{"id":96608,"date":"2026-02-11T10:56:02","date_gmt":"2026-02-11T13:56:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=96608"},"modified":"2026-02-11T10:56:02","modified_gmt":"2026-02-11T13:56:02","slug":"trump-ataca-bad-bunny-e-cava-mais-fundo-o-fosso-com-os-latinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=96608","title":{"rendered":"Trump ataca Bad Bunny e cava mais fundo o fosso com os latinos"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>Trump ataca Bad Bunny e cava mais fundo o fosso com os latinos<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ataques de Trump ao show do astro porto-riquenho no Super Bowl exp\u00f5em racismo, refor\u00e7am rejei\u00e7\u00e3o entre latinos e podem custar caro aos republicanos nas elei\u00e7\u00f5es legislativas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/cezar-xavier-2\/\">Cezar Xavier<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo Portal Vermelho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post--image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/2260613719.webp\" \/>O show terminou com Benito dizendo Deus aben\u00e7oe a Am\u00e9rica, enquanto carregava bandeiras de todos os pa\u00edses do continente<\/div>\n<p>O intervalo do Super Bowl costuma ser territ\u00f3rio neutro: publicidade, entretenimento, uma catarse coletiva cuidadosamente calibrada. Mas, desta vez, o gramado virou fronteira. Bastaram 12 minutos de Bad Bunny cantando em espanhol para que Donald Trump reagisse como quem v\u00ea uma invas\u00e3o \u2014 n\u00e3o cultural, mas simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>Era uma noite de fevereiro em Santa Clara, Calif\u00f3rnia, quando Bad Bunny transformou o intervalo mais caro do mundo \u2014 US$ 8 milh\u00f5es por 30 segundos \u2014 num manifesto silencioso contra o imperialismo cultural.<\/p>\n<p>O porto-riquenho n\u00e3o apenas cantou em espanhol; ele desenhou com o corpo uma geografia esquecida: bandeiras de todos os pa\u00edses das Am\u00e9ricas desfilaram sob o tel\u00e3o enquanto ele sussurrava em ingl\u00eas, ir\u00f4nico, \u201cGod bless America\u201d \u2014 e logo explicava que Am\u00e9rica \u00e9 Chile, Brasil, M\u00e9xico, Canad\u00e1, Porto Rico. N\u00e3o apenas os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Na plateia, Trump assistia pela TV. Na Casa Branca, assessores j\u00e1 redigiam tu\u00edtes exaltando o ingl\u00eas como \u201c\u00fanica l\u00edngua oficial\u201d, apesar de 20% da popula\u00e7\u00e3o falar espanhol. O pa\u00eds parara para assistir futebol americano; Bad Bunny fizera todos pararem para repensar o que significa ser americano.<\/p>\n<p>Quase imediatamente, o ex-presidente foi \u00e0s redes chamar o show de \u201cterr\u00edvel\u201d, \u201crepugnante\u201d e o mantra que carrega d\u00e9cadas de xenofobia: \u201cNingu\u00e9m entende uma palavra do que esse cara est\u00e1 dizendo\u201d. Reclamou da l\u00edngua, da dan\u00e7a, do corpo. Reclamou, no fundo, de quem estava ali. N\u00e3o era resposta art\u00edstica. Era recibo pol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>A ponte que n\u00e3o se sustenta<\/strong><\/p>\n<p>A NFL tentou vender a noite como concilia\u00e7\u00e3o: futebol americano para o p\u00fablico maga (a extrema direita branca), cultura latina no intervalo, todos juntos na mesma arquibancada simb\u00f3lica. Mas pontes n\u00e3o se constroem quando um lado responde com hostilidade.<\/p>\n<p>O resultado foi o oposto da harmonia. De um lado, conservadores indignados. Do outro, latinos ironizando gringos que tentavam cantar Bad Bunny sem entender uma palavra \u2014 n\u00e3o por ignor\u00e2ncia, mas por recusa hist\u00f3rica em ouvir.<\/p>\n<p>O que estava em disputa n\u00e3o era m\u00fasica. Era a pergunta antiga: quem pode representar a Am\u00e9rica?<\/p>\n<p><strong>Um show em espanhol, uma mensagem clara<\/strong><\/p>\n<p>Bad Bunny n\u00e3o citou Trump. N\u00e3o mencionou o ICE. N\u00e3o fez discurso. Fez algo mais perturbador: contou uma hist\u00f3ria inteira em espanhol, repleta de s\u00edmbolos porto-riquenhos e latino-americanos, no palco mais assistido do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Teve cadeiras de pl\u00e1stico no quintal, domin\u00f3, crian\u00e7as dormindo na festa, casamento improvisado, bandeiras de todo o continente. Teve \u201cGod bless America\u201d \u2014 seguido da enumera\u00e7\u00e3o de pa\u00edses que lembravam o \u00f3bvio: Am\u00e9rica n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de Estados Unidos.