Em carta, Celso de Mello também defendeu a insurreição “contra as tentações autoritárias e as práticas governamentais abusivas” do presidente
Publicado pelo Portal Vermelho
Mais uma reação contundente, desta vez do ex-ministro do STF, Celso de Mello, mostrou que o cerco contra os ataques golpistas do presidente da República vai se fechando. Ele classificou Jair Bolsonaro (PL) como um político “menor e medíocre”, “desprezível” e com “aversão” à democracia, além de citar as manobras golpistas levadas a cabo pelo mandatário.
No atual cenário de ataque à democracia e às Instituições, Celso de Mello defendeu que é preciso “reagir aos pronunciamentos de um político menor (e medíocre) que busca permanecer na regência do Estado, mesmo que esse propósito individual, para concretizar-se, seja transgressor do postulado da separação de poderes e revelador de uma irresponsável desconsideração das instituições democráticas de nosso País!”.
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As declarações, em tom exclamativo, estão contidas em uma carta endereçada ao ex-secretário da Casa Civil de São Paulo, Luiz Marrey, em resposta ao convite para que o ministro aposentado fizesse a leitura de manifesto pela democracia, a ser apresentado no dia 11 de agosto na sede da Faculdade de Direito da USP. Embora tenha declinado do convite, alegando motivos de saúde, Celso de Mello disse que o recebeu com “profunda e imensa honra e, também, de inexcedível distinção”.
Presidente sem noção
A mensagem diz, também, que “Bolsonaro, além de sua distorcida visão de mundo”, “sustentada e exposta por quem ele realmente é, desnuda-se ante a Nação como um político medíocre e que, além de possuir desprezível espírito autocrático, também expôs-se, em plenitude, em sua conduta governamental, como a triste figura de um Presidente menor, sem noção dos limites éticos e constitucionais que devem pautar a conduta de um verdadeiro Chefe de Estado, capaz de respeitar a autoridade suprema da Constituição da República!!!”.
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Ainda sobre o presidente, disse Mello: “Bolsonaro – que constantemente insinua a possibilidade de um ‘coup d’État’ [golpe de Estado], tal a sua profunda aversão à ideia eticamente superior de democracia constitucional – traduz, em sua trajetória política, a imagem de um governante que não está, como jamais esteve, à altura do cargo que exerce, pois lhe faltam estatura presidencial e senso de estadista”.
O ex-ministro também defendeu as reações vindas dos mais variados setores sociais aos ataques perpetrados por Bolsonaro e seus seguidores: “A resposta do povo brasileiro às graves (e ameaçadoras) manifestações do atual Presidente da República, indignas da majestosa importância da Lei Fundamental de nosso País, além de necessária e imprescindível, só poderá ser uma: insurgir-se contra as tentações autoritárias e as práticas governamentais abusivas que degradam, deformam e deslegitimam o sentido democrático das instituições e a sacralidade da própria Constituição!”.
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