{"id":76909,"date":"2022-12-24T10:01:17","date_gmt":"2022-12-24T13:01:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=76909"},"modified":"2022-12-24T10:01:17","modified_gmt":"2022-12-24T13:01:17","slug":"historia-em-pedacos-89","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=76909","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria Em Peda\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-73270\" src=\"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Historia-em-Pedacos.png\" alt=\"\" width=\"1725\" height=\"349\" \/><\/p>\n<p>MULHERES NO CATAL\u00c3O DE ANTIGAMENTE<\/p>\n<p>Por: Lu\u00eds Estevam<\/p>\n<p>Durante muito tempo, a mulher esteve restrita \u00e0 cozinha e aos quartos da casa, permanecendo na obscuridade por mais de dois s\u00e9culos em Catal\u00e3o. Mesmo na historiografia do munic\u00edpio, sua presen\u00e7a constou, quando muito, apenas nos rodap\u00e9s de livros.<br \/>\nTal fen\u00f4meno se deu, de um lado, por for\u00e7a das pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es. A mulher somente pode votar e ser votada a partir da constitui\u00e7\u00e3o de 1946, quando Catal\u00e3o completava mais de um s\u00e9culo de exerc\u00edcio eleitoral. De outro lado, havia um c\u00f3digo de conduta social pregando que, a mulher n\u00e3o podia se meter em assuntos pol\u00edticos, devendo ser obediente aos pais e ao marido, com a obriga\u00e7\u00e3o de se mostrar d\u00f3cil, contida, meiga e sempre falando baixo. No todo, regras de uma organiza\u00e7\u00e3o patriarcal, onde ela figurava como simples adere\u00e7o social.<br \/>\nEvidente que as coisas est\u00e3o mudando. Nos \u00faltimos dois mil\u00eanios, o mundo desenvolveu sob a orienta\u00e7\u00e3o do pensamento masculino, alcan\u00e7ando graus de elevado progresso e tecnologia. Entretanto, o crescimento econ\u00f4mico desordenado relegou a plano secund\u00e1rio o equil\u00edbrio do sistema, gerando s\u00e9rios problemas sociais e ambientais. Assim sendo, cientistas acreditam que, neste terceiro mil\u00eanio, somente o pensamento feminino seria capaz de implementar a\u00e7\u00f5es eficazes com respeito ao meio ambiente, ecologia e inclus\u00e3o social. Nesse aspecto, como escreveu Fritjof Kapra, estar\u00edamos agora em um &#8220;ponto de muta\u00e7\u00e3o&#8221; onde a alma feminina estaria assumindo lideran\u00e7a frente \u00e0 tradicional mentalidade masculina.<br \/>\nMas, afinal, que diferen\u00e7as fundamentais existem entre o modo de pensar do homem e o da mulher?<br \/>\nPor princ\u00edpio, acredita-se que o homem seja movido pela raz\u00e3o e a mulher pela emo\u00e7\u00e3o. Enquanto ele raciocina e planeja, ela age por cordialismo e \u00e9 auxiliada pelo senso da intui\u00e7\u00e3o. Ou seja, a mulher costuma decidir pelo cora\u00e7\u00e3o, pelo sentimento e n\u00e3o pela fria l\u00f3gica do racioc\u00ednio.<br \/>\nCordialismo n\u00e3o significa cordialidade, bondade. Pelo contr\u00e1rio. Para Nietzsche, enquanto um homem &#8220;gosta ou n\u00e3o gosta&#8221;, uma mulher &#8220;ama ou detesta&#8221;. Simples assim, o que ela n\u00e3o ama, ela odeia. Mais ainda, o homem padece de um vi\u00e9s de toler\u00e2ncia e, por mais esfor\u00e7o que fa\u00e7a consegue ser mau, malvado. Enquanto a mulher, atada ao cordialismo, costuma ser perversa por natureza, desconhecendo o receio ou o medo.<br \/>\nSob a luz de tais atributos, compensa revisitar alguns epis\u00f3dios hist\u00f3ricos, em que mulheres se destacaram nos quadros da sociedade patriarcal em Catal\u00e3o. Neste aspecto, o texto ganha ares de ensaio historiogr\u00e1fico e n\u00e3o exatamente de simples cr\u00f4nica do passado.