{"id":79318,"date":"2023-04-01T07:22:34","date_gmt":"2023-04-01T10:22:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=79318"},"modified":"2023-04-01T07:22:34","modified_gmt":"2023-04-01T10:22:34","slug":"o-carater-dos-que-lutaram-contra-a-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=79318","title":{"rendered":"O car\u00e1ter dos que lutaram contra a ditadura"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>O car\u00e1ter dos que lutaram contra a ditadura<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em trechos do seu romance \u201cA mais longa dura\u00e7\u00e3o da juventude\u201d, Urariano Mota reflete sobre o car\u00e1ter dos lutadores contra a ditadura brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/colunista\/urariano-mota\/\">Urariano Mota<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo Portal Vermelho<\/p>\n<p class=\"date\"><img decoding=\"async\" class=\"lazy loaded\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/carol1127830.jpg\" data-src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/carol1127830.jpg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<p>Eu estava refletindo h\u00e1 pouco e vi que o admirador reflete o seu car\u00e1ter nas pessoas que ele admira. O car\u00e1ter dos \u00eddolos est\u00e1 no admirador. Ainda que este n\u00e3o realize os grandes feitos dos seus \u00eddolos, essa admira\u00e7\u00e3o revela o homem que os admira. Assim, quem eleva Mussolini ao posto de grande homem, \u00e9 fascista ou simpatizante de fascismo. Na sua admira\u00e7\u00e3o se revela. Quem admira Marx \u00e9 uma pessoa comunista ou de esquerda ou democrata. E quem admira Machado de Assis<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/coluna\/jose-carlos-ruy-e-seu-dicionario-machado-de-assis\/\">\u00a0e seu dicionarista Jos\u00e9 Carlos Ruy, a<\/a>ssim como eles gostaria muito, se Deus fosse camarada, de fazer obra semelhante. E quem, numa escala miser\u00e1vel e med\u00edocre, admira Bolsonaro, assim como o criminoso revela a pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia e fascismo.<\/p>\n<p>Essas reflex\u00f5es me v\u00eam a prop\u00f3sito do car\u00e1ter dos lutadores contra a ditadura brasileira. E para n\u00e3o me alongar, destaco trechos do meu romance \u201cA mais longa dura\u00e7\u00e3o da juventude\u201d, cujo t\u00edtulo \u00e9 uma promessa que espero ter, numa felicidade, quem sabe talvez, realizado. Aos trechos:<\/p>\n<p>\u201cSelene continua:<\/p>\n<p>\u2013 Mas o que s\u00e3o as dificuldades para a vit\u00f3ria do socialismo, companheiro?<\/p>\n<p>\u2013 Fale baixo, companheira \u2013 C\u00e9lio sussurra, entredentes, atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Selene o encara, na imin\u00eancia de lhe enviar um raio. Mas sufoca a fulmina\u00e7\u00e3o, e sem lhe responder continua num tom menor:<\/p>\n<p>\u2013 O que s\u00e3o nossas dificuldades frente ao hero\u00edsmo do vietcongue?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o eu, como um pequeno-burgu\u00eas convertido ao novo evangelho, \u00e0 prega\u00e7\u00e3o apaixonante da revolu\u00e7\u00e3o pergunto j\u00e1 conquistado:<\/p>\n<p>\u2013 O que posso fazer?<\/p>\n<p>Selene me olha e responde r\u00e1pido:<\/p>\n<p>\u2013 Me pague uma sopa.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o e pago uma. E mais uma cerveja para n\u00f3s. Mas ao chamar o gar\u00e7om, C\u00e9lio interv\u00e9m:<\/p>\n<p>\u2013 Eu troco minha cerveja por uma sopa. Pode ser?<\/p>\n<p>\u2013 Claro, pode \u2013 e me digo: \u2018foi-se embora meu cinema de s\u00e1bado\u2019.<\/p>\n<p>Ao chegar a sopa, densa, de macarr\u00e3o e carne, Selene a aplaude. O gar\u00e7om sorri para a mocinha esfomeada. Ela tamb\u00e9m sorri para o gar\u00e7om. Ent\u00e3o, com a colher que vai ao prato e volta em brev\u00edssimos intervalos de tempo, ela nos fala, deliciada:<\/p>\n<p>\u2013 Sem sopa n\u00e3o h\u00e1 revolu\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>Ent\u00e3o a advogada Gard\u00eania anotar\u00e1 da entrevista com Vargas: \u2018Ele era um tipo rom\u00e2ntico, ing\u00eanuo\u2019. O que isso queria dizer? Ali na sala est\u00e1 corporificado para ela: de bra\u00e7os abertos, Vargas protege a companheira e a filha. No di\u00e1rio da advogada: \u2018eu conversei com ele que fugisse, ao que ele se negou dizendo que isso n\u00e3o faria, porque zelava pela seguran\u00e7a da filha e da esposa\u2019. E Vargas, na defesa sem armas, na imaginada que pode dar \u00e0s pessoas do seu extremado carinho, registra o di\u00e1rio da advogada: \u2018Eu pedi que ele deixasse a criancinha sob meus cuidados. Ele me falou que n\u00e3o ia levar Nelinha para uma aventura, porque ela era uma pessoa fr\u00e1gil, e seria tamb\u00e9m assassinada. A\u00ed era pior, porque a menina ficaria \u00f3rf\u00e3, sem ningu\u00e9m\u2019.