Pela primeira vez, país receberá representante das Nações Unidas para averiguar situação dos povos indígenas e negro nos últimos anos; conclusões podem expor Bolsonaro
Publicado pelo Portal Vermelho
Está marcado para o dia 2 de maio o início de inédita visita, ao Brasil, de representante da ONU (Nações Unidas) com um mandato destinado a investigar riscos de genocídio na população, com foco nos povos indígenas e nos negros. A queniana Alice Wairimu Nderitu ficará no país até o dia 12 de maio.
A visita teve a anuência do governo brasileiro e tanto pode servir para que sejam mostrados os compromissos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os direitos humanos, quanto pode expor as ações e omissões do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta denúncias no Tribunal Penal Internacional. As informações são do jornalista Jamil Chade, do UOL.
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A análise a ser feita pela conselheira da ONU terá como foco a situação dos povos indígenas — sobretudo os yanomami, considerando a grave situação de fome, miséria e violência à qual foram submetidos nos últimos anos, quando aumentaram as invasões e os garimpos ilegais em suas terras — e as comunidades periféricas do Rio de Janeiro, constantemente submetida à pobreza e à violência, em especial por parte da polícia.
Para se ter uma ideia do cenário enfrentado pelos povos indígenas, segundo o Conselho Missionário Indigenista, em 2020, houve 182 assassinatos de indígenas, 63% mais do que em 2019. Também houve aumento nas invasões de suas terras: foram 263 casos em 2020 em ao menos 201 terras indígenas, crescimento de 137% na comparação com 2018.
Quanto à população negra, vale lembrar que em 2020, mais de 6,4 mil pessoas foram mortas por intervenção policial, quase 79% negras, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“Ao concluir a visita, a representante produzirá um informe que será submetido ao secretário-geral da ONU, António Guterres. Do lado brasileiro, o governo quer usar recomendações e críticas para fortalecer seu posicionamento, blindar algumas das políticas de direitos humanos e dar munição para eventuais processos contra Bolsonaro e seus aliados”, escreveu Chade.
Com informações do UOL
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