{"id":87170,"date":"2024-04-25T19:13:32","date_gmt":"2024-04-25T22:13:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=87170"},"modified":"2024-04-25T19:13:32","modified_gmt":"2024-04-25T22:13:32","slug":"ciencia-versus-fake-news-como-diferenciar-pesquisas-serias-de-informacoes-mentirosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=87170","title":{"rendered":"Ci\u00eancia versus fake news: como diferenciar pesquisas s\u00e9rias de informa\u00e7\u00f5es mentirosas"},"content":{"rendered":"<header class=\"single-entry-header\">\n<h1 class=\"single-entry-title entry-title\">Ci\u00eancia versus fake news: como diferenciar pesquisas s\u00e9rias de informa\u00e7\u00f5es mentirosas<\/h1>\n<div class=\"single-entry-meta\"><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content\">\n<p><i><b>Especialistas explicam, de forma simplificada, como s\u00e3o feitas as pesquisas mais confi\u00e1veis e discutem impactos das fake news sobre ci\u00eancia<\/b><\/i><\/p>\n<p><em>Por Vital Neto<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_35119\" class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-35119\"><a href=\"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ciencia_fakenews_1-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-35119 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ciencia_fakenews_1-1.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 6000px) 100vw, 6000px\" srcset=\"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ciencia_fakenews_1-1.jpg 6000w, https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ciencia_fakenews_1-1-480x320.jpg 480w, https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ciencia_fakenews_1-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ciencia_fakenews_1-1-1024x683.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"6000\" height=\"4000\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35119\" class=\"wp-caption-text\">Na internet, as fake news competem pela aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico com not\u00edcias sobre importantes pesquisas cient\u00edficas. Foto: Samantha Prado \/ Jornal do Campus<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desde o in\u00edcio da pandemia da Covid-19, os cientistas ganharam espa\u00e7o cativo nos notici\u00e1rios. O n\u00famero de reportagens sobre pesquisas relacionadas ao v\u00edrus n\u00e3o para de crescer. Como se n\u00e3o bastasse a confus\u00e3o gerada pela quantidade de informa\u00e7\u00f5es, as not\u00edcias falsas, as chamadas fake news, inundam as redes sociais disseminando mentiras.<\/p>\n<p>Para garantir que as pessoas entendam quais informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais confi\u00e1veis e o motivo de existirem estudos com resultados diferentes sobre o mesmo tema, \u00e9 necess\u00e1rio que compreendam como \u00e9 feita uma pesquisa cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Foi pensando nisso que o\u00a0<b>Jornal do Campus<\/b>\u00a0preparou essa mat\u00e9ria para explicar, de forma simplificada,\u00a0 como \u00e9 o passo a passo de uma produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e discutir as implica\u00e7\u00f5es das fake news no cotidiano do p\u00fablico e dos cientistas.<\/p>\n<h3><b>Metodologia bem pensada<\/b><\/h3>\n<p>De acordo com Regina C\u00e9lia Mingroni Netto, geneticista e professora do Instituto de Bioci\u00eancias da USP, o mais importante para garantir a qualidade de uma pesquisa cient\u00edfica \u00e9 um bom planejamento, ou seja, uma boa metodologia. Ao ser questionada sobre o que \u00e9 um bom planejamento de pesquisa, a professora respondeu:<\/p>\n<p>\u201cEm primeiro lugar \u00e9 ter um bom tamanho amostral, que seja suficiente para responder a pergunta para a qual a pesquisa busca uma resposta, para que possa demonstrar a hip\u00f3tese\u201d<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, a diferen\u00e7a entre os tamanhos de amostras explica \u201do porqu\u00ea muitas vezes os resultados de duas pesquisas similares s\u00e3o muito diferentes: muitas vezes tem rela\u00e7\u00e3o com o tamanho amostral\u201d.