<\/p>\n<p>Porto Rico, a terra de Bad Bunny, \u00e9 territ\u00f3rio norte-americano desde 1898, mas seus cidad\u00e3os n\u00e3o votam para presidente, a empresa de energia el\u00e9trica estadunidense deixe a ilha \u00e0s escuras por semanas, e Trump chamou Porto Rico de \u201cilha de lixo no meio do Caribe\u201d ap\u00f3s o furac\u00e3o Maria.<\/p>\n<p><strong>Quando o ataque revela mais que o alvo<\/strong><\/p>\n<p>O insulto n\u00e3o foi apenas a um artista. Foi \u00e0 av\u00f3 que prepara arroz com feij\u00e3o na cozinha do Bronx; ao entregador que corre contra o algoritmo nas ruas de Los Angeles; \u00e0 manicure que pinta unhas num sal\u00e3o de Miami; ao menino dormindo em tr\u00eas cadeiras de pl\u00e1stico durante uma festa \u2014 cena que Bad Bunny reproduziu no gramado do Super Bowl, e que qualquer latino reconheceu como retrato de sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Quando Trump disse que a dan\u00e7a era \u201crepugnante, especialmente para as crian\u00e7as\u201d, n\u00e3o criticou coreografias: revelou seu desconforto com corpos morenos que se movem com liberdade, com sensualidade que n\u00e3o pede permiss\u00e3o. Trump disse que \u201cningu\u00e9m entende uma palavra\u201d do que Bad Bunny canta. Disse que o show \u00e9 um \u201ctapa na cara\u201d da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Disse, mais uma vez, o que pensa sobre latinos sem precisar dizer \u201clatinos\u201d.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica est\u00e9tica virou exposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ao atacar a l\u00edngua e o corpo, Trump refor\u00e7ou a imagem que j\u00e1 o afasta de um eleitorado decisivo: a de algu\u00e9m incapaz de reconhecer os latinos como parte leg\u00edtima do pa\u00eds que governa.<\/p>\n<p><strong>A estaca na carne da supremacia branca<\/strong><\/p>\n<p>O timing n\u00e3o poderia ser mais simb\u00f3lico. Enquanto Bad Bunny cantava \u201cLo que pas\u00f3 pas\u00f3\u201d ao lado de Rick Martin \u2014 faixa que critica diretamente interven\u00e7\u00f5es americanas no Hava\u00ed \u2014, agentes do ICE prendiam crian\u00e7as latinas nas fronteiras. Enquanto ele entregava seu Grammy a um menino que representava os 5 anos de Leon, detido sozinho pela pol\u00edcia migrat\u00f3ria, a Casa Branca insistia que \u201co ingl\u00eas \u00e9 a \u00fanica l\u00edngua oficial do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>O show n\u00e3o precisou mencionar Trump, o ICE ou pol\u00edticas de deporta\u00e7\u00e3o. Bastou existir: uma celebra\u00e7\u00e3o vibrante, orgulhosa e inapag\u00e1vel da latinidade num pa\u00eds que tenta apag\u00e1-la.<\/p>\n<p>A resposta de Trump n\u00e3o surpreendeu; confirmou. Num momento em que sua aprova\u00e7\u00e3o entre latinos j\u00e1 ca\u00edra de 49% para 38% nos \u00faltimos 12 meses \u2014 segundo pesquisa CBS \u2014, ele escolheu cavar mais fundo o fosso. Especialistas alertam: em distritos-chave como Fl\u00f3rida, Texas e Arizona, onde latinos decidem elei\u00e7\u00f5es legislativas, cada tu\u00edte xen\u00f3fobo pode custar cadeiras republicanas no Congresso.<\/p>\n<p>Todas as cadeiras da C\u00e2mara e um ter\u00e7o das do Senado estar\u00e3o em disputa em 3 de novembro de 2026. Trump sabe que presidentes em exerc\u00edcio perderam cadeiras na C\u00e2mara em todas as elei\u00e7\u00f5es de meio de mandato desde George W. Bush, em 2006.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas eleitores latinos que se afastam; s\u00e3o tamb\u00e9m jovens brancos progressistas que enxergam no ataque a Bad Bunny o mesmo racismo que move pol\u00edticas de deporta\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n<p>Latinos s\u00e3o hoje um dos grupos que mais crescem no eleitorado norte-americano. Decidem cadeiras no Congresso, disputas locais, maiorias apertadas.<\/p>\n<p>Transformar o artista mais ouvido do planeta \u2014 e um s\u00edmbolo cultural desse eleitorado \u2014 em inimigo p\u00fablico \u00e9 mais que erro ret\u00f3rico. \u00c9 estrat\u00e9gia de curto alcance.<\/p>\n<p>Republicanos que tentam suavizar a imagem trumpista sabem: cada ataque como esse refor\u00e7a a associa\u00e7\u00e3o entre o partido e xenofobia, intoler\u00e2ncia e medo da diversidade.