Em comunicado à imprensa, a Secretaria Geral da Presidência da República disse que segue determinação da presidenta Dilma Rousseff e está concluindo a terceira etapa do programa habitacional. “O governo federal entende que o programa é um patrimônio da sociedade brasileira.”
Durante todo o dia, organizações de luta pela moradia, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), ocuparam as sedes do Ministério da Fazenda em São Paulo, Brasília, Boa Vista e Belo Horizonte. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, eles realizaram atos na porta do órgão e bloquearam parte da rodovia Anhanguera, em São Paulo.
Em Brasília, manifestantes do MTST ocuparam – por volta das 9 horas da manhã – a entrada principal do Ministério da Fazenda, mas foram retirados do local pela Polícia Militar (PM).
A sede do Ministério da Fazenda na capital paulista também foi ocupada pelos manifestantes nesta manhã. Eles começaram a se concentrar por volta das 9 horas em frente à Estação da Luz, na região central da cidade. Após curta passeata, o grupo interrompeu o trânsito na Avenida Prestes Maia e tomou as escadas e o saguão de entrada do edifício. Ao forçar a entrada, os manifestantes acabaram quebrando duas portas de vidro.
Após o anúncio da Secretaria Geral, nesta tarde, o MTST comemorou em sua página a reafirmação do compromisso de continuidade da terceira etapa do programa. “As conquistas só vêm com luta. O compromisso é importante. Mas é ainda mais importante seu cumprimento. O MTST permanecerá atento e mobilizado para garantir que as conquistas sejam efetivadas.”
Segue a íntegra da nota do governo:
O governo federal acompanha, junto às instituições financeiras, os projetos protocolados pelas entidades ligadas aos movimentos sociais, como o MTST, e vai analisá-los de acordo com as regras do programa. Nesta nova etapa, também serão adotados critérios para priorizar a seleção de empreendimentos melhor localizados e a parceria com os movimentos sociais para execução da modalidade Entidades.
Por fim, o governo reafirma o compromisso com a manutenção de condições diferenciadas para o público do Faixa 1, ou seja, com menor renda familiar. A alteração da fonte de financiamento do Faixa 1 será acompanhada de medidas para a manutenção de condições favoráveis aos beneficiários.
Desde 2009, o Minha Casa, Minha Vida contratou 4 milhões de unidades habitacionais, com investimento total de mais de R$ 270 bilhões. Até agora, 2,3 milhões de moradias já foram entregues e 1,7 milhão estão em construção.
Assessoria de Comunicação Social da Secretaria Geral da Presidência da República
Portal Vermelho
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