{"id":95526,"date":"2025-09-05T07:58:31","date_gmt":"2025-09-05T10:58:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=95526"},"modified":"2025-09-05T07:58:31","modified_gmt":"2025-09-05T10:58:31","slug":"investimento-chines-no-brasil-cresce-113-e-chega-a-us-418-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=95526","title":{"rendered":"Investimento chin\u00eas no Brasil cresce 113% e chega a US$ 4,18 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>Investimento chin\u00eas no Brasil cresce 113% e chega a US$ 4,18 bilh\u00f5es<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pa\u00eds foi o terceiro maior destino global de capital da China em 2024, com 39 projetos em 14 estados, destaque para energia, petr\u00f3leo e ind\u00fastria automotiva<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/lucas-toth\/\">Lucas Toth<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo Portal Vermelho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post--image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Captura-de-Tela-2025-01-17-as-18.13.01.png\" \/>Carros el\u00e9tricos BYD esperando para serem carregados em um navio no Porto de Taicang em Suzhou, China.<\/div>\n<p>O Brasil se consolidou em 2024 como um dos principais polos globais de investimento chin\u00eas, atraindo US$ 4,18 bilh\u00f5es, cerca de R$ 22 bilh\u00f5es, em aportes produtivos.<\/p>\n<p>O volume representa um crescimento de 113% em rela\u00e7\u00e3o a 2023 e colocou o pa\u00eds na terceira posi\u00e7\u00e3o mundial entre os destinos de capital de Pequim, atr\u00e1s apenas de Reino Unido e Hungria, segundo levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).<\/p>\n<p>Foram 39 projetos executados, o maior n\u00famero registrado desde 2010, com destaque para os setores de energia, petr\u00f3leo e ind\u00fastria automotiva.<\/p>\n<p>O estudo do CEBC mostra que o Brasil foi a economia emergente que mais atraiu investimentos chineses no \u00faltimo ano, consolidando-se como destino preferencial fora da Europa.<\/p>\n<p>Esse avan\u00e7o contrasta com a retra\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos, onde os aportes da China ca\u00edram para apenas US$ 2,2 bilh\u00f5es em 2024, valor inferior ao aplicado no Brasil.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos seguem como a maior fonte de investimento estrangeiro no Brasil, com US$ 8,5 bilh\u00f5es d\u00f3lares em 2024, cerca de R$ 44 bilh\u00f5es. J\u00e1 a China, apesar de ainda atr\u00e1s no volume, apresentou a maior taxa de crescimento entre os principais parceiros, o que evidencia uma mudan\u00e7a de tend\u00eancia.<\/p>\n<p>Os aportes de Pequim tamb\u00e9m ganharam diversifica\u00e7\u00e3o setorial e regional, superando o perfil dos anos anteriores, quando estavam concentrados em megaprojetos de petr\u00f3leo e linhas de transmiss\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>Agora, al\u00e9m de novos parques de energia renov\u00e1vel e empreendimentos de petr\u00f3leo, surgiram investimentos em f\u00e1bricas de ve\u00edculos el\u00e9tricos, empresas de tecnologia e servi\u00e7os como entregas por aplicativo. O movimento refor\u00e7a a estrat\u00e9gia chinesa de consolidar presen\u00e7a no Sul Global em meio \u00e0 guerra tarif\u00e1ria imposta por Donald Trump.<\/p>\n<p><strong>Interioriza\u00e7\u00e3o dos investimentos e novos estados contemplados<\/strong><\/p>\n<p>Um dos aspectos destacados pelo levantamento foi a interioriza\u00e7\u00e3o dos projetos chineses. Em 2024, aportes chegaram a 14 dos 26 estados brasileiros, n\u00famero in\u00e9dito desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Cinco unidades federativas \u2013 Paran\u00e1, Amazonas, Rio de Janeiro, Tocantins e Maranh\u00e3o \u2013 passaram a integrar a lista de destinos de capital chin\u00eas, que antes se restringia a um n\u00facleo mais limitado.