Fiscalização inteligente amplia combate a sonegação de ICMS em Goiás

No primeiro semestre de 2017, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) lavrou 3.202 autos de infração no valor de R$ 157.506.741,70, o que representa 76% do volume de todo o ano passado – 7.414 autos/ R$ 205.705.987,00. O aumento proporcional na receita de ICMS se deve à intensificação das ações de fiscalização para combater o crime de sonegação fiscal em Goiás e também ao uso de uma tecnologia avançada para identificar a fraude tributária relacionada ao trânsito de mercadorias.

Segundo o superintendente da Receita Estadual, Adonídio Neto Vieira Júnior, o Fisco adotou a Fiscalização Inteligente e Seletiva (FIS) em 2016. O órgão passou a utilizar uma plataforma tecnológica que armazena, analisa e cruza um grande volume de dados gerando indicadores que permitem a identificação de possíveis fraudadores de impostos.

O sistema reúne informações sobre a cadeia de todos os envolvidos com a movimentação de mercadorias: industriais, distribuidores, varejistas, transportadoras, motoristas e contadores. Uma vez que um deles for citado em autos de infração, multas ou irregularidades, o cadastro fará parte de uma lista negra.

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Quanto mais frequentes as ocorrências registradas e maior o número de sonegadores contumazes envolvidos, maior é o alerta emitido para determinada carga. Esse alerta via mobile (smartphones) é associado a recursos tecnológicos avançados de geolocalização e leitura de caracteres de placas de veículos.

Desta forma, há um acompanhamento em tempo real da mercadoria pelas rodovias a partir do momento em que a nota fiscal é emitida. Os fiscais abordam especificamente os veículos com cargas suspeitas de sonegação. Os auditores, por sua vez, têm acesso em tempo real a outros processos e podem incluir novos registros imediatamente.

O uso dessa fiscalização rendeu ao Estado de Goiás a conquista do prêmio nacional E-Gov, concedido pela Associação Brasileira das Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação (Abep) em novembro de 2016. A premiação foi criada em 2002 como forma de reconhecimento aos melhores projetos e soluções de governo eletrônico na administração pública do país.

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Adonídio afirma que Goiás está na vanguarda nacional ao adotar essa ferramenta que possibilita o uso nacional de recursos, reduzindo custos e aumentando a arrecadação. Por meio dela, é possível concentrar as equipes de fiscalização em posições estratégicas e ela também evita abordagem dos bons contribuintes. Entre Fevereiro e Agosto de 2017, foram realizadas cerca de 120 ações de FIS.

 Fiscalização em Itumbiara
Uma das ações mais expressivas neste ano aconteceu no dia 19 de agosto no posto JK, onde foram flagrados 14 caminhões transportando mercadorias de forma irregular. O valor das mercadorias que entrariam ilegalmente no Estado soma R$ 557 mil. Foram recolhidos R$ 132 mil, considerando ICMS e multa, aos cofres públicos.

A abordagem ocorreu durante operação realizada na BR-153, na divisa com Minas Gerais, e flagrou cerveja, milho, feijão, sucata, brinquedos e vidros com documentação fiscal inidônea. O Brasil é o segundo país no ranking mundial de sonegação fiscal, só perde para a Rússia. De acordo com Adonídio, em 2015 e 2016 foram lavrados mais de R$13 bilhões em autos de créditos tributários, a maioria (90%), corresponde ao ICMS devido.

A Sefaz tem 12 delegacias regionais de fiscalização em todo o estado. O trabalho é realizado por auditores fiscais e servidores de apoio fiscal em parceria com as Polícias Rodoviárias Estadual e Federal (PRE e PRF) nas divisas do estado.

Autos de Infração de Trânsito

2016    7.414  Autos de Infração   R$ 205.705.987,00 (Todo o ano)

2017    3.202  Autos de Infração   R$ 157.506.741,70 (até 30/06/2017)

Fiscalização Inteligente e Seletiva (FIS)

Entre Fevereiro e Agosto de 2017

Aproximadamente 120 ações de fiscalização

 

 

Goiás Agora. 

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Acontece…

ouvidor

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LULA MANDA RECADO A ADVERSÁRIOS: NÃO TÊM CORAGEM DE MOSTRAR A CARA

RICARDO STUCKERT

O ex-presidente Lula participou na noite desta quarta-feira 30 de um ato no Crato, interior do Ceará, onde foi homenageado com um título de cidadão cratense e um honoris causa da Universidade Regional do Cariri.

