A visita ocorreu cinco dias após o ministro do STF Luís Roberto Barroso determinar a quebra de sigilo de Temer. Trata-se da primeira vez na história da República que um presidente em exercício do mandato tem aberto os seus dados financeiros por ordem judicial.
A quebra de sigilo foi determinada no âmbito do inquérito que investiga a Medida Provisória 595, a MP dos Portos. De acordo com as investigações, Temer teria elaborado a MP para favorecer a empresa Rodrimar no Porto de Santos.
Segundo a Agência Brasil, os dois teriam conversado sobre segurança pública e a intervenção militar no Rio de Janeiro. “Temer disse que ela se comprometeu em colaborar nos assuntos de segurança, tanto no Rio como em outros estados. A situação dos presídios brasileiros também foi discutida entre os dois, segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto”, diz a agência.
O encontro extra-oficial foi alvo de diversas críticas. Uma delas partiu do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. “Causa perplexidade que assuntos republicanos de tamanha importância sejam tratados em convescotes matutinos ou vespertinos”, postou Janot no Twitter, ao compartilhar reportagem da Folha sobre o encontro.
“A corrupção dos melhores, vale dizer, do STF, é a pior coisa que existe, pois aí, já Ruy Barbosa dizia, estamos perdidos porque não temos a quem recorrer, só ao Supremo Juiz. Gostaria de saber como fica a consciência da beatíssima Cármen Lúcia”, disparou o teólogo Leonardo Boff.
Portal Vermelho
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