Na sua página no facebook, o tucano respondeu a comentários de internautas, que lhe cobravam um voto a favor de dar prosseguimento à análise da denúncia contra Temer. “Votarei pela admissibilidade”, escreveu Trípoli, reiterando em outro comentário que votará “a favor da denúncia”.
Diante da divisão dentro do partido, contudo, ele irá liberar a bancada para votar como quiser. “Há uma disputa entre os dois grupos sobre quem tem maioria, estimulada pelo silêncio de cerca de 20 deputados sobre a maneira que votarão”, escreveu o Valor Econômico.
Segundo o jornal, dos 46 deputados do partido, dois devem se ausentar da votação, por questões familiares: Arthur Virgílio Bisneto (AM) e Eduardo Barbosa (MG). Numa manobra para angarair votos, o governo exonerará dois ministros tucanos para votarem a favor de Temer: Bruno Araújo e Antonio Imbassahy.
“Cada um tem seu interesse pessoal na próxima eleição. O candidato a deputado, o candidato a governador, o candidato a qualquer coisa. O que prevalece é o puro interesse pessoal. Não há nenhuma análise de interesse partidário e não há nenhuma análise de interesse do país”, analisou o ex-governador de São Paulo e vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, sobre a atual divisão do seu partido em torno do governo de Michel Temer.
Portal Vermelho
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