“Este é um título que vou guardar com muito carinho, porque foi concedido por uma universidade genuinamente sertaneja”, agradeceu Lula, lembrando que até a metade do século 20, a maioria dos brasileiros não sabia ler e escrever. “As elites nunca se preocuparam com educação”, destacou.

“Por isso, no meu governo, fizemos diferente e investimos tanto em educação. Triplicamos o orçamento do MEC, criamos o Fundeb. Em apenas 12 anos, eu e Dilma criamos 18 universidades federais, sete delas no Nordeste. Com 1,6 milhão de matrículas, o Nordeste tem hoje 20% das vagas universitárias do país, superando pela primeira vez a região Sul”, celebrou Lula em seu discurso.

O discurso de Lula foi feito depois de dez horas de viagem e paradas por diversas cidades do interior do Ceará, onde foi recebido pelo povo na estrada, ao longo da caravana que percorre os nove estados do Nordeste. Depois de Crato, a caravana partiu para Juazeiro do Norte.

Mais cedo, em Cedro, Lula afirmou em outro discurso: “Os meus adversários todo dia vão à TV tentar me destruir. Mas estou aqui e duvido que eles tenham coragem de mostrar a cara”. “Eles vão ter que vir aqui e explicar por que eu e Dilma em apenas 12 anos fizemos mais escolas técnicas do que eles em um século”, provocou.

Brasil 247

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Um ano sem Dilma, sem direitos, sem soberania

Roberto Stuckert Filho/PR

Apenas um ano após o afastamento definitivo da presidenta Dilma pelo Senado, o Brasil está num processo acelerado de destruição em todos os níveis. Nunca se destruiu tanto em tão pouco tempo.

As primeiras vítimas foram a democracia e o sistema de representação. O golpe continuado, que se iniciou logo após as eleições de 2014, teve como primeiro alvo o voto popular, base de qualquer democracia e fonte de legitimidade do sistema político de representação.

Não bastasse, os derrotados imediatamente questionaram um dos sistemas de votação mais modernos e seguros do mundo, alegando, de forma irresponsável, “só para encher o saco”, como afirmou Aécio Neves, a ocorrência de supostas fraudes. Depois, questionaram, sem nenhuma evidência empírica, as contas da presidenta eleita. Não faltaram aqueles que afirmaram que haviam perdido as eleições para uma “organização criminosa”.

Essa grande ofensiva contra o voto popular, somada aos efeitos deletérios de uma Lava Jato de cunho estridente e partidarizado, embora tenha mirado contra o PT e as esquerdas, acabou acertando em cheio a democracia brasileira, a atividade política como um todo e a legitimidade do sistema de representação.

Com efeito, o golpe dado explicitamente para “estancar a sangria” e tentar proteger a quadrilha liderada por Temer, mergulhou o país na maior crise política de sua história. Hoje, as instituições democráticas estão sem nenhuma credibilidade e legitimidade, a começar pela Presidência, ancorada em menos de 5% de aprovação popular. Há uma descrença gravíssima e generalizada na política, equiparada a uma atividade criminosa. Há até aqueles, crescentes em número, que apregoam a volta das ditaduras como solução para os problemas vividos pelo país.

O fato concreto é que a democracia brasileira foi muito fragilizada pelo golpe e hoje convive com um Estado de Exceção que reprime estudantes, trabalhadores, professores, camponeses e todos aqueles que se atrevem a se insurgir contra a agenda ultraneoliberal que o governo ilegítimo, sem voto, impinge ao Brasil. Na realidade, o sistema de tomada de decisões já foi transferido das instituições baseadas no voto popular para um conglomerado formado pelo poder Judiciário, a mídia oligopolizada e os setores hegemônicos do “mercado”, particularmente o sistema financeiro nacional e internacional.