<\/p>\n<p>Nesse ponto flagramos a pessoa, a coragem e terror de Vargas: a consci\u00eancia de que ser\u00e1 morto. Mas n\u00e3o s\u00f3 morto a tiro, de bala. Morto depois de intensa tortura e sofrimento. Aqui entra o ponto nevr\u00e1lgico, ele sabe que n\u00e3o demora ser brutalizado, se continuar no Recife. Mas n\u00e3o deseja que a sua mulher o acompanhe, na hip\u00f3tese de fuga ou adiamento da execu\u00e7\u00e3o. Se ele \u00e9 o condenado, por que atrair, dividir o inferno com quem ama?<\/p>\n<p>\u2013 Fuja, fuja, Vargas. O momento de escapar \u00e9 agora \u2013 fala a advogada.<\/p>\n<p>Mas ele, o homem \u2018rom\u00e2ntico ing\u00eanuo\u2019, n\u00e3o quer. \u00c0 dist\u00e2ncia podemos ver a l\u00f3gica fria do hero\u00edsmo em lugar do rom\u00e2ntico, penso. A advogada Gard\u00eania lhe atribui a qualidade de rom\u00e2ntico porque ele defende de modo absoluto a integridade f\u00edsica da companheira. Um caso de paix\u00e3o de enamorado, talvez. E acrescenta o ing\u00eanuo, porque ele se nega a receber o oferecimento pr\u00e1tico do mundo real, a saber: fugir, salvar-se, para depois em seguran\u00e7a avaliar o estrago que deixa. Mas n\u00e3o estamos preparados para ver a grandeza no instante em que ocorre. Ou melhor, s\u00f3 vemos o grande quando ele nos impacta de modo b\u00e1rbaro. Por exemplo, Greg\u00f3rio Bezerra sendo espancado a golpes de ferro na cabe\u00e7a pelas ruas do Recife. Na sua altiva resist\u00eancia vemos. Mas n\u00e3o enxergamos que o hero\u00edsmo vem antes da trag\u00e9dia. Na decis\u00e3o que antecede o desfecho n\u00e3o vemos a grandeza. O pr\u00f3prio Vargas, naquela hora em que abre os bra\u00e7os no apartamento de Gard\u00eania, nada v\u00ea de excepcional. Ele apenas age para defender pessoas do seu amor, age apenas por justi\u00e7a. N\u00e3o levar\u00e1 para a desgra\u00e7a a companheira querida e sua Krupskaia. N\u00e3o permitir\u00e1 que corram riscos maiores que viver com um \u2018terrorista\u2019. E ameniza a pr\u00f3pria bravura com uma f\u00f3rmula prosaica:<\/p>\n<p>\u2013 Talvez eles nem me peguem agora. \u00c9 tempo de eu vender livros pedidos pelas escolas. Com o dinheiro da comiss\u00e3o, eu fujo. Entendeu, doutora? Mas fique com os meus documentos. Se a situa\u00e7\u00e3o apertar, j\u00e1 est\u00e3o com a senhora<\/p>\n<p>Aperta a m\u00e3o da advogada e sai. Desce pelas escadas para melhor refletir, como se no tempo entre o quarto andar e o t\u00e9rreo houvesse um acr\u00e9scimo de vida. E vem parando nos trechos intermedi\u00e1rios, a retardar a sua hora, at\u00e9 alcan\u00e7ar a portaria e sair para a Rua Sete de Setembro. Agora, \u00e9 o mundo real sem mais discuss\u00e3o filos\u00f3fica. E o real s\u00e3o ele, Daniel e Fleury\u2026\u2026.<\/p>\n<p>O horror das mortes em 1973 \u00e9 o retrato do seu \u00faltimo instante f\u00edsico. N\u00e3o \u00e9 justo resumir uma vida humana assim. Sobre um animal sentimos a brutalidade: \u2018O novilho continuava lutando. A cabe\u00e7a ficou pelada e vermelha, com veias brancas, e se manteve na posi\u00e7\u00e3o em que os a\u00e7ougueiros a deixaram. A pele pendia dos dois lados. O novilho n\u00e3o parou de lutar. Depois, outro a\u00e7ougueiro o agarrou por uma pata, quebrou-a e cortou-a. A barriga e as pernas restantes ainda estremeciam. Cortaram tamb\u00e9m as patas restantes e as jogaram onde jogavam as patas dos novilhos de um dos propriet\u00e1rios. Depois arrastaram a r\u00eas para o guincho e l\u00e1 a crucificaram; j\u00e1 n\u00e3o havia movimento\u2019. Se essa inf\u00e2mia narrada magistral por Tolst\u00f3i nos fere quando pensamos no gado, o que diremos de pessoas no matadouro?