Conteúdos irregulares devem ser retirados de redes sociais
O Ministério Público de Goiás (MPGO) recomendou ao prefeito de Mossâmedes, Cácio Moreira Adorno, e à vice-prefeita, Marta Maria Caetano de Almeida Cunha, a adoção de uma série de medidas visando a coibir autopromoções eventualmente realizadas no âmbito municipal.
Conforme destacado pelo promotor de Justiça Leonardo Seixlack Silva na recomendação, eles deverão:
1. não utilizar em redes sociais e portais institucionais, bem como em órgãos públicos do município, publicações, imagens, textos, banners, vídeos, postagens, fotografias, comentários, nomes, cores e símbolos que configurem promoção pessoal da vice-prefeita.
2. não produzir, divulgar ou compartilhar, em qualquer formato ou meio, peças de vestuário, panfletos, cartazes, adesivos, murais, pinturas, outdoors etc., que veiculem conteúdos que possam configurar a promoção pessoal da vice-prefeita;
3. remover, às suas custas e sem uso de recursos públicos, todas as publicações que possam configurar promoção pessoal da vice-prefeita.
O promotor de Justiça recomendou ainda que o teor do documento enviado aos gestores seja afixado em local de fácil acesso na prefeitura, no site do município, no prazo de 5 dias, devendo permanecer em exibição destacada pelo prazo mínimo de 15 dias. Após isso, orientou que seja colocado permanentemente acessível, em arquivo eletrônico, a exemplo de demais publicações oficiais. A recomendação também deverá ser divulgada nas redes sociais do município.
O promotor de Justiça fixou o prazo de cinco dias para que os gestores encaminhem uma resposta ao MP sobre o atendimento ou não da recomendação, com prova de sua divulgação, sob pena de serem implementadas as medidas judiciais cabíveis ao caso.
Leonardo Seixlack Silva explica que uma investigação aberta na promotoria apurou que a atual vice-prefeita de Mossâmedes, Marta Maria, tem utilizado de publicidade de atos governamentais, com e sem custos aos cofres públicos, com o objetivo de promoção pessoal mediante publicações e comentários em redes sociais.
“Nas publicações e nos comentários veiculados nas redes sociais do município, do atual e da vice-prefeita, a imagem e o nome dela são vinculados ao objeto divulgado nas postagens, ao cargo e à prefeitura de Mossâmedes, para fins de promoção pessoal. Os atos ocorrem principalmente no contexto da realização de eventos com forte apelo perante à comunidade local, promovidos com recursos públicos e privados”, avalia o promotor de Justiça.
Para ele, além da evidente violação aos princípios da moralidade e da impessoalidade, a conduta é caracterizada pelo desvio de finalidade, uma vez que os atos governamentais e eventos municipais deveriam ser realizados visando ao interesse público, e não para promoção pessoal.
Além disso, observou que “o que se verifica é que houve exagerada menção à vice-prefeita, com a intenção de vincular a sua pessoa a obras e serviços prestados ou apoiados pelo Poder Executivo local, bem como à própria estrutura do município. Assim, haveria uma tentativa de promover a vice-prefeita, pretensa candidata ao cargo de prefeita nas eleições deste ano”.
“A promoção pessoal da vice-prefeita prejudica a imagem institucional do ente municipal, uma vez que os cidadãos podem perceber tais ações como uma manipulação da máquina pública em favor de interesses individuais”, sustentou o promotor.
(Texto: Cristiani Honório/Assessoria de Comunicação Social do MPGO)
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