Por Alessandra Monterastelli
O jornal norte-americano lembra as ameaças feitas por Jair Bolsonaro contra seus opositores, que segundo o ex-capitão, nostalgico da ditadura militar, seriam “destruidos, presos ou mandados para o exílio”. O Times compara Bolsonaro com líderes de extrema-direita como o italiano Matteo Salvini e Viktor Orbán, na Hungria.
Matteo Salvini, Ministro do Interior da Itália, líder do partido de extrema-direita Liga, mandou felicitações a Bolsonaro pela sua vitória no twitter. “Bom trabalho para o presidente Bolsonaro, a amizade entre os nossos povos e o nosso governo será ainda mais forte!” escreveu Salvini, populista criticado internacionalmente pela sua conduta xenofóbica na Itália.
O jornal italiano La Repubblica escreveu, sobre a eleição de domingo (28): “Bolsonaro, ao vencer, escolheu novamente desferir palavras de ódio contra os seus opositores”.
O jornal holandês de Volkskrant publicou a seguinte charge:
O francês Le Figaro notíciou, alertando para o crescimento dos governos de extrema-direita no mundo, o apoio da política frencesa xenófoba Marie Le Pen, que saudou a vitória de Jair Bolsonaro, desejando-lhe boa sorte no Twitter. Segundo ela, os brasileiros sancionaram “a corrupção generalizada e a criminalidade aterrorizante que floresceu sob governos de extrema esquerda”, apesar do PT ser um partido de centro-esquerda. A líder da extrema-direita francesa também ignorou o problema da corrupção como algo implementado no sistema político brasileiro e que deve ser combatida em aplas frentes.
O português Público escreveu: “Com Bolsonaro, o risco não é de golpe, é de erosão da democracia”. “A eleição de um Presidente de extrema-direita não é o primeiro sinal de degradação democrática no maior país da América do Sul. Mas pode levar a uma grande aceleração negativa”, escreveu o jornal, que explica que os eleitores do ex-capitão foram atraídos pelo “carisma de um populista”. O veículo citou a entrevista para o UOL com o cientista da Universidade de Harvard, Steve Levitsky, autor do livro “Como as Democracias Morrem”. “Personalidades míticas têm demasiado poder. E isso abre caminho a que os cidadãos aceitem que o Presidente governe fora da legalidade, dando-lhe mais poder”, disse o investigador norte-americano.
O britânico The Guardian fez uma ampla cobertura das eleições brasileiras. Cobriu as manifestações populares contra Jair Bolsonaro e, em outra matéria, analisou o risco da criação de um novo eixo de ultradireita nas Américas após Donald Trump expressar sua alegria pela “vitória do político de extrema-direita” brasileiro.
Em sua reportagem principal sobre a vitória do ex-militar, o Guardian escreveu: “Brasileiros desiludidos trocam políticos da esperança por políticos do ódio e do desespero”.
Do Portal Vermelho
https://www.youtube.com/watch?v=asPm9a9M4GM&list=PLU7EHq4fmk62WyLxYihJgBKgJP0nCbK8p
STF afasta prefeito e vice de Macapá em investigação sobre desvio de recursos de emendas…
Pela paz mundial, contra as guerras imperialistas de Trump! Além de dominar petróleo e…
Em dez anos, Brasil registrou mais de 13,7 mil feminicídios Somente em 2025, foram…
Mídia ocidental atua como porta-voz de Trump no ataque ao Irã Cobertura de veículos…