<\/p>\n<p>O segundo ponto destacado por Regina foi o grupo de controle, ou seja, aqueles indiv\u00edduos que ser\u00e3o usados para comparar os resultados.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante haver um bom grupo de controle. O grupo que a pesquisa usa para comparar precisa ser adequado e equivalente ao grupo escolhido para observar os casos investigados\u201d, explicou a geneticista.<\/p>\n<p>Ela cita um exemplo: \u201cQuero saber o efeito do cigarro na probabilidade da popula\u00e7\u00e3o de um determinado bairro desenvolver c\u00e2ncer de pulm\u00e3o. O grupo de controle precisa ser com pessoas n\u00e3o fumantes do mesmo bairro, n\u00e3o poderia comparar com pessoas de outro bairro\u201d.<\/p>\n<p>Outro ponto que a pesquisadora destaca ser fundamental no planejamento de um estudo \u00e9 a possibilidade de outros cientistas conseguirem replicar aquela pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cQuando fazemos um experimento e encontramos uma correla\u00e7\u00e3o entre um fato e outro fato, \u00e9 muito importante que outros pesquisadores, com circunst\u00e2ncias um pouco diferentes ou com outro grupo populacional, encontrem a mesma associa\u00e7\u00e3o. Se isso acontecer \u00e9 positivo. Mas se eu encontro uma associa\u00e7\u00e3o que nunca mais algu\u00e9m acha, opa, o que ser\u00e1 que isso significou?\u201d.<\/p>\n<p>A quarta quest\u00e3o a se levar em conta, segundo Regina, \u00e9 a escolha de m\u00e9todo de an\u00e1lise estat\u00edstica mais apropriado ao que se estuda, principalmente em pesquisas que lidam com grandes quantidades de dados. Ela ainda destaca que \u00e9 importante que os cientistas disponibilizem as bases dados utilizadas para que outros pesquisadores possam trilhar os mesmos passos.<\/p>\n<p>\u201cQuando os estudos envolvem uma enorme quantidade de dados, que s\u00e3o passados por an\u00e1lises estat\u00edsticas e computacionais muito sofisticadas, j\u00e1 h\u00e1 ferramentas de algumas revistas que obrigam o cientista a depositar os dados em um reposit\u00f3rio p\u00fablico, porque se algu\u00e9m quiser repetir as an\u00e1lises com os seus dados brutos, ela poder\u00e1 fazer e chegar aos mesmos resultados\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cTudo isso faz parte da metodologia. E \u00e9 isso que \u00e9 avaliado quando submetemos um artigo para publica\u00e7\u00e3o. Temos que deixar a metodologia muito expl\u00edcita no trabalho cient\u00edfico para que os revisores entendam quais foram os passos que seguimos, como executamos o trabalho e ent\u00e3o avaliar se a metodologia escolhida \u00e9 adequada ou n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h3><b>Desinforma\u00e7\u00e3o intencional<\/b><\/h3>\n<p>O rigor da ci\u00eancia, que faz com que somente as pesquisas mais s\u00e9rias e confi\u00e1veis cheguem \u00e0s revistas de maior credibilidade, \u00e9 algo com o qual os pesquisadores est\u00e3o habituados, mas o restante do p\u00fablico n\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente, as fake news competem pela aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico com as not\u00edcias sobre importantes pesquisas veiculadas nas mais respeitadas e rigorosas revistas cient\u00edficas do mundo. As motiva\u00e7\u00f5es dos respons\u00e1veis pela propaga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es mentirosas s\u00e3o v\u00e1rias, desde pura ingenuidade at\u00e9 interesses financeiros e pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Questionada sobre o impacto das not\u00edcias falsas, que distorcem ou at\u00e9 mesmo inventam pesquisas cient\u00edficas com o intuito de manipular o p\u00fablico, a Regina destaca o poder que elas t\u00eam de desinformar.