“A partir de amanhã, estou de licença. Vou acompanhar a votação da comissão [de Orçamento] hoje. Amanhã estarei de licença, reassumo o Senado para fazer o enfrentamento aqui até que o MPF se manifeste quanto às condições da minha fala com Sérgio Machado”, declarou Jucá.
Na entrevista concedida logo após o vazamento, Jucá disse que “não tenho nada a temer” e que se “tivesse telhado de vidro, não teria assumido a presidência do PMDB no momento de confronto com o PT”.
Disse ainda que não iria sair do governo. “O cargo de ministro é uma decisão do presidente Michel Temer. Vou exercê-lo [o cargo] na plenitude enquanto entender que tiver a confiança do presidente Michel Temer. (…) Não nasci ministro do Planejamento e não vou morrer ministro do Planejamento. Não vejo nenhum motivo para eu pedir afastamento. Me sinto muito tranquilo e vou aguardar uma decisão do presidente Michel Temer”, afirmou.
Mais tarde anunciou a mudança e disse que se “licenciaria”, mas tentou manter a bravata: “Estou consciente que não cometi irregularidade”.
No entanto, os áudios revelados pela Folha de S. Paulo vazados das investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) demonstram o contrário. Na coletiva de imprensa, Jucá chegou a dizer que na gravação quando falou com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, de “estancar sangria” não se tratava de barrar a Lava Jato, mas se referiria a crise econômica. Mas a Folha, que havia somente publicado a transcrição, divulgou o conteúdo do áudio para rebater o ministro.
Mas a conversa não deixa dúvidas de que se trata das investigações. Primeiro, Sérgio afirma: “Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisão de segunda instância], vai todo mundo delatar”.
Em seguida, Jucá comenta: “Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo, e a Odebrecht, vão fazer [delação]”.
Preocupado, Sérgio Machado diz: “Odebrecht vai fazer”. E ele responde: “Seletiva, mas vai fazer”.
A tática de Temer e os aliados do gabinete do golpe é tentar desvincular – como se fosse possível – Jucá de Temer e, portanto, de seu governo. As gravação não permitem tal manobra, pois evidenciam que o impeachment contra a presidenta Dilma, sem crime de responsabilidade, foi um golpe para barrar as investigações do esquema de corrupção da Lava Jato que os atingiria.
Portal Vermelho
https://www.youtube.com/watch?v=asPm9a9M4GM&list=PLU7EHq4fmk62WyLxYihJgBKgJP0nCbK8p
STF afasta prefeito e vice de Macapá em investigação sobre desvio de recursos de emendas…
Pela paz mundial, contra as guerras imperialistas de Trump! Além de dominar petróleo e…
Em dez anos, Brasil registrou mais de 13,7 mil feminicídios Somente em 2025, foram…
Mídia ocidental atua como porta-voz de Trump no ataque ao Irã Cobertura de veículos…