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História em Pedaços!

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Gente boa do Blog,
A Academia Catalana de Letras revela que, o município de Corumbaíba situa-se na junção de dois rios: Corumbá e Paranaíba. Daí o nome da cidade, que pertenceu a Catalão por algumas décadas e onde residiu, no final da vida, o escritor Ricardo Paranhos.
Tudo começou em 1884, quando uma família de paulistas, proprietária da fazenda Arrependidos, doou enorme gleba de terra para formar um patrimônio, bem próximo ao encontro dos rios Corumbá e Paranaíba. A localidade ganhou o nome de Arraial Novo dos Paulistas e elegeu como padroeiro, com capela erguida, o Bom Jesus da Cana Verde.
O arraial, em 1905, foi elevado à categoria de vila com outro nome: Vila Xavier de Almeida. Isto porque, Xavier era um conhecido político do Triângulo Mineiro, tendo sido governador de Goiás naquela época, e passava muito por lá. Mas logo aconteceu uma reviravolta. O grupo político de Xavier de Almeida foi destituído do poder, por força das armas, e rapidamente a vila ganhou outro nome.
Foto: Matriz em Corumbaíba/ acervo Luís Estevam
Dessa feita, o autor foi um tabelião do cartório que sugeriu a junção nominal dos rios Corumbá e Paranaíba. Assim, em 1909, a vila Corumbaíba foi elevada a distrito de Catalão, ficando dois povoados sob sua jurisdição: Areião  e Nova Aurora. Finalmente, em 1912, Corumbaíba se emancipou, tornando-se independente.
Nessa época,  Ricardo Paranhos já tinha residido em Corumbaíba, por algumas vezes, sempre que os humores da política catalana ficavam ruins para o seu grupo. Inclusive, morou também no povoado do Areião, município de Corumbaíba, de onde se avista, bem ao longe, o Morrinho da Saudade, conforme registrou em sua obra.
Na verdade, Corumbaíba era um local de passagem para quem se dirigia a Minas Gerais ou retornava de lá. No caso, Ricardo Paranhos tinha negócios em Araguari e também uma serraria, à beira do Paranaíba,  no município de Anhanguera. Uma enchente naquele rio arrastou todo o seu empreendimento e levou a madeira estocada, causando grande prejuízo ao escritor. Já velho, continuou a residir em Corumbaíba onde faleceu e foi sepultado.
Foto: Matriz em Corumbaíba/ acervo Luís Estevam
No final da década de 1970, a Academia Catalana de Letras transladou os restos mortais de Ricardo Paranhos para Catalão e os sepultou no alto do Morrinho de São João, onde se encontram no túmulo ao pé da cruz.
Corumbaíba,  na metade do século passado, enfrentava um longo período de decadência econômica. Entretanto, com a implantação da Hidrelétrica no Paranaíba e a Usina no Corumbá, passou a receber compensação financeira pelas terras inundadas e pelos danos ambientais. Sua população tem boa qualidade de vida, mas é um município todo ilhado com uma das maiores áreas inundadas por lagos artificiais do país.
Por: Luís Estevam
Blog do Mamede

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