Essa fragilidade democrática e o sequestro da política pelo “mercado” permite a destruição de todos os legados sociais do Brasil. Com efeito, o golpe procura não apenas destruir o legado social específico do PT, mas também o legado social da Constituição Cidadã, que instituiu o Estado de Bem-Estar brasileiro, e até mesmo o legado social do trabalhismo, consagrado na proteção da CLT. A Emenda Constitucional nº 95 impedirá os investimentos públicos em educação, saúde e previdência, fazendo-nos retroceder ao século passado, em termos de serviços públicos. Combinada com a cruel Reforma da Previdência, que inviabilizará as aposentadorias e pensões dos mais pobres, tal Emenda destruirá o Estado de Bem-Estar criado pela Constituição de 1988 e todo um conjunto direitos sociais a ele associado. Por sua vez, a Reforma Trabalhista, ao “flexibilizar” a proteção trabalhista assegurada na CLT, nos faz retroceder aos tempos da República Velha, quando a “questão social” era mero caso de polícia.

Todos os programas sociais relevantes estão sendo destruídos ou fragilizados pelo governo sem voto. Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Ciência sem Fronteiras, Luz para Todos, Bolsa Família, etc.., não há nenhum que escape da tesoura criminosa do austericídio golpista.

O alvo da sanha austericida são os direitos da população e as políticas públicas que beneficiam os mais pobres. Para os ricos, sobram afagos e oportunidades para grandes negociatas.

A destruição dos legados sociais, principalmente em sua vertente trabalhista e previdenciária, visa recompor as taxas de lucro, num contexto de persistência e agravamento da crise econômica. De fato, o golpe também destruiu a economia do Brasil.

O que começou, em 2014, como uma leve desaceleração e um pequeno déficit primário ocasionados pelo agravamento da crise mundial, o fim do ciclo das commodities e o stress hídrico, transformou-se, graças à instabilidade política e institucional criada pelo golpismo e a sua política pró-cíclica austericida, na maior crise econômica da história do país. Uma autêntica depressão, que forçou o “gigante” a deitar-se no leito de uma UTI. Falta-lhe, agora, o oxigênio do mercado interno de massa, propiciado pelas políticas que levaram 40 milhões de brasileiros à classe média e eliminaram a pobreza extrema no Brasil.

Tal destruição, massiva e persistente, se expressa, entre outros indicadores, no fato de que mais um quinto dos lares do Brasil (15,2 milhões) não tem mais renda oriunda do trabalho, formal ou informal. Manifesta-se também no ignominioso retorno da pobreza e da desigualdade. Se expressa no inadmissível retorno do Brasil ao Mapa da Fome.

Contudo, o dano econômico maior é aos mecanismos de que dispúnhamos para alavancar o nosso desenvolvimento. Assim, a Petrobras e sua política de conteúdo local, que haviam recuperado a indústria naval e a construção civil pesada, agora são vendidas e desmontadas. Poços do pré-sal, do pós-sal, refinarias, gasodutos, etc. são vendidos a preços aviltados e as plataformas e embarcações que antes geravam empregos no Brasil agora geram empregos na Holanda e Cingapura. O crédito público, particularmente o do BNDES, que foi fundamental para superação da crise de 2009, agora é asfixiado por um governo que não consegue conter os seus déficits ocasionados pelas constantes quedas na arrecadação e na atividade econômica.

Curiosamente, embora a máquina pública esteja parando por falta de orçamento, não falta dinheiro para a providencial compra de parlamentares. E os pedidos de ampliação de déficits, que antes justificavam impeachments, agora se tornaram rotina consentida e banal.

Como o investimento e o crédito público estão asfixiados e as empresas e as famílias estão endividadas, não há investimentos, não há consumo e não há crescimento para fazer subir as receitas e equilibrar as contas. Nesse contexto, os obsessivos cortes de gastos só agravam a situação. É trabalho de Sísifo.

Com a recusa austericida à retomada dos investimentos públicos e com a impossibilidade do retorno de investimentos privados nacionais, o golpe recorre à venda predatória do patrimônio público ao capital internacional e à destruição da soberania como último recurso para se manter e tentar tapar temporariamente os seus gigantescos rombos financeiros, cevados pelas mais altas taxas de juros reais do mundo.

Assim, o golpe colocou o Brasil à venda. E por preços em baratinhos. Além da alienação da Petrobras e do pré-sal, estão à venda as terras, a Amazônia e seus vastos recursos estratégicos, as riquezas minerais, portos, aeroportos, bancos públicos, a estratégica Eletrobrás, uma das maiores empresas de eletricidade do mundo e até mesmo a Casa da Moeda, responsável pela fabricação do nosso dinheiro. Trata-se de um gigantesco “feirão” destinado a vender nossos recursos estratégicos a preços de “xepa” no mercado mundial.