<\/p>\n<p><strong>Ainda estamos no intervalo<\/strong><\/p>\n<p>Na segunda-feira ap\u00f3s o Super Bowl, Bad Bunny bateu recorde hist\u00f3rico de buscas no Google. Seu \u00e1lbum\u00a0<em>Deb\u00ed Tirar M\u00e1s Fotos<\/em>\u00a0\u2014 manifesto sobre gentrifica\u00e7\u00e3o, turismo explorat\u00f3rio e mem\u00f3ria porto-riquenha \u2014 saltou para o topo das paradas globais. Universidades norte-americanas inclu\u00edram a apresenta\u00e7\u00e3o em disciplinas de estudos latino-americanos. At\u00e9 crian\u00e7as que n\u00e3o entendem espanhol cantarolavam \u201c<em>Porque te vas<\/em>\u201d nos p\u00e1tios escolares. Trump queria apagar a cultura latina; conseguiu torn\u00e1-la viral.<\/p>\n<p>A ironia \u00e9 cruel: ao atacar Bad Bunny, Trump fez exatamente o oposto do que pretendia. Em vez de marginalizar o espanhol, deu-lhe o palco mais prestigiado do entretenimento. Em vez de refor\u00e7ar a narrativa de uma Am\u00e9rica monol\u00edngue e branca, exp\u00f4s sua fragilidade diante de uma realidade multicultural que j\u00e1 existe \u2014 e que cresce.<\/p>\n<p>Bad Bunny n\u00e3o precisou responder. Sua m\u00fasica, suas bandeiras, seu domin\u00f3 jogado sob holofotes j\u00e1 haviam dito tudo: a Am\u00e9rica sempre foi plural. Quem n\u00e3o entendeu foi Trump.<\/p>\n<p>Bad Bunny deixou o gramado. Trump ficou falando sozinho. Mas o eco daquele intervalo segue reverberando.<\/p>\n<p><strong>O pre\u00e7o das pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Historiadores lembram que Nixon construiu sua \u201cestrat\u00e9gia sulista\u201d explorando ressentimentos raciais \u2014 e ganhou elei\u00e7\u00f5es. Mas 2026 n\u00e3o \u00e9 1968. A demografia mudou: latinos s\u00e3o o grupo minorit\u00e1rio de mais r\u00e1pido crescimento nos EUA, com poder de decidir n\u00e3o apenas elei\u00e7\u00f5es presidenciais, mas centenas de disputas legislativas locais. Quando Trump chama dan\u00e7as latinas de \u201crepugnantes\u201d, n\u00e3o fala apenas por si mesmo; arrasta consigo candidatos republicanos que precisam do voto latino para vencer em distritos competitivos.<\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 sinais de alerta. Em Nevada, republicanos moderados distanciam-se publicamente dos tu\u00edtes presidenciais. Na Fl\u00f3rida, onde cubano-americanos tradicionalmente votavam \u00e0 direita, jovens latinos rejeitam a ret\u00f3rica anti-imigra\u00e7\u00e3o. E Bad Bunny, que evita shows nos EUA temendo repres\u00e1lias do ICE contra seu p\u00fablico, tornou-se s\u00edmbolo involunt\u00e1rio de resist\u00eancia \u2014 n\u00e3o por discursos pol\u00edticos, mas por existir com orgulho num pa\u00eds que insiste em negar sua perten\u00e7a.<\/p>\n<p>Naquela noite de fevereiro, enquanto Trump digitava insultos, Bad Bunny voava para S\u00e3o Paulo \u2014 onde esgotaria dois shows no Allianz Parque. Aqui, ningu\u00e9m perguntou se ele falava ingl\u00eas. Aqui, ningu\u00e9m chamou sua dan\u00e7a de repugnante. Aqui, crian\u00e7as dormiam em cadeiras de pl\u00e1stico durante festas de anivers\u00e1rio \u2014 exatamente como no gramado do Super Bowl.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi s\u00f3 um show. Foi um canavial inteiro mostrando tudo que j\u00e1 faz parte indel\u00e9vel da cultura dos EUA e que Trump tenta esconder. E, para Trump e parte do Partido Republicano, o que encantou a todos n\u00e3o poderia ser mais inc\u00f4modo \u2014 nem mais perigoso eleitoralmente. A Am\u00e9rica que Trump n\u00e3o quer ver j\u00e1 existe. E dan\u00e7a, canta e vota \u2014 mesmo quando ele tenta apag\u00e1-la.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">Autor<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/cezar-xavier-2\/\">Cezar Xavier<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trump ataca Bad Bunny e cava mais fundo o fosso com os latinos &nbsp; Ataques de Trump ao show do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":false,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"","_twitter_share_type":"","_linkedin_share_type":"","_pinterest_share_type":"","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"","_medium_share_type":"","_threads_share_type":"","_google_business_share_type":"","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-96608","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=96608"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96608\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96609,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96608\/revisions\/96609"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=96608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=96608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=96608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}