{"id":96503,"date":"2025-11-28T09:16:47","date_gmt":"2025-11-28T12:16:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=96503"},"modified":"2025-11-28T09:16:47","modified_gmt":"2025-11-28T12:16:47","slug":"datasenado-37-milhoes-de-mulheres-sofreram-violencia-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=96503","title":{"rendered":"DataSenado: 3,7 milh\u00f5es de mulheres sofreram viol\u00eancia em um ano"},"content":{"rendered":"<header class=\"single-header\">\n<h1 class=\"post-title single-post-title\">DataSenado: 3,7 milh\u00f5es de mulheres sofreram viol\u00eancia em um ano<\/h1>\n<h2 class=\"single-post-subtitle\">Em 71% dos casos, houve testemunhas nas agress\u00f5es. Companheiros seguem como principais agressores, e o machismo registrou avan\u00e7o, aponta levantamento<\/h2>\n<p class=\"single-post-datetime\">Publicado pelo site do PT<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"single-post-main-content\">\n<div class=\"post-image\">\n<div class=\"credito_imagem\">Senado Federal<\/div>\n<div class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"post-image-link\" href=\"https:\/\/pt.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pesquisa-nacionalde-violencia-contra-a-mulher-divulgacao-senado-1.jpg\" data-rel=\"penci-gallery-image-content\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" src=\"https:\/\/pt.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pesquisa-nacionalde-violencia-contra-a-mulher-divulgacao-senado-1.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" srcset=\"https:\/\/pt.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pesquisa-nacionalde-violencia-contra-a-mulher-divulgacao-senado-1.jpg 750w, https:\/\/pt.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pesquisa-nacionalde-violencia-contra-a-mulher-divulgacao-senado-1-374x249.jpg 374w, https:\/\/pt.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pesquisa-nacionalde-violencia-contra-a-mulher-divulgacao-senado-1-585x390.jpg 585w\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">H\u00e1 20 anos a pesquisa desempenha papel estrat\u00e9gico no monitoramento e no combate \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p data-start=\"253\" data-end=\"550\">O Instituto de Pesquisa DataSenado, em parceria com o Observat\u00f3rio da Mulher contra a Viol\u00eancia, lan\u00e7ou nesta quinta-feira (27) a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.senado.leg.br\/institucional\/datasenado\/relatorio_online\/pesquisa_violencia_domestica\/2025\/interativo.html\">11\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa Nacional de Viol\u00eancia contra a Mulher<\/a>. A divulga\u00e7\u00e3o ocorre no \u00e2mbito da campanha\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.org.br\/comeca-a-campanha-21-dias-de-ativismo-pelo-fim-da-violencia-contra-mulheres-3\/\">\u201c21 Dias de Ativismo pelo Fim da Viol\u00eancia contra as Mulheres\u201d<\/a>.<\/p>\n<p data-start=\"552\" data-end=\"1019\">Realizada desde 2005, a edi\u00e7\u00e3o deste ano entrevistou 21.641 mulheres de 16 anos ou mais em todo o territ\u00f3rio nacional, no per\u00edodo de 16\/5 a 8\/7\/2025. Tamb\u00e9m participaram 107 mulheres trans, que responderam a um question\u00e1rio espec\u00edfico sobre suas viv\u00eancias. Houve, ainda, amplia\u00e7\u00e3o na metodologia, incorporando campos como viol\u00eancia digital, indicadores de viv\u00eancia, impacto emocional, presen\u00e7a de testemunhas e recortes como mulheres trans e mulheres com defici\u00eancia.