7a interna que eles sabem n\u00e3o corre nenhum risco pela parte dos chineses, mas sim o que a China significa em termos de amea\u00e7a \u00e0 hegemonia americana no mundo.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2022\/11\/15\/lula-reune-na-cop27-com-autoridades-climaticas-da-china-e-dos-eua\/\">Lula re\u00fane na COP27 com autoridades clim\u00e1ticas da China e dos EUA<\/a><\/p>\n<p>A respeito disso, vejamos o que disse o escritor Thomas Fazi, autor do livro Reclaiming the State:<\/p>\n<p>\u201cO aspecto mais terr\u00edvel de tudo isso \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 nada inevit\u00e1vel em uma guerra EUA-China. Se a China representasse uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a para a sobreviv\u00eancia dos Estados Unidos, esse poderia ser o caso. Mas isso n\u00e3o acontece. O problema com a China, como enfatizou a Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional dos EUA recentemente lan\u00e7ada, \u00e9 ela ser o \u00fanico concorrente dos EUA com \u201ca inten\u00e7\u00e3o e, cada vez mais, capacidade de remodelar a ordem internacional em favor de uma que incline o campo de jogo global para seu benef\u00edcio\u201d, o equivalente a dizer que os EUA devem ter como objetivo \u201csuperar a competi\u00e7\u00e3o\u201d da China. A mais recente Estrat\u00e9gia de Defesa Nacional do Pent\u00e1gono tamb\u00e9m conclui que a China \u201ccontinua sendo nosso concorrente estrat\u00e9gico de maior import\u00e2ncia nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas\u201d, devido ao seu \u201cesfor\u00e7o coercitivo e cada vez mais agressivo para remodelar a regi\u00e3o do Indo-Pac\u00edfico e o sistema internacional para atender aos seus interesses e prefer\u00eancias autorit\u00e1rias\u201d. Em outras palavras, a China n\u00e3o \u00e9 uma amea\u00e7a porque mina os interesses de seguran\u00e7a dos EUA, mas porque vai querer moldar \u2013 e de fato j\u00e1 est\u00e1 moldando \u2013 a ordem pol\u00edtica e econ\u00f4mica global de uma maneira que sirva a seus pr\u00f3prios interesses, e n\u00e3o apenas aos dos EUA e outras na\u00e7\u00f5es ocidentais, como tem acontecido desde a Segunda Guerra Mundial. A amea\u00e7a real, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 para a Am\u00e9rica, mas para as ambi\u00e7\u00f5es unipolaristas hegem\u00f4nicas da Am\u00e9rica e aqueles que se beneficiam disso. Reconhecer isso n\u00e3o \u00e9 ser \u201canti-China\u201d ou \u201cpr\u00f3-China\u201d \u2013 \u00e9 aceitar que uma ordem mundial pac\u00edfica depende de nossa capacidade, como ocidentais, de admitir uma distribui\u00e7\u00e3o mais equitativa dos recursos globais e de tolerar diferentes culturas nacionais, arranjos e pr\u00e1ticas institucionais, mesmo que os achemos desagrad\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2022\/11\/27\/china-doa-100-milhoes-e-retoma-projetos-em-cuba\/\">China doa US$ 100 milh\u00f5es e retoma projetos em Cuba<\/a><\/p>\n<p>Passaram-se 30 anos desde o fim da URSS e do campo socialista, quando os Estados Unidos assumiram por um breve per\u00edodo a condi\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia unipolar. Depois disso, o mundo mudou muito, tanto pela queda relativa da import\u00e2ncia dos Estados Unidos, quanto pela sim\u00e9trica ascens\u00e3o de novos atores na cena internacional, entre eles a China, mas n\u00e3o apenas ela. Os Estados Unidos n\u00e3o admitem, entretanto, esse novo mundo multipolar e tornam-se cada dia mais agressivos na medida em que pressentem que o resto do mundo j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 disposto a acatar suas ordens sem contesta\u00e7\u00e3o, como fazia h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos sequer se d\u00e3o conta de que muitas das medidas que est\u00e3o tomando se voltar\u00e3o contra eles pr\u00f3prios, uma vez que grande parte de seu pr\u00f3prio avan\u00e7o econ\u00f4mico nesses \u00faltimos 30 anos dependeu do aprofundamento do processo de globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, que n\u00e3o apenas criou novos mercados para suas empresas como tamb\u00e9m propiciou uma nova divis\u00e3o internacional do trabalho que lhes foi imensamente favor\u00e1vel, ao lhes garantir as partes mais lucrativas das cadeias globais de valor, transferindo para outros pa\u00edses, nomeadamente a China, aquelas atividades geradoras de menor valor agregado que poderiam ser executadas fora dos Estados Unidos por uma pequena fra\u00e7\u00e3o do seu custo em territ\u00f3rio americano.