<\/p>\n<p>\u201cAs fake news contribuem muito para a desinforma\u00e7\u00e3o e deseduca\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. \u00c9 abomin\u00e1vel, do ponto de vista \u00e9tico, divulgar alguma informa\u00e7\u00e3o com uma inten\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, que seja pol\u00edtica ou o que for\u201d, afirma ela.<\/p>\n<p>De acordo com ela, \u201c\u00e9 abomin\u00e1vel, porque uma popula\u00e7\u00e3o que tem uma educa\u00e7\u00e3o limitada em termos cient\u00edficos, n\u00e3o t\u00eam capacidade de discernir fake news de uma informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica s\u00f3lida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cE nesse ponto as redes sociais s\u00e3o muito perigosas porque, para o frequentador de redes sociais, tem o mesmo peso uma informa\u00e7\u00e3o de uma revista cient\u00edfica s\u00e9ria, de um cientista s\u00e9rio, e uma fake news\u201d conclui.<\/p>\n<p>Caio T\u00falio Costa, jornalista e co-fundador da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.torabit.com.br\/\">Torabit<\/a>, plataforma de monitoramento digital, explica que as not\u00edcias mentirosas existem h\u00e1 muito tempo, mas que agora, com as redes sociais, ganharam um alcance muito maior.<\/p>\n<p>\u201cIsso sempre aconteceu, a diferen\u00e7a \u00e9 que agora isso est\u00e1 acontecendo em escala industrial\u201d, afirma Caio T\u00falio. Agora voc\u00ea tem movimentos, em sua maioria pol\u00edticos, criando not\u00edcias falsas exatamente para fazer comunica\u00e7\u00f5es negativas em rela\u00e7\u00e3o a seus advers\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p>\u201cIsso se v\u00ea muito em campanhas eleitorais, vimos isso no Brexit, na campanha do Trump, na do Bolsonaro aqui no Brasil e vemos isso em determinados pa\u00edses da Europa\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cE essa \u00e9 a grande diferen\u00e7a, da\u00ed a necessidade cada vez mais premente das pessoas que trabalham com informa\u00e7\u00e3o tecnicamente confi\u00e1vel se empenharem em mostrar que aquela informa\u00e7\u00e3o \u00e9 confi\u00e1vel, que tem credibilidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea faz isso ou publicando essa informa\u00e7\u00e3o em ve\u00edculos que carreguem essa credibilidade, ou demonstrando de forma cabal que aquilo \u00e9 cr\u00edvel, que \u00e9 correto. Mas isso n\u00e3o elimina de forma alguma a possibilidade de uma informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, por mais checada e correta que ela \u00e9, ser distorcida, ser usada de forma errada ou tirada de contexto\u201d.<\/p>\n<h3><b>Responsabilidade do jornalismo<\/b><\/h3>\n<p>Erros de jornalistas e imprecis\u00f5es s\u00e3o utilizados com frequ\u00eancia por aqueles que querem se aproveitar da desconfian\u00e7a que parte do p\u00fablico tem com o jornalismo para espalhar not\u00edcias falsas.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo que aconte\u00e7a sem que haja inten\u00e7\u00e3o, o jornalismo n\u00e3o est\u00e1 imune de causar desinforma\u00e7\u00e3o, como explica o jornalista Caio T\u00falio.<\/p>\n<p>\u201cDe alguma forma o jornalismo tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 exato, \u00e9 muito f\u00e1cil encontrar informa\u00e7\u00f5es incompletas ou distorcidas, tamb\u00e9m no jornalismo. N\u00e3o estou dizendo que porque \u00e9 feito tecnicamente que est\u00e1 imune, ao contr\u00e1rio, se h\u00e1 uma profiss\u00e3o que vive no erro, \u00e9 o jornalismo, porque tudo \u00e9 apurado e publicado muito r\u00e1pido e sem tempo para checar direito\u201d.