Por Railídia Carvalho
Sindicatos e federações tem realizado um trabalho intenso para mobilizar a população da capital gaúcha para os atos que se realizarão de 22 a 24 de janeiro. De acordo com o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, a mobilização da última semana distribuiu na capital e nas principais cidades do interior mais de 200 mil panfletos produzidos pela entidade. Nesta segunda haverá ato com a participação de juristas brasileiros e estrangeiros e na terça-feira (23) começa a vigília nacional.
“Porto Alegre é uma cidade histórica da luta política do nosso povo. Muitas batalhas foram travadas naquele espaço, desde o Getúlio e depois na legalidade com o Brizola, depois nas lutas contra a Ditadura. Agora na semana que vem nós teremos outra batalha onde decidiremos o futuro político de nosso país”, declarou à agência PT de Notícias João Pedro Stédile, liderança nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
Segundo Stédile os movimentos precisam impedir que o poder judiciário se torne o “capitão do mato dos interesses capitalistas”. “A burguesia quer inviabilizar a candidatura do Lula. Não conseguirão, mas nós da classe trabalhadora e dos movimentos populares teremos que estar lá, presentes e mobilizados”.
O MST programou um grande acampamento que , que receberá também outros movimentos sociais. A definição foi resultado de acordo entre o MPF, representantes de Movimentos Sociais, Governo do Estado e Município de Porto Alegre. “Trata-se de uma construção importante, que foi realizada com respeito aos Movimentos Sociais através do diálogo, garantindo-se a liberdade de manifestação e reunião em espaços públicos de Porto Alegre”, enfatizou o procurador da República em reportagem publicada no Sul 21.
Dois mil comitês
De acordo com a agência PT, foram criados no Brasil mais de dois comitês em defesa do direito de Lula ser candidato. Chamados Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser candidato à Presidência da República, as iniciativas tem atuado para mobilizar os movimentos sociais e populares, sindicais, artistas, sociedade civil, a militância o Partido dos Trabalhadores e também de partidos políticos do campo democrático e popular.
Qualquer tribuna imparcial decidirá pela inocência
O julgamento do ex-presidente tem sido criticado por juristas e lideranças políticas no Brasil e no exterior. O jurista italiano Luigi Ferrajoli afirmou em carta aberta que a cultura jurídica democrática italiana vê “ausência impressionante de imparcialidade” por parte dos promotores que conduziram o processo. Congressistas americanos do Partido Democrata enviaram carta ao embaixador Sérgio Amaral reivindicando o respeito aos direitos básicos do ex-presidente.
Na opinião dos advogados de Lula, Cristiano Zanin e Valeska Martins, já foi provado que o apartamento não pertence ao ex-presidente mas sim à empreiteira OAS. “Nós temos um conjunto probatório que leva, sem dúvida alguma, à inocência do ex-presidente Lula. Qualquer tribunal independente e imparcial chegara à conclusão de inocência”, concluiu Valeska.
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