O superministério da Economia comandado por Paulo Guedes provou que concentrar poderes não é eficaz; governo Lula irá recriar, ao menos, três pastas para consertar o estrago.
Publicado pelo Portal Vermelho
O atual ministério da Economia será desmembrado em três pastas pelo governo Lula (PT): da Fazenda, de Planejamento Orçamento e Gestão e de Indústria, Comércio e Serviços.
A indicação foi feita pelo coordenador dos grupos técnicos da transição, o ex-ministro Aloizio Mercadante, em coletiva de imprensa na quarta-feira (7). Ainda existe a possibilidade de que outras pastas sejam recriadas a partir da Economia.
Esta separação visa consertar o estrago feito por Bolsonaro (PL) que uniu diversos ministérios com o pretexto de maior integração das ações, mas que no fim deixou desassistida diversas áreas.
O entendido como “superministério” da Economia, devido a quantidade de atribuições, foi comandado por Paulo Guedes, e o resultado é o que todos estão vendo: apagão de recursos no INSS, corte de bolsas na educação, falta de medicamentos, além da falta de recursos para o orçamento para 2023, entre diversas outras situações.
Mercadante e os membros do grupo técnico avaliam que foi um equívoco a aglutinação de tarefas na mesma pasta e agora discutem quais serão atribuições de cada ministério recriado. O entendimento é de que a pasta de Indústria, Comércio e Serviços tenha muitas atribuições, o que tem despertado a cobiça de diversos partidos que compõem a base de apoio que elegeu Lula.
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