{"id":96863,"date":"2026-03-05T07:20:00","date_gmt":"2026-03-05T10:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=96863"},"modified":"2026-03-05T07:20:00","modified_gmt":"2026-03-05T10:20:00","slug":"em-dez-anos-brasil-registrou-mais-de-137-mil-feminicidios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/?p=96863","title":{"rendered":"Em dez anos, Brasil registrou mais de 13,7 mil feminic\u00eddios"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small\">\n<div id=\"single-the-title\" class=\"column large-12 small-12 text-center mt-30\">\n<h1>Em dez anos, Brasil registrou mais de 13,7 mil feminic\u00eddios<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Somente em 2025, foram 1.568 casos, o maior n\u00famero desde 2015, quando passou a vigorar a lei que tipifica esse crime; 80% foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros \u00edntimos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-info \">\n<div class=\"author\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/priscila-lobregatte\/\">Priscila Lobregatte<\/a><\/div>\n<p class=\"date\">Publicado pelo Portal Vermelho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post--image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/feminicidio-protesto_Foto-Agencia-Brasil.jpg\" \/>Foto: Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<p>No Brasil, a grande maioria dos assassinatos de mulheres n\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 viol\u00eancia urbana \u2014 um roubo seguido de morte ou uma disputa entre fac\u00e7\u00f5es, por exemplo \u2014, mas \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o feminina. Desde 2015, 13.703 brasileiras foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio, sendo\u00a01.568 somente no ano passado (m\u00e9dia de 4,2 por dia). Houve um salto de 4,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2024 e de 14,5% na compara\u00e7\u00e3o com 2021.<\/p>\n<p>Dados sobre esse tipo de crime constam do relat\u00f3rio \u201cRetratos dos feminic\u00eddios no Brasil\u201d, divulgado nesta quarta-feira (4) pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. O ano de 2015, usado como marco temporal do levantamento, foi o ano em que passou a valer a Lei 13.104, que tipifica o crime de feminic\u00eddio.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-738256\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.55.33.png\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.55.33.png 592w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.55.33-300x191.png 300w\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"376\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: infogr\u00e1fico\/FBSP<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Como se ser morta apenas por ser mulher n\u00e3o fosse suficientemente cruel, h\u00e1 ainda uma s\u00e9rie de outros ingredientes que tornam esse quadro ainda mais revoltante. Segundo o relat\u00f3rio, em 2025, 59,4% das v\u00edtimas foram mortas pelo parceiro \u00edntimo e 21,3% pelo ex- parceiro \u00edntimo \u2014 apenas 4,9% foram mortas por desconhecidos. Praticamente todos os casos (97,3%) tiveram os homens como autores.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-738258\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.52.27.png\" sizes=\"auto, (max-width: 488px) 100vw, 488px\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.52.27.png 488w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.52.27-300x183.png 300w\" alt=\"\" width=\"488\" height=\"297\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>O cen\u00e1rio desenhado por essas informa\u00e7\u00f5es refor\u00e7a que o feminic\u00eddio n\u00e3o \u00e9 apenas um homic\u00eddio cuja v\u00edtima \u00e9 mulher. \u201cTrata-se de um fen\u00f4meno marcado por uma din\u00e2mica espec\u00edfica de g\u00eanero: mulheres s\u00e3o mortas por homens em raz\u00e3o de desigualdades estruturais que atravessam as rela\u00e7\u00f5es afetivas, familiares e dom\u00e9sticas\u201d, diz o documento.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-738257\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.52.14.png\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.52.14.png 472w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.52.14-300x198.png 300w\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"312\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Al\u00e9m disso, destaca que \u201ca quase exclusividade masculina na autoria indica que estamos diante de uma forma de viol\u00eancia vinculada a padr\u00f5es de masculinidade que associam poder, controle e posse \u00e0 identidade masculina\u201d.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio ainda acrescenta que diferentemente do que se observa na maioria das mortes violentas de homens \u2014 frequentemente associadas a conflitos interpessoais, disputas criminais ou viol\u00eancia urbana de modo geral \u2014, \u201co feminic\u00eddio expressa uma assimetria de g\u00eanero sistem\u00e1tica: homens matando mulheres com quem mant\u00eam ou mantiveram v\u00ednculos \u00edntimos, em contextos nos quais a autonomia feminina \u00e9 percebida como amea\u00e7a \u00e0 autoridade masculina\u201d.