{"id":79433,"date":"2023-04-08T09:09:10","date_gmt":"2023-04-08T12:09:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=79433"},"modified":"2023-04-08T09:09:10","modified_gmt":"2023-04-08T12:09:10","slug":"araguaia-jornal-lembra-trajetoria-de-cearenses-mortos-pela-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=79433","title":{"rendered":"Araguaia: jornal lembra trajet\u00f3ria de cearenses mortos pela ditadura"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>Araguaia: jornal lembra trajet\u00f3ria de cearenses mortos pela ditadura<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dentre os desaparecidos da Guerrilha do Araguaia est\u00e3o Jana Moroni Barroso, Ant\u00f4nio Teodoro de Castro e Cust\u00f3dio Saraiva Neto, mortos por lutarem contra o autoritarismo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/redacao\/\">Reda\u00e7\u00e3o<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo Portal Vermelho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post--image\"><img decoding=\"async\" class=\"lazy loaded\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/guerrilheiros-ce.png\" data-src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/guerrilheiros-ce.png\" data-was-processed=\"true\" \/>Jana Moroni Barroso, Ant\u00f4nio Teodoro de Castro e Cust\u00f3dio Saraiva Neto. Foto: montagem\/reprodu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<p>Epis\u00f3dio dos mais brutais perpetrados pela ditadura militar brasileira, o assassinato dos guerrilheiros do Araguaia, no come\u00e7o dos anos 1970,\u00a0 segue ainda sem reposta para v\u00e1rias perguntas que envolvem, sobretudo, o paradeiro das ossadas, as circunst\u00e2ncias das mortes e a identifica\u00e7\u00e3o dos algozes. Mesmo com todas as tentativas de apagar os crimes cometidos por militares, que neste caso resultaram na morte mais de 60 militantes do PCdoB e camponeses da regi\u00e3o, o esfor\u00e7o por mem\u00f3ria, justi\u00e7a e verdade segue vivo.<\/p>\n<p>Dentre esses esfor\u00e7os est\u00e3o reportagens que buscam lembrar o que foi a Guerrilha do Araguaia \u2014 movimento armado de luta e resist\u00eancia promovido pelos comunistas do PCdoB contra o autoritarismo e as arbitrariedades do regime militar. O grupo atuava nos estados do Par\u00e1 e do Tocantins (Norte de Goi\u00e1s \u00e0 \u00e9poca) e foi barbaramente aniquilado em opera\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito realizadas entre 1972 e 1974.<\/p>\n<p>Em reportagem recente, o jornal\u00a0<em>O Povo<\/em>\u00a0(CE) recorda a hist\u00f3ria de tr\u00eas cearenses que atuaram na Guerrilha, mas que ainda hoje seguem desaparecidos: Jana Moroni Barroso, Ant\u00f4nio Teodoro de Castro e Cust\u00f3dio Saraiva Neto. At\u00e9 o momento, somente a professora paulista Maria L\u00facia Petit e o tamb\u00e9m cearense Bergson Gurj\u00e3o Farias tiveram seus corpos identificados e sepultados.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2023\/04\/05\/comissao-da-anistia-quer-julgar-6-mil-processos-em-quatro-anos\/\">Comiss\u00e3o da Anistia quer julgar 6 mil processos em quatro anos<\/a><\/p>\n<p><strong>Vidas ceifadas<\/strong><\/p>\n<p>Uma das desaparecidas cearenses \u00e9 Jana Moroni Barroso. Nascida em 1948, em Fortaleza, cursou Biologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, no Araguaia, usava o codinome Cristina.<\/p>\n<p>Ao falar ao jornalista V\u00edtor Magalh\u00e3es, de\u00a0<em>O Povo<\/em>, seu irm\u00e3o, Breno Moroni, declarou:\u00a0 \u201cAlguns dizem que ela se entregou seminua, toda ferida, e foi metralhada. Outros dizem que foi presa e carregada em um helic\u00f3ptero. S\u00e3o confus\u00f5es hist\u00f3ricas, n\u00e3o presto muita aten\u00e7\u00e3o nisso. As pessoas que querem resgatar os corpos para dar um enterro digno, eu concordo com elas, mas acredito que o destino deles (\u2026) eles viraram selva. Viraram fertilizantes para uma floresta enorme. A gente pode homenage\u00e1-los preservando essas e outras florestas\u201d.<\/p>\n<p>Outra familiar ouvida pela publica\u00e7\u00e3o foi Merc\u00eas Castro, irm\u00e3 do guerrilheiro Teodoro de Castro, o Raul. Natural de Itapipoca, ele foi estudante de Farm\u00e1cia e Bioqu\u00edmica na Universidade Federal do Cear\u00e1. Merc\u00eas segue ativa na busca pela verdade sobre Teodoro. \u201cEu cheguei l\u00e1 procurando meu irm\u00e3o, mas quando vou para o Araguaia procuro todos eles\u201d, explicou ao jornal. E completa: \u201cAcho que o Brasil s\u00f3 muda quando pararmos para ouvir os gritos por justi\u00e7a, dos mortos e desaparecidos, o grito desses meninos que est\u00e3o l\u00e1. Nenhum pa\u00eds vai para frente sem sepultar dignamente seus mortos\u201d.<\/p>\n<p>Familiares do terceiro guerrilheiro cearense, Cust\u00f3dio Saraiva Neto, o Lauro, tamb\u00e9m foram procurados pelo jornal, mas n\u00e3o foram encontrados.<\/p>\n<p>Em 2010, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado brasileiro pelo desaparecimento de 62 pessoas que participaram da Guerrilha do Araguaia.<\/p>\n<p>Como desdobramento, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal criou a For\u00e7a Tarefa Araguaia. Ap\u00f3s nove anos de investiga\u00e7\u00f5es, oito oficiais \u2014 dentre os quais Sebasti\u00e3o Curi\u00f3 Rodrigues de Moura, o famoso \u201cMajor Curi\u00f3\u201d, morto em 2022 aos 87 anos \u2014 e um m\u00e9dico foram identificados e responsabilizados pela execu\u00e7\u00e3o e oculta\u00e7\u00e3o dos corpos de 17 guerrilheiros do PCdoB.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m confirmam que, entre os 68 desaparecidos, 41 foram executados, 32 deles depois de passarem por pris\u00f5es nas bases militares no circuito da guerrilha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">AUTOR<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/redacao\/\">Reda\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<div class=\"post-content--author-biography\">reda\u00e7\u00e3o do vermelho<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Araguaia: jornal lembra trajet\u00f3ria de cearenses mortos pela ditadura &nbsp; Dentre os desaparecidos da Guerrilha do Araguaia est\u00e3o Jana Moroni<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-79433","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/79433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=79433"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/79433\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79434,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/79433\/revisions\/79434"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=79433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=79433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=79433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}