<\/p>\n<p data-start=\"1021\" data-end=\"1238\">A pesquisa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.senado.leg.br\/institucional\/datasenado\/relatorio_online\/pesquisa_violencia_domestica\/2025\/interativo.html#principais-resultados\">revelou que 3,7 milh\u00f5es de brasileiras<\/a>\u00a0sofreram viol\u00eancia dom\u00e9stica nos \u00faltimos 12 meses. Em 71% dos casos, a agress\u00e3o ocorreu na presen\u00e7a de outras pessoas \u2014 70% eram crian\u00e7as, em geral filhos das v\u00edtimas.<\/p>\n<p data-start=\"1240\" data-end=\"1523\">Trinta e tr\u00eas por cento das brasileiras vivenciaram ao menos um epis\u00f3dio, mesmo sem reconhecer o ato como viol\u00eancia. Sobre o ciclo da viol\u00eancia, o levantamento mostrou que 58% das mulheres sofrem viol\u00eancia h\u00e1 mais de um ano, e 38% foram agredidas pela primeira vez antes dos 20 anos.<\/p>\n<p data-start=\"1525\" data-end=\"1732\">As percep\u00e7\u00f5es de machismo e inseguran\u00e7a aumentaram: 79% acreditam que a viol\u00eancia contra a mulher cresceu no pa\u00eds, e 70% consideram o Brasil \u201cmuito machista\u201d \u2014 alta de 8 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2023.<\/p>\n<p data-start=\"1734\" data-end=\"2128\">Sobre reagir e buscar ajuda, o DataSenado apurou que, entre as v\u00edtimas de viol\u00eancia nos \u00faltimos 12 meses, 57% procuraram a fam\u00edlia; 53% buscaram apoio na igreja; 28% denunciaram em uma Delegacia da Mulher; 11% ligaram para o 180; e apenas 5% n\u00e3o buscaram socorro. Quanto \u00e0s medidas protetivas, 20% afirmam que a medida foi cumprida; 17% relataram descumprimento; e 62% n\u00e3o solicitaram prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"2130\" data-end=\"2605\">Representando o Minist\u00e9rio das Mulheres, a secret\u00e1ria nacional de Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia contra Mulheres, Estela Bezerra, alertou que os dados deixam claro que a viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 expl\u00edcita: \u201c71% das vezes ela \u00e9 presenciada por algu\u00e9m, e 70% das vezes \u00e9 pelos filhos menores que viram. Vivem, assim como a mulher, em situa\u00e7\u00e3o do que a gente poderia chamar de tortura, porque a viol\u00eancia contra a mulher n\u00e3o \u00e9 um evento. Ela \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica\u201d, destacou.<\/p>\n<p data-start=\"2607\" data-end=\"3265\">Ela ressaltou ainda que a pesquisa revelou que, de cada quatro mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual, tr\u00eas s\u00e3o meninas e adolescentes. Na avalia\u00e7\u00e3o da representante do MMulheres, a magnitude dos n\u00fameros evidencia o grande desafio que o pa\u00eds enfrenta. \u201cE n\u00e3o \u00e9 um desafio de decreto, de lei, n\u00e3o \u00e9 um desafio de Minist\u00e9rio, de secretarias, \u00e9 um desafio da sociedade. A viol\u00eancia contra a mulher n\u00e3o pode ser tratada como um simples instrumento, evento ou fen\u00f4meno que vai ser apagado. Ela precisa de um esfor\u00e7o de todas e de todos. E eu acho que o esfor\u00e7o principal \u2014 e \u00e9 isso que a gente est\u00e1 celebrando aqui \u2014 \u00e9 o de romper com o sil\u00eancio\u201d, defendeu Bezerra.<\/p>\n<h2 data-start=\"3267\" data-end=\"3309\">Os instrumentos de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres<\/h2>\n<p data-start=\"3311\" data-end=\"3598\">A pesquisa questionou a percep\u00e7\u00e3o das entrevistadas sobre seu n\u00edvel de conhecimento da Lei Maria da Penha. Houve redu\u00e7\u00e3o de 3 pontos percentuais entre as que declaram conhecer \u201cmuito\u201d a lei, caindo de 24% para 21%. Entre as que afirmam n\u00e3o conhecer nada, houve aumento equivalente de 3%.