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Chuvas vão e queimadas vêm

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A chuva, sempre muito bem vinda e que parece ter parado de cair nas ultimas semanas, além de contribuir de maneira significativa para a economia do agronegócio e trazer tantos outros benefícios, por exemplo, ajuda no combate às queimadas por tornar o solo e as matas mais úmidas evitando os focos e o alastramento dos incêndios, causa de grande preocupação dos bombeiros, ambientalistas e produtores rurais nesta época do ano. De acordo com dados do comando do 10º Batalhão do Bombeiro Militar de Catalão, no ano passado, cerca de 200 registros foram atendidos e controlados.

As queimadas são mais frequentes em áreas rurais que praticam técnicas rudimentares de preparo da terra. Quando existe uma área na qual se pretende cultivar, o pequeno produtor queima a vegetação para limpar o local e preparar o solo. Esse recurso não requer investimentos financeiros e por isso é bastante usado.

A prática é a segunda que mais polui o ar e o ambiente, ficando atrás somente da emissão de gases provenientes de veículos automotores movidos a combustíveis fósseis. Isso acontece porque as queimadas produzem dióxido de carbono, que atinge a atmosfera agravando o efeito estufa e automaticamente o aquecimento global. O homem é o maior culpado pelas ocorrências de incêndios de diversas proporções.

Até o início do período chuvoso – que vai demorar bastante, na primeira quinzena de outubro em Goiás, a população deve se ater a importantes cuidados para não agravar ainda mais as complicações do tempo seco. As dicas são:

1 – Denunciar quando souber de empresas ou pessoas que não respeitam a lei que proíbe o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais;

2 – Fazer queimadas somente com autorização de um órgão competente e fiscalizador e de forma controlada, com a construção de aceiros – barreiras que impedem a propagação das chamas. O aceiro pode ser feito em forma de vala ou limpeza do terreno de modo a obstruir a passagem do fogo;

3 – Não jogar pontas de cigarro acesas próxima a qualquer tipo de vegetação;

4 – Apagar com água o resto do fogo em acampamentos para evitar que o vento leve as brasas para a mata, causando incêndios.

Em anos normais o período chuvoso chega ao estado a partir da segunda metade de setembro (as anteriores são consideradas chuvas fora de estação ou esporádicas – de menor previsibilidade em longo prazo). O período chuvoso propriamente dito tem seu início climatológico no início de outubro em grande parte de Goiás, e por isso a necessidade de evitar as queimadas.

Por: Gustavo Vieira/Foto: reprodução

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