No fundo, é volta a um Brasil colonial, que se integrará às “cadeias produtivas globais”, como mero produtor de commodities, sem nenhuma agregação de valor e sem desenvolver ciência e tecnologia próprias.

A esse processo predatório e míope de desnacionalização do nosso patrimônio e da nossa economia, soma-se uma política externa que, ao contrário da política externa ativa e altiva do governo anterior, mostra-se desavergonhadamente omissa e submissa. De país cortejado e de amplo protagonismo em todos os foros regionais e globais, com Lula tendo se tornado um autêntico líder mundial, nos transmutamos em pária das relações internacionais, com Temer sendo ignorado e desprezado por onde ousa aparecer.  De país que afirmava seus interesses próprios na integração regional, na geopolítica Sul-Sul e na articulação do BRICS, nos tornamos mero satélite dos interesses dos EUA e aliados.

Nunca o Brasil desceu tão baixo aos olhos do mundo. O golpe destruiu a imagem do Brasil no planeta.

Acima de tudo, o golpe destrói um bem intangível: a esperança no futuro. A persistir em sua intensa agenda predatória e destruidora, o golpe eliminará o futuro do Brasil, o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos. O sonho do país próspero, grande e justo será substituído pelo pesadelo do país pobre, pequeno e desigual.

Contudo, o golpe não destruiu, e nem destruirá, o maior ativo do Brasil: o povo e sua imensa capacidade lutar. Caso Lula não seja cassado pelos processos injustos e partidarizados a que é submetido, suscitando a condenação da Comissão de Direitos Humano da ONU, o povo brasileiro, em eleições livres, poderá começar a reconstruir o Brasil a partir do ponto em que golpe começou a destruí-lo: na restauração da soberania popular.

A restauração da soberania popular e da democracia deverá reverter este annus horribilis da História do Brasil.

Com a volta da democracia, devolvendo ao povo os destinos do Brasil, poderemos ter, de novo, muitos annus mirabilis à frente.

Brasil 247

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A catástrofe humanitária de Houston começou bem antes da tempestade

 

Um homem anda com seus pertences depois de ser resgatado de um bairro alagado em Houston. Photograph: Brendan Smialowski/AFP/Getty ImagesUm homem anda com seus pertences depois de ser resgatado de um bairro alagado em Houston. Photograph: Brendan Smialowski/AFP/Getty Images

Situação dos moradores de Houston:

Uma reportagem da Carta Capital ilustra as dificuldades dos moradores de Houston:  “‘Não temos água’, disse John Moraida, que se mudou para Victoria há 13 anos, […]’Me sentei e, da minha casa, vi toda destruição. Telhados voando, árvores caindo… Foi muito forte. A única água que temos tivemos de ir buscar. E o que estamos fazendo é coletar água da chuva’, acrescenta.

Teresa Reeder não hesitou em apontar suas maiores preocupações: ‘Água e eletricidade, claro. A água, sem dúvida, pelas bactérias que estão ali. A eletricidade, porque não podemos pôr nada para funcionar’, afirmou.

A culpa das refinarias e petroquímicas e do governo negligente

De acordo com o jornalista Wen Stepherson, “As comunidades adjacentes às refinarias e petroquímicas do canal de barcos em Houston – o maior complexo de refinação e petroquímica do país – e ao longo da costa do Texas, de Corpus Christi a Port Arthur, estão expostas não apenas a poluentes do ar mortais todos os dias, mas também a uma ameaça de lançamentos tóxicos maciços à medida que as águas das inundações se enfurecerem”.

O jornalista do The Nation conta que, “minha amiga Liana Lopez vive no lado leste de Houston e ela conta que desde que a tempestade ocorreu, a Defesa da Justiça Ambiental do Texas (TEJAS) relatou odores químicos avassaladores nas comunidades perto do Canal do Navio, vindo da direção das refinarias. Medos justificados de um desastre tóxico, há muito esperado, são altos. Ainda assim, como ela me disse em um e-mail, as corporações foram avisadas por décadas por comunidades e cientistas, por meios legais e burocráticos, que esse tipo de evento de inundação era possível. Eles não apenas ignoraram, mas lutaram contra os pedidos para atualizar suas refinarias para enfrentar os impactos climáticos. Agora, ela ressalta, ‘o custo para limpar os derramamentos de produtos químicos no rescaldo de Harvey não será cobrado das corporações. O custo será virá das contribuições estatais”.

