Em meio ao aumento da inflação e de pré-campanhas, Ministério da Economia gasta mais de R$ 84 milhões com renovação de contrato para espalhar mensagens sobre serviços públicos.
Publicado pelo Portal Vermelho
Reportagem da Veja, divulgada no sábado (23), revela que o governo Bolsonaro renovou em junho o contrato com a empresa TServcom Tecnologia para o disparo de 2 bilhões de mensagens de texto. O contrato com a empresa de Ituverava (SP), visa disparos em massa de SMS (Short Message Service, em português Serviço de Mensagens Curtas), sob o pretexto de divulgação de serviços públicos.
As informações foram publicadas no Diário Oficial da União. O contrato tem valor de R$ 84,2 milhões e duração de 36 meses feito por licitação do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes.
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Segundo a reportagem da Veja, o Ministério indicou em nota que “O SMS (mensagem de texto) utiliza uma infraestrutura amplamente difundida e acessada pela população, sem qualquer custo para o cidadão”. Também que “não é necessário que haja conexão do cidadão com a internet – basta apenas que o usuário já esteja ativo em uma operadora de telefonia”.
A avaliação é de que a estratégia visa impulsionar medidas do governo para angariar apoio político em ano eleitoral – faltam menos de 70 dias para o primeiro turno. Além disso, a contratação traz um gasto público desnecessário, ainda mais em um período de crescimento da inflação.
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A presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann comentou a notícia no Twitter: “Bolsonaro driblou a lei pra fazer proselitismo político e agora contratou empresa pra disparar 2 bilhões de mensagens por telefone pra ‘divulgar serviços públicos’. É uso e abuso da máquina pública pra comprar voto. TSE tem de tomar providências e colocar freios nessas investidas”.
Em seu site, o partido indica que Bolsonaro “luta para se reeleger e se manter longe dos processos que o ameaçam”. Para isso, se utiliza do “vale-tudo eleitoreiro” e “que vai além do pacote bilionário de benefícios sociais com prazo de validade até 31 de dezembro”. A referência feita é ao Auxílio Brasil e outras medidas do governo para tentar subir nas pesquisas de intenção de voto.
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