{"id":95915,"date":"2025-10-03T06:56:44","date_gmt":"2025-10-03T09:56:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=95915"},"modified":"2025-10-03T06:56:44","modified_gmt":"2025-10-03T09:56:44","slug":"renda-do-trabalho-puxa-queda-na-desigualdade-que-atinge-menor-nivel-historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=95915","title":{"rendered":"Renda do trabalho puxa queda na desigualdade, que atinge menor n\u00edvel hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>Renda do trabalho puxa queda na desigualdade, que atinge menor n\u00edvel hist\u00f3rico<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pobreza cai de 31% para 19% nas regi\u00f5es metropolitanas \u2014 ou 9,5 milh\u00f5es de pessoas a menos. Com isso, \u00edndice de Gini, que mede a desigualdade, diminui de 0,565 para 0,534<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/priscila-lobregatte\/\">Priscila Lobregatte<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo Portal Vermelho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post--image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/TRABALHO_Rafa-Neddermeyer_Agencia-Brasil.jpg\" \/>Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<p>Nos \u00faltimos cinco anos, o Brasil experimentou uma importante queda na pobreza, de 31,1% para 19,4%, no conjunto das regi\u00f5es metropolitanas, puxada especialmente pela renda do trabalho e, tamb\u00e9m, pela queda no desemprego. Com isso, 9,5 milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram dessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tal cen\u00e1rio contribuiu para a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade social que, no entanto, ainda \u00e9 alta: a renda da fatia mais rica da popula\u00e7\u00e3o, que era 19,2 vezes maior que a da mais pobre em 2021, passou a ser de 15,5 vezes em 2024.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte do boletim \u201cDesigualdade nas Metr\u00f3poles\u201d, produzido em parceria pelo INCT Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles, a PUC-RS Data Social\u00a0e a Rede de Observat\u00f3rios da D\u00edvida Social na Am\u00e9rica Latina (RedOdsal). A an\u00e1lise levou em considera\u00e7\u00e3o as 22 principais \u00e1reas metropolitanas do pa\u00eds, de acordo com as defini\u00e7\u00f5es do IBGE.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2025\/09\/30\/desemprego-fica-em-56-e-segue-no-menor-nivel-historico-revela-ibge\/\">Desemprego fica em 5,6% e segue no menor n\u00edvel hist\u00f3rico, revela IBGE<\/a><\/p>\n<p>Para verificar a queda da desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de renda, o estudo usou o \u00cdndice de Gini, tradicionalmente aplicado para esse tipo de aferi\u00e7\u00e3o. De acordo com essa escala, quanto mais pr\u00f3ximo de zero, menor \u00e9 a desigualdade e quanto mais perto de 1, maior a concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso das regi\u00f5es metropolitanas \u2014 que concentram cerca de 40% da popula\u00e7\u00e3o, ou 80 milh\u00f5es de pessoas \u2014, no per\u00edodo de 2021 a 2024, esse \u00edndice caiu de 0,565 para 0,534, o menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Esse patamar superou o de 2015, quando ficou em 0,539, at\u00e9 ent\u00e3o o menor n\u00edvel de desigualdade desde 2012.<\/p>\n<p>Importante ressaltar que somente entre 2023 e 2024, o coeficiente de Gini passou de 0,550 para 0,534. A rela\u00e7\u00e3o entre a renda dos mais pobres e a dos mais ricos mudou, ent\u00e3o, de 17,1 vezes para 15,5 vezes. Conforme o levantamento, as regi\u00f5es metropolitanas que n\u00e3o tiveram redu\u00e7\u00e3o na desigualdade foram as de Curitiba, Florian\u00f3polis, Grande S\u00e3o Lu\u00eds e Vale do Rio Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p>Por outro lado, a compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses mostra que o Brasil ainda tem um longo e tortuoso caminho a trilhar para alcan\u00e7ar a igualdade. Pa\u00edses como Isl\u00e2ndia, B\u00e9lgica e Eslov\u00e1quia, por exemplo, figuram entre os melhores \u00edndices, em torno de 0,25.