Para concluir Stepherson diz que “também não é provável que essas mesmas corporações sejam obrigadas a se preparar para a próxima tempestade – e a seguir aquilo. Sob a administração Obama, o governo federal começou a dar os primeiros passos para preparar a infra-estrutura da nação para mudanças climáticas. No início deste mês, Trump destruiu a ordem de Obama exigindo novos projetos de infra-estrutura para explicar os impactos climáticos, como o aumento do nível do mar. Basta dizer que é improvável que os governos controlados pelos republicanos em Austin e Washington imponham novos regulamentos de resiliência climática aos seus benfeitores corporativos”.

Trump reforça seu preconceito e xenofobia:

Para Stepherson, “a mensagem é inconfundível, temos um presidente que “tomou o lado” de supremacistas brancos contra a Constituição e o Estado de direito e agora isso coincidiu com as notícias do Texas de que os pontos de controle da Patrulha Fronteiriça (entre os EUA e o México) permaneceram em operação apesar da tempestade. Isso aumentou a perspectiva de pessoas com medo da aplicação da lei, e que tiveram que escolher entre a deportação e o afogamento”.
E é dessa forma que Trump demonstra estar levando seu governo: sem se importar com os direitos ou até a vida de minorias. A partir do momento em que os moradores de Houston se tornarem refugiados climáticos que direito o governo lhes dará?

Se Trump for realmente ajudar no desastre ele terá que mudar de estratégia

A Agência Federal de Gerenciamento de Emergência (Fema) prometeu cortar a conta de alívio de desastre dos EUA em US$ 876 milhões. O projeto de lei, que foi lançado antes que Harvey acontecesse foi aprovado para ajudar a arrecadar dinheiro para construir o muro fronteiriço (entre EUA e o México) proposto por Trump.

Se Trump pretende cumprir sua promessa de ajudar os moradores de Harvey ele terá que rever seus planos em relação ao muro.

Adaptar-se as mudanças climáticas

Para Stepherson, “A verdade é que os democratas nacionais nos dão pouca razão para acreditar que estão prontos e dispostos a enfrentar a nossa realidade climática. Como não dá para adaptar-se a 50 polegadas de chuva em uma tempestade – e sem uma mobilização de toda a sociedade para transformar todo o nosso sistema de energia, tornando os combustíveis fósseis obsoletos, as inundações como Harvey trouxeram serão vistas como não excepcionais em um aquecimento catastrófico planeta. Na verdade, eles já são comuns. Quando Harvey se aproximou do Texas, mais uma inundação épica atingiu o sul da Ásia, como uma feroz monção colocou um terço de Bangladesh debaixo d’água e deixou mais de 1200 pessoas morrendo em todo o país, na Índia e no Nepal, com milhões de pessoas sem-teto”.

Portal Vermelho

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FILME DA LAVA JATO É COMÉDIA, DIZ FERNANDO BRITO

Bernardo Mello Franco, na Folha, analisa o filme “A Lei é para Todos” , o – isso digo eu – próximo fracasso de bilheteria do cinema brasileiro.

O roteiro não tem vergonha de nada: retrata investigadores como heróis quase infalíveis e recorre à caricatura para barrar qualquer empatia com os investigados.

A produção assume um partido desde o título: o partido da polícia. A ação é comandada por um trio de delegados determinados a prender políticos corruptos e passar o país a limpo.

O protagonismo dos homens de preto é tanto que os procuradores da força-tarefa e o juiz Sergio Moro, representado pelo galã Marcelo Serrado, ficam relegados a papéis secundários.

O filme adota tratamento desigual até na apresentação dos personagens.

Políticos e empreiteiros aparecem com nomes reais, como Lula e Marcelo Odebrecht. Os investigadores são protegidos por pseudônimos, embora alguns pareçam clones dos originais.

Um filme da Lava Jato dificilmente deixaria de ser parcial – o que já é difícil em qualquer situação no cinema – como a própria operação.

