À medida que se aproxima a eleição brasileira e fica clara a liderança de Fernando Haddad (PT), a percepção internacional sobre o ex-prefeito começa a consolidar a imagem de alguém associado a Lula e à esquerda, mas também um ‘moderado’ que sabe dialogar com o mercado, informa a coluna do jornalista Nelson de Sá no jornal Folha de S. Paulo. A Bloomberg destacou: “sucessor de Lula pode não ser o bicho-papão que os investidores brasileiros temem” e o Financial Times o definiu como “moderado” e alguém que até já “se reuniu com banqueiros”.
A coluna no jornal Folha de S. Paulo frisa o contraste entre a percepção doméstica e a leitura internacional sobre Haddad: “no Brasil, sites financeiros fecharam o dia com o ‘recorde histórico’ do dólar —ainda que ‘longe de 2002 quando se atualizam os valores pela inflação’.”
Mas “no exterior, por outro lado, a cobertura financeira começa a apresentá-lo como ‘moderado’ alguém que até já ‘e reuniu com banqueiros’, como perfilou o britânico Financial Times”.
A coluna ainda destaca que “o jornal ouviu o economista Marcos Lisboa, colunista da Folha, ex-secretário de Política Econômica no governo Lula e presidente do Insper, onde Haddad era professor, e consultorias como Control Risks, segundo a qual ele deixou ‘histórico de conservadorismo fiscal quando foi prefeito de São Paulo’.”
Brasil 247
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