<br \/>\nNo interior mais isolado do pa\u00eds, tr\u00eas caracter\u00edsticas marcaram a antiga sociedade patriarcal: a defesa da fam\u00edlia, a defesa da propriedade e a busca pelo poder pol\u00edtico local. Foi um per\u00edodo bastante violento em que a mulher esteve presente, embora suas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o tenham sido reconhecidas e, muitas vezes, apagadas ou condenadas.<br \/>\nApontam memorialistas que, no s\u00e9culo XIX, dois bandos armados assolaram o munic\u00edpio de Catal\u00e3o: o da Caetaninha do Rio Verde e o do \u00cdndio Afonso. O primeiro atuava na grande regi\u00e3o do S\u00e3o Marcos, distrito de Santo Ant\u00f4nio do Rio Verde. O segundo atormentava os ribeirinhos do Paranaiba, moradores de Olhos D&#8217;\u00e1gua e da Pedra Branca.<br \/>\nAmbos os chefes bandoleiros (Caetaninha e \u00cdndio Afonso) tinham armas, muni\u00e7\u00f5es, contratavam jagun\u00e7os, encomendavam tocaias, defendendo suas respectivas fam\u00edlias e interesses fundi\u00e1rios. Nada diferente do que faziam os velhos coron\u00e9is da \u00e9poca, que n\u00e3o recebiam qualquer condena\u00e7\u00e3o pelos seus atos. Por\u00e9m, numa sociedade patriarcal, evidente que, uma mulher ou um ind\u00edgena n\u00e3o obteriam o mesmo tratamento concedido aos fazendeiros.<br \/>\nNa verdade, todos tinham os seus motivos. O \u00cdndio Afonso era descendente dos caiap\u00f3s que habitaram a regi\u00e3o do Paranaiba por in\u00fameras gera\u00e7\u00f5es. N\u00e3o entendia o fato de aquelas terras serem divididas em sesmarias, negociadas e ocupadas por novos propriet\u00e1rios. Foi condenado pelos seus atos, mas acabou sendo condecorado pelo escritor Bernardo Guimar\u00e3es, no livro &#8220;O \u00cdndio Afonso&#8221;, que viu nele um her\u00f3i e n\u00e3o um bandoleiro.<br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Caetaninha, diziam que era chefe de um bando que &#8220;assolava&#8221; a regi\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio do Rio Verde. Todavia, pelos ind\u00edcios da mem\u00f3ria, ela nunca saiu de seu casar\u00e3o, onde morreu lutando em defesa de familiares e da propriedade que herdou do pai. Sen\u00e3o vejamos.<br \/>\nH\u00e1 cerca de 170 anos, a adolescente Eul\u00e1lia Caetano Mendes residia com o pai em um casar\u00e3o no distrito de Santo Ant\u00f4nio do Rio Verde. O local era uma pens\u00e3o que recebia tropeiros e boiadeiros de passagem para Formosa dos Couros, Paracatu, Tri\u00e2ngulo Mineiro e S\u00e3o Paulo. Foi nessa \u00e9poca que Eul\u00e1lia experimentou o amor proibido, apaixonando-se por um padre, o vig\u00e1rio de Catal\u00e3o, c\u00f4nego Luiz Ant\u00f4nio da Costa. A paix\u00e3o resultou em gravidez inesperada e em uma uni\u00e3o indesejada. A mo\u00e7a se casou, depressa, com um homem mais velho, do pr\u00f3prio distrito, que assumiu a crian\u00e7a como se fosse dele, evitando mexericos sobre o relacionamento com o padre. Com o marido, teve ainda mais dois filhos.<br \/>\nDada a morte do pai, Eul\u00e1lia Caetano assumiu todas as responsabilidades da pens\u00e3o. Ao longo do tempo foi adquirindo armas, muni\u00e7\u00f5es e contratando jagun\u00e7os, mantendo-se sempre cercada pelos filhos. Vivia como um &#8220;coronel&#8221; da \u00e9poca: poderosa, en\u00e9rgica, al\u00e9m de sedutora. Contavam que ordenava tocaias e execu\u00e7\u00f5es contra qualquer um que contrariasse seus interesses.