{"id":96407,"date":"2025-11-17T07:06:03","date_gmt":"2025-11-17T10:06:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=96407"},"modified":"2025-11-17T07:06:03","modified_gmt":"2025-11-17T10:06:03","slug":"um-em-cada-tres-negros-sofre-preconceito-no-comercio-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=96407","title":{"rendered":"Um em cada tr\u00eas negros sofre preconceito no com\u00e9rcio, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>Um em cada tr\u00eas negros sofre preconceito no com\u00e9rcio, diz pesquisa<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Institutos DataRa\u00e7a e Akatu ouviram mais de mil pessoas negras e constataram que os jovens e as pessoas de classes mais baixas s\u00e3o os mais afetados pela discrimina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/priscila-lobregatte\/\">Priscila Lobregatte<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo Portal Vermelho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post--image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/racismo_Tania-Rego_Agencia-Brasil.jpg\" \/>Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<p>Mesmo correspondendo a mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira (55%) e respondendo por uma alta movimenta\u00e7\u00e3o na economia brasileira, estimada em R$ 2 trilh\u00f5es anuais, a popula\u00e7\u00e3o negra ainda \u00e9 fortemente vitimada pelo racismo em estabelecimentos principalmente de com\u00e9rcio e servi\u00e7os, com um em cada tr\u00eas dizendo j\u00e1 ter passado por situa\u00e7\u00f5es dessa natureza no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>\u00c9 o que revela pesquisa feita pelos institutos DataRa\u00e7a e Akatu, divulgada nesta semana. Ao todo, 34,8% relataram sofrer preconceito \u2014 contra quase 60% que disseram n\u00e3o ter sofrido e pouco mais de 5% que n\u00e3o souberam ou quiseram dizer.<\/p>\n<p>As situa\u00e7\u00f5es vivenciadas s\u00e3o, na grande maioria das vezes (72%), sutis ou camuflados, revelando, conforme o estudo, um \u201cpadr\u00e3o silencioso e persistente\u201d. S\u00e3o exemplos os de vendedores que seguem um cliente negro pela loja ou de seguran\u00e7as que os vigiam \u2014 situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis de serem comprovadas e denunciadas e, muitas vezes, resultantes de comportamento sutis.<\/p>\n<p>De acordo com as respostas colhidas pelos institutos, os jovens negros (48,5%) s\u00e3o os mais afetados. A regi\u00e3o Sul (55%) apresenta os maiores \u00edndices de discrimina\u00e7\u00e3o e as classes mais baixas (C: 37,5% e D: 37%) s\u00e3o as que mais sentem o preconceito ao tentar acessar produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cO dado rompe o mito de que o racismo se limita \u00e0s esferas institucionais: ele se manifesta nas rela\u00e7\u00f5es cotidianas entre cliente e marca\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2025\/10\/06\/racismo-comeca-no-berco-e-ja-marca-a-vida-de-milhoes-de-criancas\/\">Racismo come\u00e7a no ber\u00e7o e j\u00e1 marca a vida de milh\u00f5es de crian\u00e7as<\/a><\/p>\n<p>Quanto aos locais em que essas situa\u00e7\u00f5es mais se manifestam, os de servi\u00e7os p\u00fablicos t\u00eam menor \u00edndice do que os de com\u00e9rcio. As lojas de roupas, cal\u00e7ados, perfumaria ou acess\u00f3rios lideram com quase 25%, seguidas dos shoppings, com 17%, e supermercado, com 16,8%. Bem mais abaixo v\u00eam os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, com 5,5%.<\/p>\n<p>\u201cOs dados mostram que o consumo \u00e9 um territ\u00f3rio de exclus\u00e3o simb\u00f3lica: o corpo negro ainda \u00e9 tratado como suspeito ou deslocado nos espa\u00e7os com maior visibilidade\u201d, argumenta o estudo.<\/p>\n<p>Outra informa\u00e7\u00e3o importante diz respeito ao \u00cdndice de Barreiras \u00e0 Inclus\u00e3o Racial no Consumo, que mostra o quanto pessoas negras sentem que ainda enfrentam obst\u00e1culos para serem tratadas com respeito, representadas e reconhecidas como consumidoras no Brasil.<\/p>\n<p>De acordo com a medi\u00e7\u00e3o, esse indicador est\u00e1 em quase 60 \u2014 conforme a pesquisa, quanto maior o n\u00famero, maior a sensa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o e desigualdade racial nas rela\u00e7\u00f5es de consumo.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m mediu o \u00cdndice de Etnocentrismo Racial no Consumo, que aponta o quanto a identidade racial influencia as escolhas de compra das pessoas negras. Neste caso, usando o mesmo tipo de escala de zero a 100, o \u00edndice ficou em 36,5.