{"id":83121,"date":"2023-10-06T06:48:31","date_gmt":"2023-10-06T09:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=83121"},"modified":"2023-10-06T06:48:31","modified_gmt":"2023-10-06T09:48:31","slug":"setembro-foi-mes-mais-quente-da-historia-a-hora-de-agir-e-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=83121","title":{"rendered":"Setembro foi m\u00eas mais quente da hist\u00f3ria; \u201ca hora de agir \u00e9 agora\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>Setembro foi m\u00eas mais quente da hist\u00f3ria; \u201ca hora de agir \u00e9 agora\u201d<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao Vermelho, a climatologista Karina Lima destaca risco de aquecimento ainda maior com a chegada do El Ni\u00f1o. Brasil precisa e pode se preparar para agravamento de consequ\u00eancias<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/cezar-xavier-2\/\">Cezar Xavier<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo Portal Vermelho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post--image\"><img decoding=\"async\" class=\"lazy loaded\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234361209_7b1d265cbe_k.jpg\" data-src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234361209_7b1d265cbe_k.jpg\" data-was-processed=\"true\" \/>04.10.23 \u2013 Prefeitura de Manaus entrega \u00e1gua pot\u00e1vel e 1,2 mil kits de alimentos e higiene para ribeirinhos atingidos por seca hist\u00f3rica, nesta ter\u00e7a-feira Foto: Gildo Smith \/ Semacc<\/div>\n<p>O\u00a0planeta Terra teve o m\u00eas de setembro mais quente j\u00e1 registrado na hist\u00f3ria, e 2023 est\u00e1 caminhando para quebrar os recordes de temperatura atingidos em 2016. De janeiro at\u00e9 setembro, a temperatura m\u00e9dia mundial ficou\u00a01,4\u00b0C\u00a0superior \u00e0 m\u00e9dia pr\u00e9-industrial (dos anos 1850 a 1900). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Servi\u00e7o de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas do observat\u00f3rio europeu Copernicus.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-674937 lazy loaded\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Karina-Lima-climatologista-1.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 234px) 100vw, 234px\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Karina-Lima-climatologista-1.jpg 390w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Karina-Lima-climatologista-1-287x300.jpg 287w\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"244\" data-src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Karina-Lima-climatologista-1.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Karina-Lima-climatologista-1.jpg 390w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Karina-Lima-climatologista-1-287x300.jpg 287w\" data-sizes=\"(max-width: 234px) 100vw, 234px\" data-was-processed=\"true\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em uma entrevista ao\u00a0<strong>Portal Vermelho<\/strong>\u00a0da climatologista Karina Lima, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foram destacadas as preocupantes mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que est\u00e3o ocorrendo no mundo e a necessidade urgente de tomar medidas concretas para enfrentar essa crise ambiental. \u201cA hora de agir \u00e9 agora, e o Brasil tem a chance de liderar o caminho rumo a um futuro mais sustent\u00e1vel e resiliente para todos\u201d, disse ela, esperan\u00e7osa com as possibilidades da COP26, que deve ocorrer em 2025 na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Karina Lima alertou que os eventos clim\u00e1ticos extremos est\u00e3o se tornando mais frequentes e intensos. Para ela, a intensifica\u00e7\u00e3o dos eventos extremos \u00e9 um sinal evidente das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso. Esses eventos incluem furac\u00f5es, secas prolongadas, inunda\u00e7\u00f5es e ondas de calor, que t\u00eam impactos devastadores na vida das pessoas e no meio ambiente.<\/p>\n<p>Ela enfatizou o aumento de 1,2 graus Celsius, que j\u00e1 se observava em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, antes dos novos dados, e que as metas para conter esse aquecimento global est\u00e3o se tornando cada vez mais dif\u00edceis de alcan\u00e7ar. Enquanto a meta ideal \u00e9 limitar o aquecimento a 1,5 graus Celsius, muitos j\u00e1 consideram essa marca quase inating\u00edvel. \u201cA nossa melhor meta, o nosso melhor cen\u00e1rio \u00e9 de 1.5, que alguns inclusive j\u00e1 acreditam que seja imposs\u00edvel de ser alcan\u00e7ada\u201d, explicou a cientista.