{"id":89733,"date":"2024-09-24T05:39:24","date_gmt":"2024-09-24T08:39:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=89733"},"modified":"2024-09-24T05:39:24","modified_gmt":"2024-09-24T08:39:24","slug":"precisamos-escolher-gestores-que-considerem-a-urgencia-da-questao-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=89733","title":{"rendered":"\u201cPrecisamos escolher gestores que considerem a urg\u00eancia da quest\u00e3o clim\u00e1tica\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>\u201cPrecisamos escolher gestores que considerem a urg\u00eancia da quest\u00e3o clim\u00e1tica\u201d<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para doutora em Meteorologia da USP, elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o oportunidade para pautar a necessidade de adaptar cidades aos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/priscila-lobregatte\/\">Priscila Lobregatte<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo portal Vermelho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post--image\"><img decoding=\"async\" class=\"lazy loaded\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/IMG_0009.webp\" data-src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/IMG_0009.webp\" data-was-processed=\"true\" \/>Joedson Alves\/Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<p>Problema alertado h\u00e1 d\u00e9cadas pelos cientistas, a crise ambiental est\u00e1 praticamente no n\u00edvel que costuma ser conhecido como \u201cponto de n\u00e3o retorno\u201d. Essa situa\u00e7\u00e3o coloca, em patamar de urg\u00eancia extrema, a necessidade de o poder p\u00fablico, o empresariado de todos os setores e a sociedade em geral se unirem para estancar esse processo em n\u00edvel global. Para isso, \u00e9 preciso rever as formas de produ\u00e7\u00e3o e de consumo; frear o desmatamento; investir na reconstitui\u00e7\u00e3o de florestas e aumentar a resili\u00eancia das cidades, al\u00e9m de proteger as popula\u00e7\u00f5es, sobretudo as mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s, pesquisadores, sentimos certa impot\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crise clim\u00e1tica, porque desde o final da d\u00e9cada de 1980 os cientistas do clima v\u00eam alertando sobre tend\u00eancias de aquecimento global e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, explica Ana Maria Pereira Nunes, doutora em Meteorologia pelo IAG (Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas) da USP e pesquisadora das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>No Brasil, soma-se a esse contexto mais geral o fato de que, especialmente nos anos mais recentes, sob o comando de Jair Bolsonaro (PL), o pa\u00eds sofreu um verdadeiro desmonte nas pol\u00edticas ambientais e nas estruturas de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o que aumentou o desmatamento, as queimadas e o poder do agroneg\u00f3cio e dos garimpeiros, al\u00e9m da invas\u00e3o de terras ind\u00edgenas \u2014 que historicamente s\u00e3o as mais bem preservadas.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2024\/09\/21\/lula-assina-decreto-endurecendo-punicoes-a-quem-provoca-incendios-nas-matas\/\">Lula assina decreto endurecendo puni\u00e7\u00f5es a quem provoca inc\u00eandios nas matas<\/a><\/p>\n<p>As dificuldades para se enfrentar a crise clim\u00e1tica s\u00e3o muitas e o tempo \u00e9 curto, mas a quest\u00e3o \u00e9 inescap\u00e1vel. N\u00e3o por acaso, o tema est\u00e1 presente na pauta das elei\u00e7\u00f5es municipais deste ano, talvez mais do que nunca. Iniciativas como bancadas clim\u00e1ticas de vereadores pelo Brasil e plataformas que indicam candidaturas comprometidas com a quest\u00e3o apontam para uma maior preocupa\u00e7\u00e3o com o tema.<\/p>\n<p>Por outro lado, tamb\u00e9m se proliferam candidaturas umbilicalmente ligadas \u00e0 extrema-direita, que costuma tratar o tema pela chave do negacionismo e como \u201cmimimi ambientalista\u201d. Por isso, tamb\u00e9m \u00e9 preciso que os eleitores estejam atentos e fa\u00e7am valer o seu direito de viver sob condi\u00e7\u00f5es ambientais dignas.<\/p>\n<p>Nesta entrevista ao\u00a0<strong>Portal<\/strong>\u00a0<strong>Vermelho<\/strong>, Ana Maria Pereira Nunes fala sobre o tema e sobre o que pode ser feito, especialmente no \u00e2mbito municipal, para enfrentar a crise atual.<\/p>\n<p><strong>Sem espa\u00e7o para o negacionismo<\/p>\n<p><\/strong>\u201cN\u00f3s, pesquisadores, sentimos uma certa impot\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crise clim\u00e1tica, porque desde o final da d\u00e9cada de 1980 os cientistas do clima v\u00eam alertando sobre tend\u00eancias de aquecimento global e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. E, ao inv\u00e9s de vermos as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias sendo tomadas, vemos o negacionismo desde aquela \u00e9poca e at\u00e9 os dias de hoje. No entanto, hoje n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para negacionismo: as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 chegaram e atualmente a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 vendo isso, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que os eventos extremos v\u00eam aumentando\u201d.