<\/p>\n<p>Conforme observou o Financial Times (07\/11): \u201cA empresa de tecnologia mais lucrativa que opera na China n\u00e3o \u00e9 uma gigante dom\u00e9stica da Internet, como Alibaba ou Tencent, mas a Apple, com sede na Calif\u00f3rnia. Seus neg\u00f3cios na China cresceram t\u00e3o rapidamente durante a pandemia que agora geram mais lucro do que a receita combinada das duas maiores empresas de tecnologia do pa\u00eds, de acordo com uma an\u00e1lise do Financial Times. A depend\u00eancia da Apple no pa\u00eds como sua base de fabrica\u00e7\u00e3o \u2013 com responsabilidade por 95% da produ\u00e7\u00e3o do iPhone, de acordo com o Counterpoint, um grupo de intelig\u00eancia de mercado \u2013 deixa o neg\u00f3cio vulner\u00e1vel a choques na cadeia de suprimentos (\u2026). No entanto, quando se trata de vender seus dispositivos para consumidores chineses, os neg\u00f3cios dispararam. Os lucros operacionais na grande China \u2013 que inclui Hong Kong, Macau, Taiwan e China continental \u2013 dispararam de 104% em 24 meses, para US$ 31,2 bilh\u00f5es no ano fiscal encerrado em setembro, superando os US$ 15,2 bilh\u00f5es ganhos pela Tencent e os US$ 13,5 bilh\u00f5es do Alibaba em seu per\u00edodo de 12 meses mais recente, de acordo com a S&amp;P Global Market Intelligence\u201d.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2022\/10\/25\/pib-da-china-cresce-39-no-3-trimestre\/\">PIB da China cresce 3,9% no 3\u00b0 trimestre<\/a><\/p>\n<p>Como pot\u00eancia global em fase declinante, os Estados Unidos representam hoje um risco crescente \u00e0 paz mundial, o que, infelizmente, obriga aqueles pa\u00edses que eles veem como desafiantes a se armarem minimamente a fim dissuadi-los de os atacarem diretamente. Por isso, os Estados Unidos optaram por fazer a guerra por outros meios, usando o d\u00f3lar como arma de guerra e recorrendo \u00e0s san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. A respeito disso, Edward Luce, comentarista do Financial Times (19\/10), assim se expressou: \u201cImagine que uma superpot\u00eancia declarou guerra a uma grande pot\u00eancia e ningu\u00e9m percebeu. Joe Biden lan\u00e7ou este m\u00eas uma guerra econ\u00f4mica total contra a China \u2013 quase comprometendo os EUA a impedir sua ascens\u00e3o \u2013 e os americanos, na sua maior parte, n\u00e3o se deram conta. Com certeza, h\u00e1 a guerra da R\u00fassia contra a Ucr\u00e2nia e a infla\u00e7\u00e3o interna para chamar a aten\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 prov\u00e1vel que a hist\u00f3ria registre a jogada de Biden como o momento em que a rivalidade EUA-China saiu do arm\u00e1rio. A Am\u00e9rica agora est\u00e1 empenhada em fazer tudo, exceto lutar uma guerra real, para impedir a ascens\u00e3o da China\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"p1\">As opini\u00f5es expostas neste artigo n\u00e3o refletem necessariamente a opini\u00e3o do Portal Vermelho<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\">\n<div class=\"post-content--section-title\">TAGS<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.vermelho.org.br\/tag\/china\/\" rel=\"tag\">CHINA<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vermelho.org.br\/tag\/estados-unidos\/\" rel=\"tag\">ESTADOS UNIDOS<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">AUTOR<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div class=\"post-content--author-avatar\">\n<div role=\"img\"><\/div>\n<\/div>\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/www.vermelho.org.br\/colunista\/luis-antonio-paulino\/\">Luis Ant\u00f4nio Paulino<\/a><\/p>\n<div class=\"post-content--author-biography\">Professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), diretor do Instituto Conf\u00facio na Unesp, pesquisador do Instituto de Estudos de Am\u00e9rica Latina da Universidade de Hubei, China e colaborador do portal Bonif\u00e1cio.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que os Estados Unidos querem impedir a ascens\u00e3o da China? &nbsp; Como pot\u00eancia global em fase declinante, os Estados<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-76490","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/76490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=76490"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/76490\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76491,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/76490\/revisions\/76491"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=76490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=76490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=76490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}