Neste exato momento, o governo do Rio de Janeiro, do PMDB, está sendo socorrido pelo governo federal, também do PMDB. Num acordo anunciado nesta quinta-feira, o Rio, de Luiz Fernando Pezão, receberá dois empréstimos, de R$ 6,5 bilhões da administração Michel Temer (leia aqui).
Portanto, toda a sociedade brasileira está sendo chamada a pagar a conta do descalabro fiscal do Rio de Janeiro.
No entanto, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, do PMDB, ainda não deve satisfações à sociedade sobre uma medida óbvia que já deveria ter tomado: afinal, por que ele ainda não pediu à Justiça a devolução aos cofres do estado de tudo o que foi roubado pelo antecessor Sergio Cabral?
Desde o início da Operação Calicute, a Justiça já conseguiu recuperar US$ 100 milhões, incluindo até as barras de ouro e os diamantes que Cabral guardava. Ou seja: são mais de R$ 318 milhões (leia mais aqui).
No entanto, Pezão ainda não se apresentou à Justiça Federal do Rio de Janeiro, em nome do Palácio Guanabara, como vítima da roubalheira de Cabral. Talvez porque não possa. Afinal, foi Cabral, seu padrinho político, quem o fez sucessor.
Se Pezão tem dúvidas sobre como agir, basta seguir o exemplo de Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, que obteve a devolução dos recursos roubados pela administração Paulo Maluf na construção da Avenida Águas Espraiadas, rebatizada como Dr. Roberto Marinho (leia aqui).
A grande questão, no entanto, é: Pezão pode apertar os parafusos contra Cabral?
Brasil 247
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