A presidente Dilma Rousseff tentará obter o apoio do governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, no debate contra a redução da maioridade penal, para evitar a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que está em tramitação na Câmara.
Segundo o colunista Kennedy Alencar, em troca o Palácio do Planalto aceitaria discutir uma mudança no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) para aumentar o período de internação dos menores que cometam crimes violentos, ideia aventada por Alckmin.
O tucano defende detenção dos jovens para até oito anos e a criação de instalações diferentes para receber os menores mais violentos.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está decidido a votar a redução da maioridade penal já neste mês: “A PEC 171/93 reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos. A proposta teve a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania no mês passado, em meio a discussões e protestos (…). A comissão especial da redução da maioridade penal deve concluir seu trabalho até dia 15 de junho e levaremos imediatamente ao plenário”, afirmou o congressista, em seu perfil noTwitter.
Cunha aproveitou para criticar o Partido dos Trabalhadores. “O PT não quer a redução da maioridade e acha que todos têm de concordar com eles”, acrescentou (leia mais).
Brasil 247
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