O colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim, escreve um artigo em que identifica a data precisa em que o governo Temer acabou: 17 de maio de 2017. Para Jardim, as delações da JBS “abalou as estruturas de um governo que carecia, desde sempre, da legitimidade das urnas”. O colunista diz que a partir dali, Temer foi apenas o deputado apagado de sempre, que continuou usando de todos os menos junto ao Congresso para não cair.
“Apenas cinco dias antes [do dia 17 de maio de 2017], Temer comemorara o seu primeiro ano de governo. Apesar de sua popularidade esquelética (em abril, o Ibope dava ao seu governo 10% de aprovação), ainda conseguia articular um discurso em tom triunfante. “Estamos no caminho certo, chegando no final de uma longa recessão. Preparamos o país agora para uma nova fase de crescimento”, afirmou naquele dia um confiante Temer, diante de todo o seu ministério.
O governo já conseguira, em dezembro de 2016, aprovar a PEC do teto dos gastos públicos. Mostrou força. Na Câmara, a proposta teve 359 votos a favor. Apenas 116 deputados foram contra. No Senado, a PEC obteve 53 votos; somente 16 votos contrários. A inflação vinha caindo. Assim como os juros. E o xeque-mate parecia muito perto de acontecer: a reforma da Previdência, a reforma das reformas, estava prevista para ser votada em junho. O texto original até poderia ser um pouco atenuado, mas ninguém, nem a oposição, duvidava da força de Temer no Congresso para aprová-lo.
Leia o artigo completo de Lauro Jardim aqui.
Brasil 247
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