<\/p>\n<p><strong>Como ocorre o aquecimento global<\/p>\n<p>\u201c<\/strong>A Terra constantemente busca equil\u00edbrio ao redistribuir o calor recebido da radia\u00e7\u00e3o solar. Fen\u00f4menos naturais, como nuvens, frentes frias e furac\u00f5es s\u00e3o essenciais para essa redistribui\u00e7\u00e3o. A radia\u00e7\u00e3o solar que a Terra recebe durante o dia \u00e9 parcialmente reemitida \u00e0 noite, mas alguns gases da atmosfera aprisionam parte dessa energia, criando o famoso efeito estufa. Muitas vezes ele \u00e9 tratado como vil\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica atual, mas esse efeito \u00e9 natural e vital, pois mant\u00e9m as temperaturas habit\u00e1veis na Terra. Por\u00e9m, o aumento dos gases do efeito estufa desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial tem intensificado o aprisionamento da radia\u00e7\u00e3o no sistema terrestre, aumentando as temperaturas m\u00e9dias a n\u00edvel global.<\/p>\n<p>Com mais calor aprisionado, a redistribui\u00e7\u00e3o de energia est\u00e1 se tornando mais vigorosa e resultando em eventos clim\u00e1ticos extremos: ondas de calor cada vez mais frequentes, surgimento de zonas \u00e1ridas (raros registros de chuva), tempestades vigorosas, chuvas torrenciais, secas prolongadas, etc.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, temos a variabilidade clim\u00e1tica natural, que nada mais \u00e9 do que os ciclos com per\u00edodos conhecidos, que ocorrem em diversas escalas. Por exemplo, os famosos El Ni\u00f1o\/La Ni\u00f1a. O que temos observado \u00e9 uma soma de efeitos, na qual o aquecimento global intensifica os efeitos naturais\u201d.<\/p>\n<p><strong>O avan\u00e7o da fronteira agr\u00edcola<\/p>\n<p><\/strong>\u201cO avan\u00e7o da fronteira agr\u00edcola via desmatamento e queimadas acelera as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A Amaz\u00f4nia \u00e9 a grande respons\u00e1vel pelo suporte de umidade para o Sudeste do pa\u00eds, regi\u00e3o com maior densidade populacional e maior economia. A floresta recebe a umidade do oceano, utiliza para a sua pr\u00f3pria precipita\u00e7\u00e3o e ent\u00e3o \u2018recicla\u2019 essa umidade de volta para a atmosfera atrav\u00e9s da evapotranspira\u00e7\u00e3o (evapora\u00e7\u00e3o das superf\u00edcies somada \u00e0 transpira\u00e7\u00e3o das plantas). Essa umidade reciclada pela floresta \u00e9 distribu\u00edda para outras regi\u00f5es atrav\u00e9s de corredores atmosf\u00e9ricos de umidade conhecidos como \u2018rios voadores\u2019.<\/p>\n<p>Quando mudamos a cobertura e o uso do solo, estamos influenciando diretamente nesta din\u00e2mica, al\u00e9m de outras implica\u00e7\u00f5es no sequestro de carbono, na qualidade do ar, no aumento das temperaturas e das emiss\u00f5es dos gases de efeito estufa e etc. Quando a vegeta\u00e7\u00e3o original \u00e9 substitu\u00edda pela agricultura ou pecu\u00e1ria, ainda devemos considerar outros agravantes como a emiss\u00e3o dos gases do efeito estufa relacionados ao uso de fertilizantes, emiss\u00f5es de metano do gado, empobrecimento do solo atrav\u00e9s das culturas permanentes e perda de capacidade de armazenamento de \u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p><strong>Rea\u00e7\u00e3o em cadeia<\/p>\n<p><\/strong>\u201c\u00c9 f\u00e1cil perceber como tudo isso impacta na sociedade, causando uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia no sistema p\u00fablico de sa\u00fade, infraestrutura e economia. Temperaturas mais altas proliferam mosquitos transmissores de doen\u00e7as causando epidemias (dengue, por exemplo), altos \u00edndices de polui\u00e7\u00e3o e baixa umidade relativa do ar elevam casos de interna\u00e7\u00e3o por doen\u00e7as respirat\u00f3rias, milhares de mortes por ano devido \u00e0s ondas de calor, crises h\u00eddricas e de energia, elevado n\u00famero de mortes, perdas econ\u00f4micas e migra\u00e7\u00e3o em massa devido \u00e0s enchentes e inunda\u00e7\u00f5es causadas por tempestades vigorosas e chuvas torrenciais, colapso dos ecossistemas com perda da biodiversidade, extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies\u2026<\/p>\n<p>A lista de consequ\u00eancias no curto, m\u00e9dio e longo prazo \u00e9 praticamente intermin\u00e1vel, destacando ainda o agravamento de crises sociais, uma vez que dada a desigualdade social existem popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis aos impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas do que outras\u201d.<\/p>\n<p><strong>Dificuldade em avan\u00e7ar nas pol\u00edticas de mitiga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><\/strong>\u201cA dificuldade em se avan\u00e7ar nas pol\u00edticas de mitiga\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica envolve muitos aspectos, mas vale destacar alguns pontos-chave, tais como interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos, que geram descontinuidade de pol\u00edticas p\u00fablicas, al\u00e9m do baixo investimento em pesquisa, ci\u00eancia e inova\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Isso tem feito com que o Brasil dependa fortemente de setores como o agroneg\u00f3cio e a minera\u00e7\u00e3o, que entram em conflito direto com pol\u00edticas ambientais mais restritivas.