<br \/>\nEm certa ocasi\u00e3o foi acusada de mandante do assassinato de Jer\u00f4nimo C\u00e2ndido de Oliveira, um fazendeiro da regi\u00e3o. O irm\u00e3o da v\u00edtima fez den\u00fancia na delegacia de Catal\u00e3o e foram enviados tr\u00eas soldados para busc\u00e1-la e esclarecer os fatos. A Caetaninha n\u00e3o se entregou, houve tiroteio na pens\u00e3o e os soldados foram mortos. Ela retirou a farda dos corpos, arrumou cuidadosamente em um pacote e mandou devolver os uniformes para o chefe de pol\u00edcia de Catal\u00e3o. O delegado recebeu o embrulho como um recado de humilha\u00e7\u00e3o e denunciou o ocorrido ao governo provincial.<br \/>\nVeio um destacamento militar, direto da capital para o distrito, com a miss\u00e3o de prender a Caetaninha do Rio Verde. Mais uma vez, intenso tiroteio ocorreu na pens\u00e3o e ela presenciou jagun\u00e7os e familiares sendo abatidos pelos soldados. Quando um dos seus filhos tombou, varado de balas de carabina, ela apanhou um len\u00e7ol branco e acenou pela janela. O tiroteio cessou, Caetaninha se enrolou no pano branco, abriu a porta e se entregou. Mas, quando ficou de frente para o comandante da tropa, matou-o friamente a tiros, sendo executada, de imediato, pelos soldados.<br \/>\nCaetaninha, com suas armas, muni\u00e7\u00f5es e jagun\u00e7os agia exatamente como um dos coron\u00e9is daquela \u00e9poca. Por\u00e9m, dentro dos par\u00e2metros de uma sociedade fortemente patriarcal, este n\u00e3o seria certamente o papel da mulher.<br \/>\nAinda no s\u00e9culo XIX aconteceu um epis\u00f3dio que se tornou bastante conhecido: o assassinato do coronel Paranhos, em pleno dia, no centro de Catal\u00e3o. Foi executado no meio da rua, sob forte tiroteio que partia de resid\u00eancias vizinhas e que durou dois dias e duas noites.<br \/>\nDurante horas, ningu\u00e9m se aventurava a recolher o corpo do coronel ca\u00eddo no meio da rua. At\u00e9 que, duas de suas filhas abriram a porta do sobrado e, de forma altiva e decidida, caminharam at\u00e9 o corpo do pai e o arrastaram para a resid\u00eancia. O tiroteio prosseguia, mas os jagun\u00e7os n\u00e3o atiraram nas mo\u00e7as por piedade ou, quem sabe, admirados pela coragem delas. As duas mulheres ainda voltaram e recolheram o sangue do pai na poeira da rua, porque havia um costume, na \u00e9poca, de se profanar o sangue das v\u00edtimas cuspindo ou urinando sobre ele.<br \/>\nNa noite do segundo dia, o ambiente estava insuport\u00e1vel no interior do sobrado, com o corpo do velho senador estirado em um sof\u00e1. Mais uma vez, a decis\u00e3o partiu de suas filhas. Limparam o cad\u00e1ver, vestiram-no com o uniforme do ex\u00e9rcito nacional, colocaram em uma rede, levaram para o fundo do quintal, pularam o muro e carregaram-no furtivamente para o cemit\u00e9rio local. Assim, foi sepultado em cova rasa, numa madrugada chuvosa, sem vel\u00f3rio e testemunhas, o ex-senador e coronel Ant\u00f4nio da Silva Paranhos.<br \/>\nCumprida a tarefa, as mo\u00e7as retornaram ao sobrado que continuava no centro do tiroteio. Tais fatos foram narrados em cr\u00f4nicas pelo pr\u00f3prio Ricardo Paranhos, filho mais velho do pol\u00edtico assassinado.