<\/p>\n<p>Penso em Vargas e seu sacrif\u00edcio, o hero\u00edsmo que ningu\u00e9m notou. Morto como mais um boi, gado abatido qualquer. Se n\u00e3o lhe comemos a carne, comemos a sua grandeza, porque o defecamos em nova brutalidade. Onde est\u00e1 Vargas, onde buscar Vargas? Ele est\u00e1 na sala da advogada Gard\u00eania, quando ela lhe prop\u00f5e a fuga, que corra e suma antes de ser morto, e ele se nega porque Nelinha era muito fr\u00e1gil? Ele est\u00e1 no \u00f4nibus, quando luta febril ao vislumbrar a sua \u00faltima hora, da qual possui a certeza, e para ela caminha ainda assim? \u2018Nelinha est\u00e1 salva\u2019, ele se fala. \u2018Ela continuar\u00e1 a viver. Ela e a minha filhinha continuam. Venham, malditos\u2019. E nisso, ao expressar tamb\u00e9m a crueza do seu isolamento, pois n\u00e3o estava \u2018organizado\u2019, sem v\u00ednculo direto com organiza\u00e7\u00e3o clandestina, onde buscar o terrorista Vargas? Desta maneira ele ficou adiante, conforme o viu a advogada Gard\u00eania:<\/p>\n<p>\u2018Vargas, que eu conhecia muito, estava tamb\u00e9m numa mesa, estava com uma zorba azul-clara, e tinha uma perfura\u00e7\u00e3o de bala na testa e outra no peito. E uma mancha profunda no pesco\u00e7o, de um lado s\u00f3, como se fosse corda, e com os olhos abertos e a l\u00edngua fora da boca\u2019. Vargas teria sido puxado por corda para o matadouro? Aos bois partem o rabo, rompem a cartilagem, para assim ele arremeter para o lugar onde o sangram. A homens arrastam? Nos laudos da ditadura, n\u00e3o h\u00e1 uma narra\u00e7\u00e3o da dor. Mentirosos, chegam a ocultar a causa mortis, ao esconder les\u00f5es, ao eufemizar a barb\u00e1rie. Tudo que falam \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o do cad\u00e1ver \u00e0 fraude da repress\u00e3o pol\u00edtica. \u00c9 nessas circunst\u00e2ncias que cresce o valor do depoimento da advogada, que testemunhou e preencheu as lacunas, o v\u00e1cuo dos laudos tanatosc\u00f3picos:<\/p>\n<p>\u2018Soledad estava com os olhos muito abertos, com express\u00e3o muito grande de terror. A boca estava entreaberta e o que mais me impressionou foi o sangue coagulado em grande quantidade. Eu tenho a impress\u00e3o que ela foi morta e ficou algum tempo deitada e a trouxeram, e o sangue quando coagulou ficou preso nas pernas, porque era uma quantidade grande. E o feto estava l\u00e1 nos p\u00e9s dela, n\u00e3o posso saber como foi parar ali, ou se foi ali mesmo no necrot\u00e9rio que ele caiu, que ele nasceu, naquele horror\u2019.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/coluna\/uma-condenacao-da-tortura-e-morte-na-ditadura\/\" rel=\"sponsored nofollow\">Uma condena\u00e7\u00e3o da tortura e morte na ditadura<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"p1\">As opini\u00f5es expostas neste artigo n\u00e3o refletem necessariamente a opini\u00e3o do Portal Vermelho<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">AUTOR<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div class=\"post-content--author-avatar\">\n<div class=\"lazy\" role=\"img\" data-bg=\"url(https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/urariano-mota105823.jpg)\" data-was-processed=\"true\"><\/div>\n<\/div>\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/colunista\/urariano-mota\/\">Urariano Mota<\/a><\/p>\n<div class=\"post-content--author-biography\">Jornalista do Recife. Autor dos romances \u201cSoledad no Recife\u201d, \u201cO filho renegado de Deus\u201d e \u201cA mais longa dura\u00e7\u00e3o da juventude\u201d<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O car\u00e1ter dos que lutaram contra a ditadura &nbsp; Em trechos do seu romance \u201cA mais longa dura\u00e7\u00e3o da juventude\u201d,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-79318","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/79318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=79318"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/79318\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79319,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/79318\/revisions\/79319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=79318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=79318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=79318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}