<\/p>\n<p>A cientista alertou que a janela de oportunidade para conter as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e1 se fechando rapidamente. Ela enfatizou a necessidade de investimentos em pesquisa, melhorias nos sistemas de alerta e, mais importante, a vontade pol\u00edtica de tomar medidas eficazes.<\/p>\n<p>\u201cA tend\u00eancia, infelizmente, \u00e9 que as coisas provavelmente v\u00e3o piorar\u201d, ressaltou Lima, referindo-se aos pr\u00f3ximos meses, quando o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o chega mais forte que antes. No entanto, ela enfatizou que \u00e9 fundamental n\u00e3o ceder ao desespero. Karina ressaltou que as pessoas precisam estar cientes da gravidade do problema e n\u00e3o podem ser anestesiadas pelo pessimismo. \u201cIsso facilita a ina\u00e7\u00e3o. Cada d\u00e9cimo de grau que \u00e9 evitado importa. Ent\u00e3o as pessoas est\u00e3o tentando entender a gravidade do problema, e n\u00e3o podem jogar a toalha. A gente precisa de a\u00e7\u00e3o urgente, porque essa d\u00e9cada vai decidir muita coisa\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-674930 lazy loaded\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-1024x768.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-300x225.jpg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-768x576.jpg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k.jpg 2048w\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" data-src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-1024x768.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-300x225.jpg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-768x576.jpg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53234287823_7ac5360b90_k.jpg 2048w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-was-processed=\"true\" \/><\/figure>\n<h6 id=\"yui_3_16_0_1_1696454963816_219507\" class=\"wp-block-heading\"><em><strong>04.10.23 \u2013 Prefeitura de Manaus entrega \u00e1gua pot\u00e1vel e 1,2 mil kits de alimentos e higiene para ribeirinhos atingidos por seca hist\u00f3rica, nesta ter\u00e7a-feira Foto: Gildo Smith \/ Semacc<\/strong><\/em><\/h6>\n<p><strong>O Brasil no cen\u00e1rio internacional<\/strong><\/p>\n<p>Karina Lima alertou sobre a urg\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o, enfatizando que o mundo n\u00e3o possui tempo a perder. A cientista destacou a necessidade de pa\u00edses ao redor do mundo cumprirem suas metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, um componente essencial para enfrentar a crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>O Brasil, um dos pa\u00edses mais biodiversos e geograficamente bem posicionados do mundo, enfrenta uma responsabilidade monumental na luta contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. A especialista em clima, destacou o papel fundamental que o Brasil deve desempenhar no cen\u00e1rio internacional para conter a crise clim\u00e1tica. \u201cO Brasil \u00e9 muito importante, porque tem todas as condi\u00e7\u00f5es para ser uma lideran\u00e7a verde no cen\u00e1rio internacional.\u201d<\/p>\n<p>A cientista ressaltou a import\u00e2ncia de cumprir a meta de acabar com o desmatamento, queimadas e reduzir as emiss\u00f5es de carbono. Essa a\u00e7\u00e3o seria fundamental para atingir as metas de mitiga\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, contribuindo para frear o aquecimento global. Karina Lima destacou que o Brasil poderia cortar mais de 40% das suas emiss\u00f5es se o desmatamento fosse eliminado.