<\/p>\n<p><strong>Racismo exposto<\/strong><\/p>\n<p>Embora especialmente focado em \u201crevelar oportunidades de neg\u00f3cio, inova\u00e7\u00e3o e reputa\u00e7\u00e3o corporativa\u201d\u2014 conforme descreve em seu objetivo principal \u2014, o levantamento acaba por refor\u00e7ar a percep\u00e7\u00e3o geral sobre as v\u00e1rias facetas do preconceito racial, para al\u00e9m do mundo do com\u00e9rcio e dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cA viol\u00eancia policial e a discrimina\u00e7\u00e3o no trabalho s\u00e3o os principais problemas raciais percebidos pela popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil, mas poucos acreditam poder influenciar essa realidade\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais:\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2025\/05\/20\/estudo-mostra-que-84-dos-pretos-ja-sofreram-discriminacao-racial-no-brasil\/\">Estudo mostra que 84% dos pretos j\u00e1 sofreram discrimina\u00e7\u00e3o racial no Brasil<\/a><\/p>\n<p>Os n\u00fameros demonstram o qu\u00e3o alarmante \u00e9 essa realidade. A viol\u00eancia policial contra a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 apontada como de gravidade muito s\u00e9ria para o Brasil, com 73% das respostas, e como de gravidade pessoal muito s\u00e9ria em 70%. A possibilidade de se ter muita influ\u00eancia na mudan\u00e7a dessa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 admitida por apenas 22%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a falta de oportunidades para a popula\u00e7\u00e3o negra e a discrimina\u00e7\u00e3o no emprego por cor\/ra\u00e7a \u00e9 vista como de gravidade muito s\u00e9ria para o Brasil em 65% das respostas e de gravidade pessoal muito s\u00e9ria em 60% \u2014 e tamb\u00e9m \u00e9 baixo o \u00edndice dos que avaliam poder incidir na transforma\u00e7\u00e3o dessa realidade: 21%.<\/p>\n<p>Desdobrando esses dados, tem-se que a aus\u00eancia de oportunidades preocupa principalmente mulheres (73%), jovens (76%), moradores do Sul (78%) e pessoas que j\u00e1 sofreram discrimina\u00e7\u00e3o (77%), sendo percebida como um problema pessoal por 63% da classe D\/E.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia policial \u00e9 vista como muito s\u00e9ria por 77% das mulheres, por quase 90% dos sulistas, 83% dos jovens e 80% dos que j\u00e1 sofreram discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses aspectos, a percep\u00e7\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o no consumo como problema nacional \u00e9 especialmente alta entre mulheres (66%), jovens de 18 a 24 anos (74%) e pessoas que j\u00e1 vivenciaram discrimina\u00e7\u00e3o (73,5%).<\/p>\n<p>Como conclus\u00e3o, o estudo argumenta que o consumidor negro \u201creconhece que marcas t\u00eam responsabilidade em temas de consumo e inclus\u00e3o, mas n\u00e3o delega a elas a miss\u00e3o de<br \/>\ncorrigir desigualdades estruturais, atribui\u00e7\u00e3o que permanece na esfera p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa foi realizada em outubro, com mil pessoas negras \u2014 contemplando amostra representativa da popula\u00e7\u00e3o brasileira adulta negra \u2014 e foi feita de maneira online. O n\u00edvel de confian\u00e7a \u00e9 de 95% e a margem de erro de 3,1 ponto percentual.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">Autor<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/priscila-lobregatte\/\">Priscila Lobregatte<\/a><\/p>\n<div class=\"post-content--author-biography\">Jornalista<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um em cada tr\u00eas negros sofre preconceito no com\u00e9rcio, diz pesquisa &nbsp; Institutos DataRa\u00e7a e Akatu ouviram mais de mil<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-96407","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96407","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=96407"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96407\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96408,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96407\/revisions\/96408"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=96407"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=96407"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=96407"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}