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o reflete o interesse em diversificar a presen\u00e7a territorial e aproveitar vantagens locais, como disponibilidade de energia, incentivos fiscais e acesso a mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n<p>Ainda assim, a concentra\u00e7\u00e3o no Sudeste persiste. S\u00e3o Paulo lidera com 15 projetos, seguido por Minas Gerais (6), enquanto Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul registraram 4 empreendimentos cada. Entre os exemplos, destacam-se o Complexo Solar Panati, no Cear\u00e1, da estatal chinesa Spic, e uma mineradora no Amazonas, que simbolizam a amplitude geogr\u00e1fica da nova onda de investimentos. A consolida\u00e7\u00e3o desses empreendimentos em estados tradicionalmente fora do radar de grandes aportes internacionais amplia a disputa por infraestrutura e incentivos entre governos regionais.<\/p>\n<p><strong>Energia, petr\u00f3leo e carros el\u00e9tricos concentram os aportes<\/strong><\/p>\n<p>O setor el\u00e9trico concentrou a maior fatia dos recursos, com US$ 1,43 bilh\u00e3o (34% do total). Em seguida, o petr\u00f3leo absorveu US$ 1 bilh\u00e3o (25%), refor\u00e7ando a presen\u00e7a chinesa em \u00e1reas estrat\u00e9gicas da matriz energ\u00e9tica brasileira.<\/p>\n<p>O terceiro setor em destaque foi o automotivo, que recebeu cerca de 15% dos aportes, impulsionado pela chegada de gigantes como a BYD, na Bahia, e a GWM, em S\u00e3o Paulo, que adaptaram antigas f\u00e1bricas para a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos eletrificados.<\/p>\n<p>A ofensiva automotiva se insere em um mercado em transforma\u00e7\u00e3o. Hoje j\u00e1 operam no Brasil pelo menos oito montadoras chinesas, e outras tr\u00eas \u2014 Leapmotor, MG e Wuling \u2014 devem desembarcar at\u00e9 o fim de 2025.<\/p>\n<p>Essas empresas iniciaram a entrada com importa\u00e7\u00f5es, mas agora avan\u00e7am para a produ\u00e7\u00e3o local, apoiadas em incentivos fiscais e em estrat\u00e9gias para enfrentar a concorr\u00eancia de outras marcas chinesas que rapidamente conquistaram espa\u00e7o no pa\u00eds. O movimento refor\u00e7a a disputa pelo emergente setor de mobilidade el\u00e9trica na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>Potencial, limites e cr\u00edticas do modelo<\/strong><\/p>\n<p>O crescimento dos investimentos foi saudado pelo governo brasileiro. Para o secret\u00e1rio de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Uallace Moreira, a entrada da China promove um \u201cchoque de competitividade\u201d para a ind\u00fastria nacional.<\/p>\n<p>Ele alertou, por\u00e9m, que muitas montadoras ainda dependem da importa\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as da matriz, o que gera menos empregos e reduz os efeitos multiplicadores na economia. A cr\u00edtica remete ao desafio de internalizar cadeias produtivas, ponto central para que os aportes se convertam em ganhos duradouros para a ind\u00fastria brasileira.<\/p>\n<p>As dificuldades n\u00e3o se restringem \u00e0 integra\u00e7\u00e3o produtiva. O pr\u00f3prio CEBC destaca que empresas chinesas enfrentam entraves no sistema tribut\u00e1rio, custos elevados e uma legisla\u00e7\u00e3o trabalhista mais rigorosa do que em outros pa\u00edses.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">Autor<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/lucas-toth\/\">Lucas Toth<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investimento chin\u00eas no Brasil cresce 113% e chega a US$ 4,18 bilh\u00f5es &nbsp; Pa\u00eds foi o terceiro maior destino global<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-95526","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=95526"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95526\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95527,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95526\/revisions\/95527"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=95526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=95526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=95526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}