A ação gerou uma reação imediata em parlamentares da Oposição, que não aceitaram a participação do secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, em substituição a Guedes, e reuniram assinaturas para a realização de uma sessão extraordinária para votar requerimento de convocação do ministro ao colegiado.
“Não é aceitável substituto do ministro da Economia neste momento. Se não há ambiente político, esse não é problema nosso. Se não há ambiente político, o principal responsável é o próprio Executivo. O Parlamento tem sido desqualificado repetidamente pelo Executivo, pelo presidente da República e por alguns de seus assessores. Não cabe ao ministro da Economia dizer a que horas vai se indicar relator. Ele deveria vir aqui apresentar argumentos técnicos. Estou aqui desde 1991 e nunca vi algo tão cruel, perverso e desastroso à sociedade como esta proposta”, alertou a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
A fala de Jandira foi reforçada por parlamentares do PT, PSol, PSB, PDT. “O acordo que foi celebrado na semana passada tinha um valor muito grande. O diálogo inicia quando estamos uns diante dos outros. Não fugindo”, questionou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).
A reunião que ouviria o ministro foi encerrada e convocada uma nova para tratar do tema. No intervalo entre as sessões, no entanto, base e Oposição chegaram num acordo e Guedes ainda não será obrigado a comparecer. A nova reunião, marcada para o dia 3 de abril, às 14h, adia o planejamento de votação da admissibilidade da matéria na CCJ. Caso Guedes fuja da raia novamente, o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), assumiu o compromisso de “tomar uma atitude mais séria” e votar a convocação do ministro.
Guedes cancelou sua ida à comissão pois a CCJ ainda não havia definido o relator da matéria. Segundo Francischini, a nomeação de relator será feita por ele, no momento em que achar adequado.
A CCJ é a primeira parada da Reforma da Previdência na Câmara. A tramitação da PEC já foi atrasada porque congressistas esperavam o envio pelo governo do projeto que altera as regras previdenciárias de militares, que foi entregue na quarta-feira passada (20).
Os desentendimentos entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta semana representaram mais um entrave à proposta.
Para o líder do PSol, deputado Ivan Valente (RJ), a postura do governo – apesar de anunciar ser a Reforma da Previdência sua pauta prioritária – demonstra a falta de compromisso com a aprovação da matéria. “O presidente da República mesmo não quer votar essa reforma. Durante 28 anos ele votou contra a reforma. Ele está desviando o foco, inclusive incentivando comemorações da Ditadura para desviar o foco”, disse em referência à ordem de Bolsonaro para que as Forças Armadas comemorem o 31 de março de 1964.
Por Portal Vermelho
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