Apuração aponta que 897 mil pessoas participaram do “Plebiscito contra a privatização da Sabesp, Metrô e CPTM”. Quase a totalidade se mostrou contrária aos planos de Tarcísio
Publicado pelo Portal Vermelho
Na última quinta-feira (16), ato público na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), promovido por entidades sindicais e sociais levou o recado ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos): a população rejeita a privatização!
O protesto do lado de fora da Alesp durante a audiência pública que debateu a privatização da Sabesp foi marcado pela divulgação do resultado do “Plebiscito contra a privatização da Sabesp, Metrô e CPTM”.
A iniciativa coletou votos de, pelo menos, 897 mil pessoas em todo o estado de São Paulo entre 5 de setembro e 4 de outubro.
Leia também: “Sabesp é do povo”, conclama população na porta da Alesp
Conforme apontado por lideranças presentes, 97% dos votos mostraram contrariedade ao projeto privatista do governados Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Enel de hoje é a Sabesp de amanhã
Durante a audiência pública, a secretária de Meio Ambiente, infraestrutura e Logística do governo de São Paulo, Natália Resende, apresentou dados e tentou justificar que a privatização da Sabesp, pelo Projeto de Lei 1.501/2023, será diferente de outras experiências pelo mundo que se mostraram fracassadas.
As falas de Resende foram prontamente rebatidas pelo presidente do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), José Faggian, que lembrou que a experiência mundial da privatização do saneamento aponta para o aumento de tarifa e diminuição da qualidade do serviço.
Veja aqui por que EUA, França, Reino Unido e Alemanha reestatizaram os serviços de água e esgoto?
Em sua fala Faggian destacou que hoje o medo dos prefeitos e da população é de que a Sabesp se transforme em uma nova Enel.
“Eu tenho percorrido o estado e o que eu ouço de muitos prefeitos é que não se consegue falar com a Enel, eles não são recebidos pelo setor elétrico, que também é regulado pela ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo). Isso demonstra que não há agencia reguladora que dê conta, pois não se cumprem os contratos” disse.
O presidente do Sintaema salientou que não há nada justificativa para a privatização de uma empresa que é patrimônio do povo paulista, que é eficiente, tem os serviços quase que universalizados e é parceira dos municípios.
“Não podemos permitir que a Sabesp vire uma nova Enel, porque a privatização da Sabesp não interessa ao povo paulista, ao povo pobre e periférico. A privatização só interessa a quem vai comprar ela, porque a empresa está pronta, porque vai oferecer lucros exorbitantes, porque está com os serviços quase universalizados. Se o setor privado quer fazer saneamento, de fato, que vá em outros lugares do Brasil que há necessidade de investimentos”, criticou.
Governo anuncia novas medidas para coibir preços abusivos dos combustíveis Distribuidoras deverão informar semanalmente…
COMUNICADO ÀS EMPRESAS Alteração na Presidência do Sindicato Metabase O Sindicato Metabase de Catalão e…
https://www.youtube.com/watch?v=JPIl8suQpe8&list=PLU7EHq4fmk62WyLxYihJgBKgJP0nCbK8p&index=12
Vitória do Irã sobre a guerra neocolonialista de Trump tem alcance mundial Guerra neocolonial e…
https://www.youtube.com/watch?v=awCEN1cUkWY&list=PLU7EHq4fmk62WyLxYihJgBKgJP0nCbK8p&index=11