O diretor do filme se “defende”, dizendo que “votou no Lula” e que as falcatruas de tucanos, Temer & companhia, que não vieram ao caso no filme,  ficarão para uma “continuação”.

Está certo. Saímos do thriller para entrar na comédia.

 

 

Brasil 247

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Principais notícias do dia…

manchetes-dia

O Popular

Governo de Goiás cria novos cargos.

Diário da Manhã

Anvisa suspende venda e uso de lotes de Parecetamol e Amoxilina.

Zero Hora

Congresso não conclui votação e revisão da meta fiscal é adiada.

Estado de Minas

Congresso aprova texto-base para meta fiscal em 2017 e 2018.

O  Estadão

OMC condena programas de R$ 21 em subsídios.

O Globo

Em derrota para o governo, Congresso não conclui votação da meta fiscal.

Folha de São Paulo

Moro acolhe apenas 3% do que foi cobrado pela Lava Jato por corrupção.

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Hoje na História…

hoje

1951
Eva Perón anuncia sua decisão de não aceitar a indicação do partido peronista para compor uma chapa como vice-presidente nas próximas eleições.
1956
O Brasil suspende a exportação para os EUA de minerais usados na geração de energia nuclear.
1956
O presidente Eisenhower anuncia a explosão de mais uma bomba atômica soviética, depois confirmada pela URSS.
1957
A Malásia proclama formalmente sua independência.
1969
Uma junta composta pelos ministros do Exército, da Marinha da Aeronáutica assume a presidência da república, no impedimento do presidente Costa e Silva.
1986
O navio Almirante Nakhimov afunda no mar Negro depois de colidir com o cargueiro Piotr Vesev e causa 398 mortes.
1986
Setenta pessoas morreram em consequência do choque de dois aviões no ar perto de Los Angeles.
1987
A Nuclebrás anuncia a exportação para a Argentina de cinco toneladas de urânio enriquecido em até 0,85%.
1991
O Usbequistão e o Quirguistão proclamam sua independência.
1992
Empresários e trabalhadores se unem contra o presidente Collor e pedem seu impeachment.
1997
Corpo da princesa Diana chega a Londres para o velório.
2002
O jogador Ronaldo vai da Inter de Milão para o Real Madrid. Na Inter Ronaldo ganha o apelido de “fenômeno”.
2003
A escritora Ana Maria Machado assume a cadeira número 1 da ABL.
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Começando bem…

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Promotora orienta vereadores de Catalão sobre uso de veículos oficiais

Sede do Legislativo

Sede do Legislativo

A promotora de Justiça Ariete Cristina Rodrigues recomendou que todos os vereadores de Catalão utilizem os veículos públicos de propriedade da Câmara ou à sua disposição exclusivamente na prestação de serviço público, devendo ser recolhidos em local adequado à sua guarda com segurança, quando não estiverem em serviço, especialmente à noite, finais de semana e feriados.

O presidente do Legislativo municipal, Deusmar Barbosa da Rocha, deverá, conforme orientado pela promotora, determinar o preenchimento de uma planilha,diariamente, com critérios de controle de uso, horários de saída e chegada, percurso, informações sobre quilometragem e combustível, a ser preenchida e assinada pelo motorista de cada um dos veículos. O presidente da Casa deverá também providenciar o recolhimento dos automóveis em local adequado e seguro, de preferência nas instalações do prédio da Câmara, proibindo expressamente a guarda em prédios particulares, sobretudo na residência de vereadores e servidores. Deusmar da Rocha foi orientado a expedir expediente regulamentando o uso dos carros oficiais, alertando sobre as consequências do desvio de finalidade.

Em relação à identificação dos carros do Legislativo, esta deverá ser feita com adesivos em tamanho e letras que possibilitem leitura a, pelo menos, 20 metros do veículo, em ambos os lados, não adicionando informações que possam ensejar promoção pessoal. No prazo de 20 dias, a promotoria deverá ser informada sobre o acolhimento e da recomendação expedida.

A promotora observa que a orientação ao Legislativo foi necessária para coibir eventual prática irregular, uma vez que o MP local tem recebido informações de suposto uso indevido dos veículos oficiais da Casa e cuja falta de controle foi, inclusive, reconhecida pela Presidência da Câmara Municipal de Catalão.

(Cristiani Honório / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO – Foto: Sione Guimarães)

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