<br \/>\nO desdobramento desta luta pol\u00edtica ocasionou dezenas de novas v\u00edtimas ao longo do tempo. Uma mulher da fam\u00edlia Salviano, por exemplo, teve a filha raptada por um jagun\u00e7o e nunca mais foi vista. A menina tinha menos de tr\u00eas anos de idade e foi levada enquanto a m\u00e3e lavava utens\u00edlios dom\u00e9sticos no rego d&#8217;\u00e1gua da fazenda. Assim como a m\u00e3e, toda a fam\u00edlia do major Salviano da Costa passou a vida inteira buscando o paradeiro da crian\u00e7a raptada. Em v\u00e3o.<br \/>\nNas fazendas e na cidade, o protagonismo de algumas mulheres merece, de fato, ser resgatado. \u00c9 o caso de Ana da Silva Teodoro, apelidada de Dona Inhana. Ela se casou com um fazendeiro da regi\u00e3o de Olhos D&#8217;\u00e1gua e, por ser muito en\u00e9rgica, ganhou fama de mandar no marido a ponto de ser apontada como respons\u00e1vel por algumas trag\u00e9dias familiares.<br \/>\nInhana era neta do saudoso coronel Marianinho dos Casados e contraiu n\u00fapcias com Jos\u00e9 Teodoro, apelidado de Z\u00e9 Carretel. Quando teve seu pai assassinado, a mulher exigiu do marido que perseguisse e executasse o criminoso. Z\u00e9 Carretel obedeceu \u00e0 esposa, contratou jagun\u00e7os e n\u00e3o teve mais paz. Andava somente armado e com escolta.<br \/>\nUm belo dia, Z\u00e9 Carretel deu uma surra numa prostituta em Catal\u00e3o, enquanto fazia compras para a fazenda. A mulher era amante do Intendente de Catal\u00e3o, Salom\u00e3o de Paiva, e a coisa se complicou. Logo foi procurado por dois homens em sua fazenda. Como ele n\u00e3o estava no momento, foram recebidos por Dona Inhana.<br \/>\nEnquanto aguardavam o fazendeiro, Inhana foi pegar um frango no quintal e descobriu duas carabinas escondidas. Sinal que os visitantes vieram para eliminar o seu marido. Com a ajuda de empregados rendeu e amarrou os dois desconhecidos. Quando Z\u00e9 Carretel chegou, ouviu a confiss\u00e3o dos jagun\u00e7os. Vieram a mando do Intendente executar o fazendeiro. Mas, que estavam arrependidos e prometeram ir para o Tri\u00e2ngulo Mineiro e nunca mais pisar em Catal\u00e3o.<br \/>\nAntes que o marido se apiedasse, Inhana com o filho no colo, decretou: &#8220;Voc\u00ea mata ou eu mato?&#8221; Z\u00e9 Carretel, ent\u00e3o, atirou \u00e0 queima roupa nos dois e os enterrou no quintal da casa, jogando as carabinas no a\u00e7ude. Nem assim, Dona Inhana se conformou. Enviou dois empregados para matar o Intendente de Catal\u00e3o, mas que n\u00e3o lograram \u00eaxito: foram assassinados \u00e0 entrada da cidade, na travessia do c\u00f3rrego do Almo\u00e7o.<br \/>\nZ\u00e9 Carretel n\u00e3o sa\u00eda mais durante o dia e passou a viver cercado de seguran\u00e7as. Nem dos trabalhos na fazenda ele participava.<br \/>\nDona Inhana n\u00e3o concordava com isso. Na \u00e9poca da colheita de milho, incentivado pela mulher, Z\u00e9 Carretel foi trabalhar, sendo executado no milharal por jagun\u00e7os de tocaia. Dona Inhana mandou erguer uma enorme cruz no local onde o marido tombou e assumiu toda a administra\u00e7\u00e3o da propriedade.<br \/>\nNa cidade tamb\u00e9m a viol\u00eancia esteve presente no Catal\u00e3o da d\u00e9cada de 1920. Uma das v\u00edtimas foi Maria Benvinda de Ara\u00fajo, mo\u00e7a que nasceu na fazenda P\u00e9 do Morro e se casou com um carpinteiro portugu\u00eas, Joaquim de Ara\u00fajo. Moravam na cidade, a beira do ribeir\u00e3o Pirapitinga, quando Joaquim resolveu construir uma ponte para travessia do c\u00f3rrego onde somente existia uma pinguela. Foi morto por desentendimentos na cobran\u00e7a de ped\u00e1gio bem na travessia da ponte.