Segundo a técnica do IBGE, Helena Monteiro, o institututo começou a apurar o uso de internet pela população a partir de 2004, momemto em que o acesso à rede era feito principalmente por microcomputadores, e atingia em torno de 20% da população.
Desde então, a inclusão digital se fez perceptível com a presença de internet nas residências do país. Em 2004, o acesso à internet via microcomputador estava em 6,3 milhões dos domicílios do país – e passou para 28,2 milhões deles, em 2014. Esses números equivaliam a 12,2% do total de domicílios, em 2004; e cresceu para 42,1% deles, em 2014.
Novos dispositivos
O crescimento do acesso à internet veio acompanhado de mudanças na forma de utilizá-la. Se antes o uso estava restrito a computadores fixos, agora há várias alternativas de dispositivos para acessar a Internet. A partir de 2013, a Pnad passou a contabilizar então acessos com smartphones, tablets, TVs e outros dispositivos.
Ao se considerar todas essas formas, 48% dos domicílios do país tinham acesso à Internet em 2013 e 54,9% deles (ou seja, 36,8 milhões das residências), em 2014. Somente entre 2013 e 2014, houve aumento de 155,6% no número de pessoas (acréscimo de 11,2 milhões) que acessaram a internet por equipamentos eletrônicos diferentes do microcomputador.
A pesquisa identificou o celular como aparelho preferencial para navegar. A cada cinco casas, quatro usam telefone móvel para se conectar. Até 2013, esse posto era dos computadores, que caíram em 2014 para a segunda colocação: estavam presentes em 76,6% das casas, percentual que era de 88,4% no ano anterior.
Segundo o IBGE, apesar de ter ampla presença nos lares brasileiros, os PCs estão sendo deixados de lado. De 2013 para 2014, caiu de 78,3 milhões para 76,9 milhões o número de pessoas que usavam computadores para acessar a internet.
Renda
Embora tenha ressaltado que o acesso à internet continue sendo mais abrangente entre a população mais rica do país, o IBGE identificou que todas as faixas de renda pesquisadas apresentaram crescimento no uso da rede entre 2013 e 2014.
Os avanços mais expressivos foram detectados principalmente entre as famílias mais pobres. Para os que possuem renda domiciliar mensal per capita de até ¼ de salário mínimo, a ampliação no número dos que usam internet foi de 4,9 pontos porcentuais no período de apenas um ano. Mesmo assim, apenas 28,8% dessa faixa de renda tinham acesso à rede em 2014. Em 2013, eram 23,9%.
Trata-se de percentual ainda muito inferior ao total de pessoas que acessam a internet na faixa com renda superior a dez salários mínimos: 91,5%.
Faixa etária
Segundo o IBGE, quanto mais jovem, maior o uso da internet. O pico ocorre no grupo de 15 a 17 anos, com 81,8% dessa população conectada, e vai declinando com o avanço da faixa etária.
Na faixa mais avançada, com mais de 60 anos, apenas 14,9% dos indivíduos acessam a internet. No entanto, o País tem mais idosos conectados. Em 2013, apenas 12,6% deles navegavam na rede.
O crescimento do número de pessoas conectadas mostrou-se maior entre a população de 20 a 24 anos de idade, passando de 70,5% para 78,5% do total de pessoas nesta faixa etária, no período.
“Os jovens utilizam mais a internet, mas o acesso cresceu em todos os grupos de idade”, ressaltou Helena Oliveira Monteiro
Portal Vermelho
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