<\/p>\n<p>Aliado a isso, enquanto cientistas, temos lutado contra as fake news relacionadas ao clima, que infelizmente s\u00e3o um obst\u00e1culo significativo para a conscientiza\u00e7\u00e3o e o avan\u00e7o de a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Elas distorcem dados cient\u00edficos, minimizam os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ou at\u00e9 negam a exist\u00eancia do fen\u00f4meno, muitas vezes impulsionadas por interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos. Essas desinforma\u00e7\u00f5es confundem o p\u00fablico, criando d\u00favidas sobre a legitimidade das pol\u00edticas clim\u00e1ticas e minando a urg\u00eancia das medidas necess\u00e1rias. Redes sociais amplificam esse conte\u00fado, polarizando o debate e retardando a\u00e7\u00f5es que poderiam mitigar impactos clim\u00e1ticos e adaptar cidades e ecossistemas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Desafios colocados para as administra\u00e7\u00f5es municipais<\/p>\n<p><\/strong>\u201cAs administra\u00e7\u00f5es municipais precisam, com urg\u00eancia, planejar a adapta\u00e7\u00e3o das cidades para os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como ondas de calor, inunda\u00e7\u00f5es e secas, enquanto enfrentam a resist\u00eancia popular gerada pela desinforma\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o Brasil enfrenta barreiras estruturais e pol\u00edticas, como a falta de recursos e a aus\u00eancia de integra\u00e7\u00e3o entre pol\u00edticas federais, estaduais e municipais. Isso torna dif\u00edcil a implementa\u00e7\u00e3o de medidas abrangentes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m precisamos escolher bons gestores, que considerem a urg\u00eancia da quest\u00e3o clim\u00e1tica. Tomemos como exemplo o ocorrido no Rio Grande do Sul em maio: n\u00e3o adianta deixar de investir previamente na \u00e1rea ambiental e ter que tratar o problema depois. Devemos optar por gestores com uma boa vis\u00e3o sobre isso, mesmo porque algumas perdas s\u00e3o irrepar\u00e1veis, especialmente a perda de vidas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Planos para a crise<\/p>\n<p><\/strong>\u201cDiante da inevitabilidade dos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos extremos cada vez mais frequentes, devemos exigir que os munic\u00edpios estudem e implementem com urg\u00eancia planos de conting\u00eancia\/emerg\u00eancia em caso de desastres, independentemente do vi\u00e9s partid\u00e1rio que esteja no poder.<\/p>\n<p>Outra urg\u00eancia \u00e9 a destina\u00e7\u00e3o correta dos res\u00edduos s\u00f3lidos, pol\u00edticas de incentivo \u00e0 reciclagem e valoriza\u00e7\u00e3o dos coletores de materiais recicl\u00e1veis, al\u00e9m do incentivo e orienta\u00e7\u00e3o a pr\u00e1ticas que gerem menos res\u00edduos. N\u00e3o podemos continuar produzindo lixo para sempre, ainda mais neste ritmo. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, especialmente a mais vulner\u00e1vel, com moradias dignas em \u00e1reas seguras; melhorar e amplia\u00e7\u00e3o o transporte p\u00fablico, de maneira a incentivar as pessoas a utilizarem menos carro.<\/p>\n<p>Igualmente importante \u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o e o incentivo ao uso de energias limpas e renov\u00e1veis, o planejamento urbano com aumento de \u00e1reas verdes, hortas comunit\u00e1rias, parques e \u00e1reas preservadas. Outro grande desafio \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de financiamento para esses projetos, considerando que muitas prefeituras possuem or\u00e7amentos limitados. Os gestores municipais precisam tamb\u00e9m lidar com a falta de apoio t\u00e9cnico para a elabora\u00e7\u00e3o de planos de a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica eficientes e a press\u00e3o para conciliar desenvolvimento urbano com sustentabilidade\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">Autor<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/priscila-lobregatte\/\">Priscila Lobregatte<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPrecisamos escolher gestores que considerem a urg\u00eancia da quest\u00e3o clim\u00e1tica\u201d &nbsp; Para doutora em Meteorologia da USP, elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o oportunidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-89733","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/89733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=89733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/89733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89734,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/89733\/revisions\/89734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=89733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=89733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=89733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}