O crescimento surpreendente do fascismo na reta final das eleições acendeu o sinal de alerta em toda a sociedade brasileira. A possibilidade de uma vitória no primeiro turno da extrema direita não está descartada, informa a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo. Dentro do PT, há quem entenda que a hora seja para subir o tom e quem ache que o discurso ‘paz e amor’ ainda seja a melhor opção. Risco-Bolsonaro cresceu consideravelmente nos últimos dias
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo usa as palavras ‘fatura’ e ‘radar’ para definir o momento de tensão: “a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) liquidar a fatura da eleição no primeiro turno entrou no radar de seus principais adversários”.
A conjugação de ataques ao PT por parte da imprensa, de Alckmin e do próprio candidato fascista estancaram o crescimento de Fernando Haddad. Movimentos como o #EleNão também se mostraram difusos em seu espectro de ação, mais deixando em evidência o nome do ex-militar do que propriamente estabelecendo agendas de debate.
Delação de Palocci, proibição da entrevista com Lula e o cansaço natural da construção de uma candidatura difícil e atravessada por perseguições e fogo amigo da própria esquerda (Ciro Gomes), também foram fatores que ‘gritaram’ neste momento decisivo.
A coluna de Mônica Bergamo ainda destaca: “as pesquisas diárias internas da legenda mostravam, como o Datafolha, o capitão reformado ganhando pontos nos últimos dias”.
Brasil 247
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