<\/p>\n<p data-start=\"3600\" data-end=\"3906\">Entre as brasileiras, a cren\u00e7a na capacidade protetiva da Lei Maria da Penha diminuiu. Entre 2023 e 2025, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres que responderam \u201cn\u00e3o\u201d subiu 4 pontos percentuais, estimando que, nesta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa, cerca de 20,3 milh\u00f5es de mulheres acreditam que a lei n\u00e3o protege contra a viol\u00eancia.<\/p>\n<div class=\"related-news desktop\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p data-start=\"3908\" data-end=\"4180\">Al\u00e9m disso, entre 2023 e 2025, observa-se redu\u00e7\u00e3o de 3 pontos percentuais no n\u00famero de mulheres que acreditam que a Lei Maria da Penha \u201cprotege em parte\u201d, de 51% para 48%. Apesar da queda, esse percentual ainda permanece elevado, alcan\u00e7ando quase metade das entrevistadas.<\/p>\n<h2 data-start=\"4182\" data-end=\"4214\">Servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher<\/h2>\n<p data-start=\"4216\" data-end=\"4515\">O conhecimento sobre servi\u00e7os de apoio em casos de viol\u00eancia contra a mulher tamb\u00e9m foi avaliado. Delegacias especializadas no atendimento \u00e0 mulher s\u00e3o conhecidas por 93% das brasileiras, seguidas pela Defensoria P\u00fablica (87%). J\u00e1 a Casa da Mulher Brasileira \u00e9 conhecida por apenas 38% das mulheres.<\/p>\n<p data-start=\"4517\" data-end=\"4690\">Houve diminui\u00e7\u00e3o no conhecimento sobre CRAS e CREAS (Centros de Refer\u00eancia de Assist\u00eancia Social e Especializado de Assist\u00eancia Social, respectivamente) e sobre o Ligue 180.<\/p>\n<h2 data-start=\"4692\" data-end=\"4735\">C\u00f4njuge continua como principal agressor<\/h2>\n<p data-start=\"4737\" data-end=\"4907\">Em 2025, assim como em 2023, a rela\u00e7\u00e3o mais comum entre agressor e v\u00edtima era afetiva (marido, companheiro ou namorado). Nesta edi\u00e7\u00e3o, a estimativa subiu de 58% para 70%.<\/p>\n<p data-start=\"4909\" data-end=\"5105\">Houve redu\u00e7\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o de agress\u00f5es cometidas por ex-marido, ex-companheiro ou ex-namorado, de 15% para 11%. O terceiro v\u00ednculo mais comum \u00e9 pai ou padrasto, correspondendo a 7% das agress\u00f5es.<\/p>\n<h2 data-start=\"5107\" data-end=\"5158\">Registro hist\u00f3rico sobre as mulheres brasileiras<\/h2>\n<p data-start=\"5160\" data-end=\"5460\">A pesquisa bienal acompanha, h\u00e1 20 anos, a percep\u00e7\u00e3o das mulheres brasileiras sobre viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. A primeira edi\u00e7\u00e3o, em 2005, serviu de subs\u00eddio para a formula\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, marco no combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher no Brasil e refer\u00eancia mundial.<\/p>\n<p data-start=\"5462\" data-end=\"5944\">Ao longo de duas d\u00e9cadas, o levantamento evoluiu para captar n\u00e3o apenas percep\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m viv\u00eancias das mulheres, refletindo mudan\u00e7as sociais e pol\u00edticas. Temas como ra\u00e7a, g\u00eanero e tecnologia foram incorporados, assim como maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 rede de prote\u00e7\u00e3o e aos recursos dispon\u00edveis para o enfrentamento da viol\u00eancia, como as Medidas Protetivas de Urg\u00eancia. At\u00e9 hoje, a pesquisa j\u00e1 ouviu 56.085 mulheres, tornando-se a maior e mais longa s\u00e9rie hist\u00f3rica sobre o tema no Brasil.<\/p>\n<p data-start=\"5946\" data-end=\"6004\">Da Reda\u00e7\u00e3o do Elas por Elas, com informa\u00e7\u00f5es do DataSenado<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DataSenado: 3,7 milh\u00f5es de mulheres sofreram viol\u00eancia em um ano Em 71% dos casos, houve testemunhas nas agress\u00f5es. 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