Foi aberta hoje (30), na Câmara Municipal de Vereadores de Catalão, uma CEI – Comissão Especial de Investigação (CEI) – a pedido do vereador João Antônio (PSDB), que visa investigar possíveis irregularidades nas aplicações dos fundos de pensão dos servidores do Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores de Catalão (Ipasc).
O suposto desvio dos recursos financeiros da instituição municipal pode fazer parte de um esquema interestadual que vinha sendo investigado há pelo menos um ano e meio pela Polícia Federal, e que foi desbaratado pela Operação Miqueias, no dia 19 de setembro.
A PF investigou o envolvimento de políticos e empresários por meio das contas bancárias de empresas de fachada ou fantasmas, abertas em nome de laranjas para lavar dinheiro proveniente de diversos crimes. Catalão é citado nas investigações como alvo da quadrilha.
A necessidade da CEI, segundo João Antônio, se dá porque milhões de reais (R$ 11,3 milhões), possivelmente, foram retirados de fundos do Banco do Brasil e investidos em um grupo de ativos dos fundos podres do esquema, no final da gestão do ex-prefeito Velomar Rios (PMDB).
“É exatamente isso que terá que ser investigado. Vamos interrogar todos os suspeitos, rever documentos e o que for necessário será feito. As aplicações dos recursos que pertencem aos servidores municipais nos fundos podres do esquema podem comprometer suas aposentadorias. É preciso que haja justiça”, disse João Antônio que é presidente da CEI. O processo de investigação conta também com Jurandir Antônio (PMDB) como o vogal, e Valmir Pires (PSDC) como relator. Participou do encontro o atual superintendente do Ipasc, Ronaldo Ribeiro, que disse estar à disposição de qualquer solicitação que envolva a comissão. Todos os 17 vereadores assinaram requerimento pela abertura das investigações.
Essa é a primeira operação da história da PF no combate a esta espécie de crime que envolveu nomes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Amazonas, Rondônia e do Distrito Federal.
Entendo o esquema
Uma vez creditados nas contas bancárias de um grupo de empresas investigadas, os valores ilícitos ficavam circulando pelas demais contas pertencentes à quadrilha até serem, enfim, sacados em espécie.
Os “laranjas” e as “empresas” eram periodicamente substituídos por outros para não despertarem atenção dos órgãos de fiscalização. Nos dezoito meses de investigação, foram sacados mais de R$ 300 milhões nas contas dessas empresas.
Até o momento, entre as inúmeras células criminosas da organização, foram individualizados três núcleos distintos que contavam, inclusive, com a participação de policiais civis do Distrito Federal, responsáveis pela “proteção” da quadrilha.
No curso da investigação, observou-se que os líderes da organização criminosa também desenvolviam outra atividade ilícita: o aliciamento de prefeitos e gestores de regimes próprios de Previdência Social a fim de que eles aplicassem recursos das respectivas entidades previdenciárias em fundos de investimentos com papeis pouco atrativos, geridos pela própria quadrilha e com alta probabilidade de insucesso.
Esses fundos eram formados por “papeis podres”, decorrentes da contabilização de provisões de perdas por problemas de liquidez e/ou pedidos de recuperação judicial dos emissores de títulos privados que compõem suas carteiras. Severos prejuízos foram verificados no patrimônio desses regimes próprios de Previdência Social.
Os prefeitos e gestores dos regimes de previdência eram remunerados com um percentual sobre o valor aplicado. O esquema contava também com a intermediação de importantes lobistas que faziam o elo entre agentes políticos e a quadrilha. (Fonte: Polícia Federal)
Por: Gustavo Vieira
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