“Cartoons Contra a Violência” é um projeto do Conselho Nacional de Justiça.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, lançou a campanha “Cartoons Contra a Violência”, iniciativa que visa conscientizar a população sobre o aumento de casos de violência contra a mulher. O anúncio foi feito no início da sessão plenária da Corte nesta quarta-feira (4).
Segundo o ministro, a campanha tem o objetivo de conscientizar a sociedade para o problema e reduzir os alarmantes números de violência contra as mulheres no Brasil. “A situação é gravíssima”, destacou.
A campanha tem a participação de mais de 25 cartunistas mulheres que, por meio de charges e desenhos, abordarão temas como violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Os trabalhos serão publicados todos os dias, até 25 de novembro (Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres) em jornais, revistas, sites e redes sociais.
O conceito da campanha foi criado em parceria com a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abat) e a Agência Léo Bournett, que fizeram um trabalho sem custos aos cofres públicos. Na sessão, o ministro agradeceu a participação dos profissionais de publicidade e artistas e o suporte à iniciativa do conselheiro Márcio Freitas, supervisor da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência Doméstica.
Atualmente única mulher que integra a Corte, a ministra Cármen Lúcia agradeceu a iniciativa em nome das mulheres brasileiras e afirmou que essa não é mais uma “chaga social”, mas uma doença que contaminou toda a sociedade. “Começar sua gestão com esse empenho em dar visibilidade a um problema tão grave só tem a enaltecer os compromissos que vossa excelência tem com os direitos humanos. Nós, humanas, também queremos o mesmo tratamento de dignidade”, ressaltou.
No ano passado, o número de feminicídios subiu 6,1% em relação ao ano anterior, atingindo a marca de 1.437 casos de mulheres assassinadas. O número de agressões registrou alta de 2,9% sobre 2021, chegando a 245.713. Também foram contabilizados 613.529 casos de ameaças, o que corresponde a um aumento de 7,2%. Além disso, a cada dez casos de feminicídio seis vítimas são mulheres negras.
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