<\/p>\n<p><strong>Renda do trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Programas de distribui\u00e7\u00e3o de renda, como o Bolsa Fam\u00edlia, t\u00eam impacto na redu\u00e7\u00e3o da pobreza e da desigualdade. Mas, na avalia\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, foi o aumento da renda, resultante especialmente da cont\u00ednua valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, o que mais contribuiu para isso.<\/p>\n<p>\u201cO principal fator explicativo dessa tend\u00eancia de queda das desigualdades \u00e9 a renda do trabalho, que no per\u00edodo cresceu proporcionalmente mais para os mais pobres\u201d, explica Juciano Rodrigues, professor do IPPUR\/UFRJ, pesquisador do INCT Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles e um dos respons\u00e1veis pelo estudo.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de 2022 para 2023 marcou uma leve alta na desigualdade o que, de acordo com os pesquisadores, \u00e9 reflexo de infla\u00e7\u00e3o elevada, juros altos e crescimento econ\u00f4mico moderado, o que penalizou principalmente os mais pobres. \u201cJ\u00e1 em 2024, a combina\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o sob controle e mercado de trabalho mais aquecido voltou a favorecer a base da pir\u00e2mide\u201d, argumenta Andr\u00e9 Salata, professor da PUC-RS e coordenador do PUC-RS Data Social.<\/p>\n<p>De acordo com o boletim, considerando o conjunto das regi\u00f5es metropolitanas, a m\u00e9dia de renda atingiu o maior valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica pela segunda vez consecutiva, chegando a R$ 2.475 em 2024. \u201cPara os estratos dos 40% de menor renda e dos 50% intermedi\u00e1rios, em 2024 se registraram as maiores varia\u00e7\u00f5es de rendimento durante toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica\u201d, diz o levantamento.<\/p>\n<p><strong>Pobreza e extrema pobreza<\/strong><\/p>\n<p>Ao analisar o \u00edndice de pobreza, o estudo indica um aumento bastante sens\u00edvel no per\u00edodo da pandemia, quando saltou de 26,5% (22 milh\u00f5es de pessoas) em 2020 para 31,1% (26 milh\u00f5es) em 2021 nas regi\u00f5es metropolitanas. \u201cA partir de 2022 passou a ocorrer redu\u00e7\u00e3o e a taxa de pobreza chegou a 19,4% em 2024, correspondente a 16,5 milh\u00f5es de pessoas, o menor patamar durante toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica\u201d, aponta.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria da extrema pobreza foi semelhante: saltou entre 2020 e 2021, chegando a 6,8%, correspondente a 5,7 milh\u00f5es de pessoas das metr\u00f3poles brasileiras. \u201cEsse valor foi mais do que o dobro registrado<br \/>\nsete anos antes\u201d, explica o estudo. Depois, houve uma redu\u00e7\u00e3o expressiva da taxa de extrema pobreza, chegando a 3,3% em 2024.<\/p>\n<p>Para este ano, a perspectiva \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio positivo, mas em ritmo mais lento. \u201cA continuidade da valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio-m\u00ednimo e o controle da infla\u00e7\u00e3o aparecem como fatores-chave, ao passo que os juros elevados podem limitar a gera\u00e7\u00e3o de empregos e ampliar a concentra\u00e7\u00e3o de renda\u201d, pontua o boletim.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">Autor<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/priscila-lobregatte\/\">Priscila Lobregatte<\/a><\/p>\n<div class=\"post-content--author-biography\">Jornalista<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renda do trabalho puxa queda na desigualdade, que atinge menor n\u00edvel hist\u00f3rico &nbsp; Pobreza cai de 31% para 19% nas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-95915","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95915","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=95915"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95916,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/95915\/revisions\/95916"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=95915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=95915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=95915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}