Diante da avalanche de reações negativas a seu governo, Michel Temer agora quer enquadrar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero na lei de Segurança Nacional. Aliados mais próximos, como o presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PR-BA), já defendem abertamente esta posição. “A mínima hipótese de gravar uma conversa com um presidente da República é absurda”, diz Araújo, defendendo que Calero seja acusado por caluniar ou difamar o presidente da República.
As informações são da Folha de S.Paulo.
Enquanto parlamentares da oposição questionam a postura de Temer, que apoiou as pressões de Geddel Vieira Lima para liberar a construção de um espigão de luxo em Salvador, e pedem a investigação dos conteúdos das conversas registradas por Calero, congressistas da base aliada atacam o ex-ministro que divulgou o escândalo.
“Governistas consideram “absurda” a forma como Calero lidou com a situação.
“Todos nós lidamos com pressão todos os dias. Recebemos um milhão de pedidos de todos os tipos. Se não sabemos como nos portar, de fato não estamos prontos para o cargo”, afirmou um ministro de Temer em condição de anonimato.”
Brasil 247
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