A crise que quase pôs fim ao governo Michel Temer continua causando estragos no PSDB.
Com a última série de acenos a João Doria, Temer aprofundou o desconforto entre o prefeito de SP e Geraldo Alckmin. Temer atribui ao governador a responsabilidade pelos 11 votos que tucanos paulistas deram por seu afastamento na Câmara. Nesta semana, como prova de que guarda o placar na memória, fez elogios a Doria, abriu-lhe uma porta no PMDB e despejou verbas na capital.
João Doria garante a aliados que sair do PSDB não está em seus planos, mas não deixou de registrar que as mensagens de que seria bem-vindo no DEM e no PMDB eram um “reconhecimento” ao seu trabalho.
O prefeito também enviou sinais a dirigentes do PSDB de que considera um erro a sigla definir candidatura presidencial em dezembro deste ano. Explica-se: com este calendário, programado por Aécio Neves (PSDB-MG), Doria teria que anunciar o desejo de deixar a prefeitura com menos de um ano de mandato.
As informações são da coluna Painel da Folha de S.Paulo.
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