<\/p>\n<p><strong>Quem s\u00e3o essas mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Conforme vamos esmiu\u00e7ando as informa\u00e7\u00f5es levantadas pelo relat\u00f3rio \u2014 cuja base s\u00e3o os boletins de ocorr\u00eancia feitos pelas Pol\u00edcias Civis \u2014 mais o quadro se torna pior.<\/p>\n<p>E aqui, vale uma ressalva, feita pelo pr\u00f3prio F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica: embora o cuidado ao tipificar esses assassinatos como feminic\u00eddios tenha melhorado do ponto de vista do trabalho das pol\u00edcias, ainda h\u00e1 casos que n\u00e3o s\u00e3o devidamente percebidos como crimes cuja motiva\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 condi\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es que ocorrem num contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar em geral s\u00e3o vistos como feminic\u00eddio, enquanto outros motivados por menosprezo ou discrimina\u00e7\u00e3o muitas vezes ficam de fora \u2014 ou seja, pode haver ainda mais feminic\u00eddios do que o contabilizado.<\/p>\n<p>Voltando aos dados do relat\u00f3rio, ao analisar 5.729 registros de feminic\u00eddio ocorridos entre 2021 e 2024, o FBSP chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que 66,3% dos feminic\u00eddio ocorreram nas casas das pr\u00f3prias v\u00edtimas \u2014 locais onde essas mulheres deveriam estar mais seguras \u2014 contra 19,2% em vias p\u00fablicas.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-738259\" src=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.52.38.png\" sizes=\"auto, (max-width: 621px) 100vw, 621px\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.52.38.png 621w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-Tela-2026-03-04-as-16.52.38-300x152.png 300w\" alt=\"\" width=\"621\" height=\"315\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>A vulnerabilidade das mulheres negras tamb\u00e9m fica evidente: elas s\u00e3o 62,6% das v\u00edtimas, ante 36,8% de brancas \u2014 ind\u00edgenas e amarelas s\u00e3o 0,6%. De acordo com a nota t\u00e9cnica do FBSP, \u201ca sobrerrepresenta\u00e7\u00e3o de mulheres negras entre as v\u00edtimas evidencia que o feminic\u00eddio n\u00e3o pode ser compreendido apenas como uma viol\u00eancia de g\u00eanero isolada de outras estruturas sociais. Ele se inscreve na interse\u00e7\u00e3o entre desigualdades de g\u00eanero e desigualdades raciais\u201d.<\/p>\n<p>O levantamento prossegue apontando que \u201cmulheres negras est\u00e3o, em m\u00e9dia, mais expostas a condi\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade socioecon\u00f4mica, menor acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos de prote\u00e7\u00e3o e maior presen\u00e7a em territ\u00f3rios marcados por precariedade institucional\u201d.<\/p>\n<p>Outro ponto trazido pelo relat\u00f3rio \u00e9 que a grande maioria das v\u00edtimas \u00e9 de mulheres ainda jovens: 29,4% com idade entre 18 e 29 anos e 50% entre 30 e 49 anos. Com mais de 50 anos, foram 15,5% dos registros.<\/p>\n<p>O \u00f3dio a essas mulheres pode tamb\u00e9m ser mensurado pelo tipo de arma mais usada. Ao todo, entre 2021 e 2024, 48,7% dos feminic\u00eddio foram cometidos com as chamadas \u201carmas brancas\u201d (tais como facas, machados ou canivetes) e 25,2% foram com armas de fogo. Esse dado tamb\u00e9m mostra o car\u00e1ter majoritariamente dom\u00e9stico do crime e refor\u00e7a que a presen\u00e7a de armas de fogo aumenta as chances de uma mulher ser morta em casa.<\/p>\n<p><strong>Leis e aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil possui um importante arcabou\u00e7o jur\u00eddico envolvendo o combate \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres e ao feminic\u00eddio, reconhecido por especialistas dentro e fora do pa\u00eds. Ainda assim, o relat\u00f3rio mostra que isso n\u00e3o est\u00e1 sendo suficiente, da mesma forma como n\u00e3o t\u00eam sido suficientes os mecanismos e estruturas de apoio e atendimento \u00e0s mulheres da forma como est\u00e3o sendo oferecidos atualmente.<\/p>\n<p>Um dado que refor\u00e7a esse panorama: num universo de 1.127 feminic\u00eddios corridos em 16 unidades federativas, 13% das v\u00edtimas tinham medida protetiva de urg\u00eancia quando foram assassinadas.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2026\/02\/25\/ate-quando-homens-lavarao-suas-maos-sobre-a-violencia-contra-mulheres\/\">At\u00e9 quando homens lavar\u00e3o as m\u00e3os diante da viol\u00eancia contra mulheres?<\/a><\/p>\n<p>\u201cAo menos no papel, o Brasil possui hoje um dos marcos legais mais avan\u00e7ados do mundo no enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero. O problema, no entanto, \u00e9 fazer com que essas leis funcionem de forma efetiva na vida concreta das mulheres\u201d, explica Samira Bueno, diretora-executiva do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, em artigo publicado pela pr\u00f3pria entidade.<\/p>\n<p>Um exemplo disso \u00e9 que as mulheres residentes em cidades menores est\u00e3o ainda mais expostas ao risco do feminic\u00eddio, dada a falta de equipamentos p\u00fablicos voltados \u00e0 sua prote\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia.<\/p>\n<p>Metade dos feminic\u00eddios (50%) de 2024 ocorreram em cidades com at\u00e9 100 mil habitantes, munic\u00edpios que concentram 41% da popula\u00e7\u00e3o. As cidades de pequeno porte t\u00eam uma taxa de 1,7 feminic\u00eddio a cada 100 mil mulheres, enquanto as de grande porte (acima de 500 mil) \u2014 que costumam ter melhores estruturas p\u00fablicas de atendimento\u2014 t\u00eam uma taxa de 1,1.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o justamente esses territ\u00f3rios (de menor porte) que contam com a menor presen\u00e7a de servi\u00e7os especializados. Delegacias da Mulher, centros de refer\u00eancia, casas abrigo e outros equipamentos da rede de atendimento \u00e0s mulheres s\u00e3o raros nesses munic\u00edpios\u201d, aponta Samira.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es coletadas pela Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Municipais indicam que apenas 5% das cidades com at\u00e9 100 mil habitantes possuem Delegacia de Defesa da Mulher e apenas 3% contam com casas abrigo.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2026\/03\/02\/ato-mobiliza-luta-contra-onda-de-feminicidios-e-homenageia-tainara-santos\/\">Ato mobiliza luta contra onda de feminic\u00eddios e homenageia Tainara Santos<\/a><\/p>\n<p>\u201cNa pr\u00e1tica, isso indica que as mulheres que vivem atualmente no interior do pa\u00eds simplesmente n\u00e3o encontram, em seu pr\u00f3prio munic\u00edpio, servi\u00e7os especializados capazes de acolher den\u00fancias, avaliar o risco ou oferecer prote\u00e7\u00e3o\u201d, diz a diretora-executiva do FBSP.<\/p>\n<p>Samira tamb\u00e9m aponta outros fatores que complicam a vida dessas mulheres: \u201cEm cidades menores, buscar ajuda pode ser socialmente mais dif\u00edcil. A proximidade entre moradores dificulta o sigilo, aumenta o medo de exposi\u00e7\u00e3o e frequentemente refor\u00e7a press\u00f5es familiares e comunit\u00e1rias para que a mulher permane\u00e7a no relacionamento violento. Denunciar pode significar enfrentar n\u00e3o apenas o agressor, mas tamb\u00e9m o julgamento social\u201d.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao concluir o relat\u00f3rio, o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica destaca que o desafio atual do pa\u00eds para superar o mal do feminic\u00eddio\u00a0 desloca-se do plano normativo para o da efetividade. Para al\u00e9m da aplica\u00e7\u00e3o das leis e da responsabiliza\u00e7\u00e3o dos autores, \u00e9 preciso que o Estado como um todo deixe de falhar na prote\u00e7\u00e3o das mulheres.<\/p>\n<p>Por isso, salienta que \u00e9 preciso \u201cestruturar, expandir e garantir o funcionamento eficiente dos equipamentos p\u00fablicos capazes de interromper trajet\u00f3rias de viol\u00eancia, servi\u00e7os que t\u00eam o potencial de acolher, proteger, orientar e produzir respostas institucionais antes que a escalada chegue ao feminic\u00eddio\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page--share-wrapper row-small\" aria-label=\"Compartilhe\">\n<div class=\"page--share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row row-small\">\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--section-title\">Autor<\/div>\n<div class=\"post-content--author\">\n<div><a class=\"post-content--author-name\" href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/autor\/priscila-lobregatte\/\">Priscila Lobregatte<\/a><\/p>\n<div class=\"post-content--author-biography\">Jornalista<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dez anos, Brasil registrou mais de 13,7 mil feminic\u00eddios &nbsp; Somente em 2025, foram 1.568 casos, o maior n\u00famero<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_wpscppro_dont_share_socialmedia":null,"_wpscppro_custom_social_share_image":0,"_facebook_share_type":"default","_twitter_share_type":"default","_linkedin_share_type":"default","_pinterest_share_type":"default","_linkedin_share_type_page":"","_instagram_share_type":"default","_medium_share_type":"default","_threads_share_type":"default","_google_business_share_type":"default","_bluesky_share_type":"","_mastodon_share_type":"","_selected_social_profile":[],"_wpsp_enable_custom_social_template":false,"_wpsp_social_scheduling":{"enabled":false,"datetime":null,"platforms":[],"status":"template_only","dateOption":"","timeOption":"","customDays":"","customHours":"","customDate":"","customTime":"","schedulingType":""},"_wpsp_active_default_template":true},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-96863","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=96863"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96863\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96864,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96863\/revisions\/96864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=96863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=96863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomamede.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=96863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}