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto tem muitos pa\u00edses em que as emiss\u00f5es s\u00f3 v\u00e3o ser cortadas se eles realmente trocarem toda a matriz energ\u00e9tica, o Brasil s\u00f3 precisa acabar com o desmatamento e manter suas florestas de p\u00e9 para liderar esta meta de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es dos gases de efeito estufa. Assim, temos uma, entre aspas, vantagem\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Karina ainda ressaltou o papel importante que o Brasil desempenha no cen\u00e1rio internacional. Com sua vasta \u00e1rea florestal e potencial de energia renov\u00e1vel, o Brasil poderia ser uma lideran\u00e7a verde. Com vantagens naturais, como abund\u00e2ncia de sol e vento, o pa\u00eds poderia se destacar na transi\u00e7\u00e3o para energias renov\u00e1veis. No entanto, a cientista alertou sobre a necessidade de eliminar a influ\u00eancia de lobistas da ind\u00fastria de petr\u00f3leo nas negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Ela expressou otimismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 COP que ser\u00e1 realizada no Brasil em 2025, observando que a localiza\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o amaz\u00f4nica e o envolvimento de comunidades locais podem fazer a diferen\u00e7a na luta contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Em COPs anteriores, realizadas at\u00e9 em \u00e1reas de forte explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, os lobistas das petroleiras e a repress\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o popular desfavoreceram resultados mais efetivos.<\/p>\n<p>Karina enfatizou que \u00e9 consenso cient\u00edfico que a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis precisa ser interrompida. Ela destacou que isso exige a\u00e7\u00e3o governamental, uma vez que as petrol\u00edferas t\u00eam um interesse financeiro na continua\u00e7\u00e3o dessa pr\u00e1tica prejudicial ao meio ambiente.<\/p>\n<p>A COP26, a pr\u00f3xima confer\u00eancia sobre o clima, que ser\u00e1 realizada no Brasil em 2025, oferece uma oportunidade \u00fanica para o pa\u00eds assumir a lideran\u00e7a na luta contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A regi\u00e3o amaz\u00f4nica, em particular, desempenhar\u00e1 um papel crucial na confer\u00eancia. A ades\u00e3o popular, a participa\u00e7\u00e3o de povos origin\u00e1rios e uma forte base cient\u00edfica podem fazer a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00faltimas COPs.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ela salientou a vontade da ministra Marina Silva expressa em sua forte base cient\u00edfica expressa em seus discursos. \u201cAgora, precisa o governo tamb\u00e9m contribuir para que haja um alinhamento total. Esse governo n\u00e3o tem nem compara\u00e7\u00e3o com o anterior, que era um governo ecocida. Nesse governo temos essa preocupa\u00e7\u00e3o e um minist\u00e9rio agindo de verdade\u201d, comparou.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-674931 lazy loaded\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-1024x683.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-300x200.jpg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-768x512.jpg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-272x182.jpg 272w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k.jpg 2048w\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" data-src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-1024x683.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-300x200.jpg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-768x512.jpg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k-272x182.jpg 272w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/53219179991_eb432a1c9f_k.jpg 2048w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-was-processed=\"true\" \/><\/figure>\n<h6 id=\"yui_3_16_0_1_1695929929822_137794\" class=\"wp-block-heading\">Enquanto no Norte os rios secam, no Sul as cidades sofrem inunda\u00e7\u00f5es.\u00a0<strong><em>Em Porto Alegre (RS), o sistema de conten\u00e7\u00e3o do Lago Gua\u00edba, foi totalmente fechado no fim de setembro, em decorr\u00eancia da eleva\u00e7\u00e3o das \u00e1guas. Foto: Alex Rocha\/PMPA<\/em><\/strong><\/h6>\n<p><strong>Impacto regional e papel do El Ni\u00f1o em 2023<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos desafios globais, Karina ressaltou a import\u00e2ncia de considerar o impacto regional das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ela explicou que eventos clim\u00e1ticos extremos e desastres est\u00e3o intimamente ligados \u00e0 vulnerabilidade local. Quando eventos extremos encontram comunidades despreparadas, o resultado \u00e9 desastroso. Portanto, \u00e9 essencial reduzir as vulnerabilidades locais e aumentar a resili\u00eancia das comunidades.