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Aderindo a paralisação…

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Paralização Nacional: UEG/Câmpus Pires do Rio Contra a Reforma da Previdência

Professora Doutora Marilena Julimar Fernandes (UEG/Câmpus Pires do Rio-Curso de História e Professora Mestre Jaquelinne Alves Fernandes (UEG/Câmpus Pires do Rio-Curso de Letras)

No dia 15 de março (hoje), diversas centrais sindicais e categorias de trabalhadores irão parar, por 24 horas, em todo o país, para protestar contra os pacotes de reforma previdenciária e trabalhista propostos pelo governo de Michel Temer. Muitas categorias estão aderindo à paralisação, por perceberem a gravidade desse momento, uma vez que a reforma previdenciária proposta prevê, dentre outras coisas: a idade mínima de 65 anos para que os contribuintes possam se aposentar;igualar a idade para a aposentadoria entre homens e mulheres; quarenta e nove anos de contribuição com previdência para que se possa reivindicar a aposentadoria.

As principais razôes para que essa reforma previdenciária, no que se refere a esses três pontos apresentados, seja completamente inviável são: em muitas regiões do Brasil a expectativa de vida não chega aos 65 anos de idade; no Brasil, a maioria das mulheres têm jornada dupla de trabalho (fora de casa para garantir salário e em casa para o cumprimento das tarefas domésticas), por isso devem se aposentar antes; quarenta e nove anos de contribuição é mais do que o dobro do que é exigido atualmente.

Além de fixar uma nova idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres, as novas regras, se aprovadas, irão atingir trabalhadores dos setores público e privado. De acordo com o governo, a única categoria que não será afetada pelas novas normas previdenciárias é a dos militares.

Por todas essas razoes, é muito importante que as centrais sindicais lutem e manifestem-se contra tal reforma, divulgando o que a grande mídia oculta e paralisando o funcionamento do país, para que os direitos dos trabalhadores sejam preservados e que a reforma, da forma que está sendo proposta, seja barrada.

Pensando nisso, o Campus da Universidade Estadual de Goiás de Pires do Rio, está aderindo, no dia de hoje, à paralisação nacional em manifestação contra a reforma previdenciária proposta pelo governo Temer. Temos consciência de que é necessária uma reforma da previdência, mas essa deve preservar o direito dos trabalhadores de forma justa, por isso nos manifestamos contra a forma que ela tem sido proposta pelo governo atual.

ASCOM / UEG

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