<br \/>\nMaria Benvinda ficou vi\u00fava bem nova e nunca mais tirou a negra vestimenta do luto. Continuou sendo uma pessoa respeitada e conhecida pelo apelido de Dona Rola, vivendo no sobrado ao lado da ponte. Dedicou-se a ajudar pessoas e entidades, como as madres agostinianas espanholas que aprenderam com ela a culin\u00e1ria e os costumes locais. Tornou-se um exemplo de religiosidade, por\u00e9m, nunca mais comungou por n\u00e3o ter perdoado os assassinos do seu esposo.<br \/>\nForam in\u00fameros os epis\u00f3dios em que as mulheres foram protagonistas ou v\u00edtimas na era da viol\u00eancia em Catal\u00e3o. Na maioria das vezes demonstraram coragem admir\u00e1vel.<br \/>\nQuando retiraram o farmac\u00eautico Antero da cadeia, em 1936, e come\u00e7aram a martiriza-lo pelos caminhos da Rua da Grota, duas mulheres tiveram a coragem de condenar o fato, enfrentando a turma de jagun\u00e7os. Primeiro foi a mulher do comerciante Sebasti\u00e3o Caiado que, pr\u00f3xima \u00e0 cadeia, ousou discursar que o ato era de extrema covardia e inteiramente conden\u00e1vel. \u00c0 medida em que ofendia a turma enfurecida, seu marido a arrastou para dentro de casa.<br \/>\nLogo depois de executarem Antero, os criminosos quiseram se embriagar e comprar muni\u00e7\u00f5es no armaz\u00e9m do Farid Miguel Safatle. Ele n\u00e3o estava em casa. Mas, sua mulher, Dona Nazira, sozinha, com uma cartucheira nos bra\u00e7os, enfrentou os jagun\u00e7os na porta do armaz\u00e9m: &#8220;O primeiro que entrar, morre aqui mesmo!&#8221; Acabaram indo beber em outro lugar.<br \/>\nEnquanto isso ocorria, come\u00e7ava uma outra era e Catal\u00e3o, quando as mulheres se destacaram na educa\u00e7\u00e3o, nas artes, no trabalho comunit\u00e1rio, na pol\u00edtica e na literatura. Esta ser\u00e1 a segunda parte de um novo texto sobre o assunto.<\/p>\n<p>Por: Lu\u00eds Estevam<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-76910\" src=\"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/WhatsApp-Image-2022-12-18-at-14.19.05.jpeg\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"1079\" \/><\/p>\n<p>Mulher urbana em Catal\u00e3o. Desenho de Edson Democh.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-76911\" src=\"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/WhatsApp-Image-2022-12-18-at-14.19.06.jpeg\" alt=\"\" width=\"914\" height=\"1280\" \/><\/p>\n<p>Mulher rural em Catal\u00e3o. Desenho de Edson Democh.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-76913\" src=\"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/WhatsApp-Image-2022-12-18-at-14.19.06-1-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"942\" height=\"1280\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Menina-mo\u00e7a nos prim\u00f3rdios de Catal\u00e3o. Desenho de Edson Democh.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; MULHERES NO CATAL\u00c3O DE ANTIGAMENTE Por: Lu\u00eds Estevam Durante muito tempo, a mulher esteve restrita \u00e0 cozinha e aos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-76909","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/76909","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=76909"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/76909\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76914,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/76909\/revisions\/76914"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=76909"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=76909"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=76909"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}