<\/p>\n<p>A climatologista tamb\u00e9m abordou as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas esperadas para o restante de 2023. Ela observou que estamos atualmente em um ano de El Ni\u00f1o, o que contribui para o aumento das temperaturas globais e pode levar a eventos clim\u00e1ticos extremos. O Brasil pode esperar um ver\u00e3o quente e desafiador, com chuvas intensas, especialmente no centro-sul do pa\u00eds. O notici\u00e1rio tamb\u00e9m tem enfatizado o agravamento das secas na regi\u00e3o Norte, com rios inteiros drenados pelo clima, o que tamb\u00e9m decorre em \u00e9poca de El Ni\u00f1o.<\/p>\n<p>Segundo ela, o ano de 2023 tem tudo para ser considerado o mais quente do registro instrumental, porque, al\u00e9m do atual n\u00edvel de aquecimento global, h\u00e1 El Ni\u00f1o, que deve fazer com que 2024 supere os \u00edndices de 2023, \u201cporque em geral o ano posterior ao desenvolvimento do El Nino \u00e9 ainda mais quente\u201d.<\/p>\n<p>Ela citou o \u201cEl Ni\u00f1o Godzilla\u201d, de 2015, que tornou 2016 o ano mais quente. Estamos saindo do curso do La Ni\u00f1a, com quedas na temperatura, e entrando na corrente quente do El Ni\u00f1o. \u201dS\u00f3 que, agora, n\u00f3s temos um aquecimento global maior, o que deve tornar 2023 ainda pior, podendo ser superado por 2024\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Mitiga\u00e7\u00e3o e Adapta\u00e7\u00e3o, o indiv\u00edduo e os governos<\/strong><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-674933 lazy loaded\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-1024x683.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-300x200.jpg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-768x512.jpg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-272x182.jpg 272w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k.jpg 2048w\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" data-src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-1024x683.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-300x200.jpg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-768x512.jpg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k-272x182.jpg 272w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/52984581920_6b2f2b297f_k.jpg 2048w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-was-processed=\"true\" \/><\/figure>\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Desde junho, cidades inteiras do Rio Grande do Sul s\u00e3o afetadas pelo ciclone extratropical que atingiu o estado. Entre as cidades est\u00e3o Tr\u00eas Cachoeiras, Montenegro e Esteio. Foto: Joel Vargas \/ GVG<\/em><\/strong><\/h6>\n<p>Quando questionada sobre como as pessoas podem se preparar para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e reduzir os danos humanit\u00e1rios, Karina destacou a import\u00e2ncia da a\u00e7\u00e3o em n\u00edveis individuais e sist\u00eamicos. \u201cA mudan\u00e7a ela tem que ser sist\u00eamica. Mas os indiv\u00edduos podem contribuir de algumas formas.\u201d<\/p>\n<p>Para enfrentar a crise clim\u00e1tica, a cientista destacou a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es tanto na mitiga\u00e7\u00e3o quanto na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Mitiga\u00e7\u00e3o envolve a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa para conter o aquecimento global. J\u00e1 a adapta\u00e7\u00e3o visa fortalecer a resili\u00eancia das comunidades e a prote\u00e7\u00e3o contra eventos extremos.<\/p>\n<p>\u201cPrecisa ter mais essa cultura da mitiga\u00e7\u00e3o e da preven\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 de uma forma reativa aos desastres, mas de trabalhar de forma ativa para reduzir os danos. \u00c9 muito mais caro reagir depois de dar conta de todo o preju\u00edzo do desastre. N\u00e3o \u00e9 inteligente trabalhar dessa forma\u201d, lamentou.<\/p>\n<p>Ela defende investimento em pesquisa, para melhorar os sistemas de alerta. \u201cA gente tem sistemas de alerta atualmente, mas podem ser melhorados, ent\u00e3o \u00e9 basicamente investimento e vontade pol\u00edtica de fazer\u201d, disse. \u201cA gente precisa trabalhar tanto na mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que \u00e9 para frear o aquecimento global e a gente conseguir um cen\u00e1rio em que n\u00e3o haja um aumento t\u00e3o absurdo da temperatura.