<\/p>\n<p>A geneticista Regina C\u00e9lia Mingroni Netto destaca que existem revistas cient\u00edficas com qualidades diferentes, com crit\u00e9rios mais ou menos rigorosos, e que o jornalismo precisa ter cuidado para n\u00e3o dar espa\u00e7o para pesquisas publicadas em ve\u00edculos question\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cO jornalista \u00e0s vezes tamb\u00e9m tem dificuldade de discernir entre o que \u00e9 um ve\u00edculo cient\u00edfico de informa\u00e7\u00e3o de qualidade e respeitabilidade cient\u00edfica de outros tipos de ve\u00edculos\u201d, afirma ela. \u201cMesmo dentro das revistas cient\u00edficas, elas n\u00e3o s\u00e3o todas iguais, algumas s\u00e3o consideradas mais respeit\u00e1veis do que outras por uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMuitos pesquisadores submetem um artigo a uma revista muito boa e de muita credibilidade, e esse artigo n\u00e3o tem a qualidade para aquela revista e \u00e9 rejeitado naquele ve\u00edculo e, no entanto, o pesquisador submete o mesmo artigo a outras revistas, de qualidade inferior, em que se publica sem muito rigor e o artigo \u00e9 aceito. E, \u00e0s vezes, um jornalista olha uma e olha outra e n\u00e3o sabe diferenciar a qualidade\u201d.<\/p>\n<p>O jornalismo precisa ser capaz de levar ao p\u00fablico informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas confi\u00e1veis, mas ao mesmo tempo, as not\u00edcias precisam estar em uma linguagem e apresentar exemplos que facilitem a compreens\u00e3o do p\u00fablico. Isso exige jogo de cintura do jornalista, que precisa saber simplificar sem cometer erros.<\/p>\n<p>Regina alerta que apesar da necessidade de se adequar o conte\u00fado das not\u00edcias para a compreens\u00e3o do p\u00fablico, \u00e9 necess\u00e1rio cautela.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes tentamos simplificar uma coisa para um p\u00fablico leigo, mas o risco da gente escorregar para o impreciso e para o errado \u00e9 muito grande\u201d, pondera. \u201cE, \u00e0s vezes, fazemos isso com boa inten\u00e7\u00e3o. Mas a pessoa pode entender algo diferente daquilo que voc\u00ea quis dizer. Por isso o jornalismo cient\u00edfico \u00e9 um desafio, porque exige o desenvolvimento da aptid\u00e3o de simplificar a complexa linguagem cient\u00edfica para o leigo e ao mesmo tempo evitar a imprecis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O jornalista Caio T\u00falio destaca que \u00e9 natural que o p\u00fablico fique confuso com not\u00edcias que apresentam pesquisas com resultados contradit\u00f3rios, por exemplo, estudos que dizem que o consumo de ovos fazem bem ou mal \u00e0 sa\u00fade. Mas para ele, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do jornalismo expor essas contradi\u00e7\u00f5es que fazem parte da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um problema com o qual a gente tem que conviver\u201d, afirma. \u201cPara a imprensa, a tarefa \u00e9 inclusive explicar o contradit\u00f3rio. \u00c9 explicar o contexto, o que cada pesquisa fez, onde queriam chegar, qual m\u00e9todo foi usado e explicar essas diferen\u00e7as. Mas temos que conviver com isso, voc\u00ea n\u00e3o vai conseguir eliminar isso de forma alguma. Isso faz parte da dan\u00e7a da vida humana, da competi\u00e7\u00e3o entre as universidades e entre os laborat\u00f3rios de pesquisa. N\u00e3o tem como deixar de lidar com isso, expor o contradit\u00f3rio e tentar entender essas contradi\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ci\u00eancia versus fake news: como diferenciar pesquisas s\u00e9rias de informa\u00e7\u00f5es mentirosas Especialistas explicam, de forma simplificada, como s\u00e3o feitas as<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-87170","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/87170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=87170"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/87170\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":87171,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/87170\/revisions\/87171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=87170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=87170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=87170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}