\u201d<\/p>\n<p>Come\u00e7ando pela conscientiza\u00e7\u00e3o, a sociedade deve priorizar o tema das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e cobrar medidas de seus l\u00edderes. Votar em representantes comprometidos com o meio ambiente \u00e9 uma forma eficaz de fazer a diferen\u00e7a. Al\u00e9m disso, destacou a redu\u00e7\u00e3o do consumo de carne (devido ao impacto da pecu\u00e1ria no meio ambiente) e outras a\u00e7\u00f5es individuais como contribui\u00e7\u00f5es valiosas.<\/p>\n<p>A cientista enfatizou a import\u00e2ncia de mudar a mentalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ela instou as pessoas a tornarem o assunto uma parte priorit\u00e1ria do cotidiano, a se conscientizarem e a pressionarem os tomadores de decis\u00e3o a agirem. Ela tem percebido avan\u00e7os muito positivos na participa\u00e7\u00e3o popular para promover mudan\u00e7as efetivas nas pol\u00edticas clim\u00e1ticas. A percep\u00e7\u00e3o de que todos est\u00e3o vulner\u00e1veis, mas metade da popula\u00e7\u00e3o mundial est\u00e1 extremamente vulner\u00e1vel, vai se tornando algo vis\u00edvel e concreto. \u201dPercebendo isso, a gente pode salvar muitas vidas, tanto humanas quanto biodiversidade em geral.\u201d<\/p>\n<p>A climatologista tamb\u00e9m enfatizou a necessidade de reduzir as emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico, destacando que a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 uma fonte significativa de emiss\u00f5es e que medidas governamentais s\u00e3o cruciais para enfrentar esse problema. \u201cInevitavelmente, o mundo caminha para uma mudan\u00e7a na matriz energ\u00e9tica, mas essa mudan\u00e7a precisa ser mais r\u00e1pida, porque a gente n\u00e3o tem muito tempo\u201d.<\/p>\n<p>Karina Lima expressou otimismo, mas tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia de alinhar a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com a ci\u00eancia e de eliminar as contradi\u00e7\u00f5es que podem prejudicar os esfor\u00e7os de mitiga\u00e7\u00e3o. Ela enfatizou que, para resolver a crise clim\u00e1tica, \u00e9 fundamental focar na causa, reduzindo as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa em vez de apenas financiar as consequ\u00eancias dos desastres clim\u00e1ticos, como foi discutido na \u00faltima COP.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da mitiga\u00e7\u00e3o, a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 crucial. Isso envolve fortalecer a resili\u00eancia das cidades e comunidades para enfrentar eventos clim\u00e1ticos extremos. Karina sublinhou que a adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 responsabilidade exclusiva do governo federal, mas tamb\u00e9m dos governos estaduais e municipais. Trabalhar em conjunto \u00e9 essencial para fortalecer a resili\u00eancia local em face de eventos clim\u00e1ticos cada vez mais intensos.<\/p>\n<p>\u201cA outra parte da equa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as vulnerabilidades, a gente precisa trabalhar nelas, diminu\u00ed-las, aumentando a nossa resili\u00eancia, para que quando o evento extremo ocorrer, o desastre seja menos danoso para a popula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">AUTOR<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/cezar-xavier-2\/\">Cezar Xavier<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setembro foi m\u00eas mais quente da hist\u00f3ria; \u201ca hora de agir \u00e9 agora\u201d &nbsp; Ao Vermelho, a climatologista Karina Lima<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-83121","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/83121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=83121"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/83121\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83122,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/83121\/revisions\/83122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=83121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=83121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=83121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}